Apesar de Call of Duty ser praticamente uma franquia anual, e muitos questionarem seus rumos e enredos, não podemos negar que Modern Warfare é uma saga icônica. Logo, a Activision resolveu investir novamente em uma continuação, deixando de lado a trilogia para dar lugar a uma quadrilogia intitulada Call of Duty: Modern Warfare 4. O jogo chega oficialmente em 23 de outubro de 2026 aos consoles e ao PC, além de oferecer acesso antecipado uma semana antes. Os jogadores podem aproveitar uma história inédita, com novos personagens como Park.

Evidentemente, o icônico Capitão Price retorna para esta jornada. A Coreia do Norte invade sua vizinha, a Coreia do Sul, e agora uma guerra sem proporções exige soldados de elite. Conheceremos personagens que podem entrar para o novo hall da fama desta saga, como aconteceu com Soap MacTavish, Ghost e outros. Os jogadores vão percorrer diversos locais pelo mundo, como Nova York, Paris e Mumbai, sempre com aparato militar na linha de frente. É uma corrida contra o tempo para que o mundo não seja destruído.
Os personagens não possuem mais seus avatares genéricos, e os ferimentos causam um impacto mais realista. Para quem questionava o design, a personagem Valeria deve agradar a esse público mais crítico. Os combates em campo aberto, como em Paris, trazem uma imersão profunda, como se o jogador estivesse de fato trocando tiros nas ruas.

Antes do acesso antecipado, joguei a versão para Nintendo Switch na Brasil Game Show 2026. Esse ponto é importante para deixar claro que meus comentários não são baseados em uma experiência no PC. Ao menos, o modo multijogador mostrou que o console trará uma imersão interessante para aqueles que preferem jogar no híbrido. Enquanto isso, no computador e em consoles como PS5 e Xbox Series X, os gráficos são mais robustos para a geração. O console da Nintendo não entrega a mesma imersão gráfica, mas é possível jogar tranquilamente cada momento da aventura.
Como é costume, teremos as reviravoltas já conhecidas da franquia. A música continua sendo um ponto alto do jogo, com aquela sonoridade de tensão e eficiência nos momentos de infiltração. Os sons balísticos são convincentes. Os pontos de escolhas estratégicas também foram adicionados. Isso não é novidade, mas não existia na trilogia original, embora estivesse presente em outros títulos. Entre as séries da franquia Call of Duty, Modern Warfare sempre foi a minha favorita, já que traz um realismo próximo do nosso cotidiano atual, com tensões e conflitos que podem ocorrer — e ocorrem — em alguns locais do mundo.
Esta publicação é mais uma introdução para os leitores que estão pensando em adentrar nesta imersão de COD: Modern Warfare 4. A princípio, o modo história traz um desafio satisfatório e próximo dos enredos memoráveis da saga.

Para quem não adquiriu o jogo na pré-venda, recomendo seguir em frente caso ainda tenha ficado em dúvida. Seja pela jogabilidade solo, seja pelo modo história, há motivos para considerar o título. Dependendo de quando estiver acessando este artigo, uma review do jogo, contando minha experiência completa, já deve ter sido publicada. Também será possível encontrar informações na página oficial do jogo após seu lançamento.
Por ora, tudo o que presenciei até o momento me leva a recomendar o jogo como um investimento que deu certo e que também contribui para o universo de Call of Duty. A guerra é só o começo, e testa a moral dos homens. Em Modern Warfare 4, fica evidente que os desenvolvedores ousaram nesta empreitada, deixando de lado uma simples lição de moral e elevando o nível de realismo e a profundidade das escolhas.
Quem sabe, com todas as mudanças que estão ocorrendo na Xbox e em seu conglomerado, a Infinity Ward continue entregando melhorias fundamentais para fugir do mais do mesmo. O jogo chega oficialmente ao Xbox Series X|S, PlayStation 5, PC com Windows via Steam e Nintendo Switch 2. Também há opções para assinantes do Game Pass e suporte a jogos na nuvem por meio do GeForce NOW (GFN) e do Boosteroid.

