A insanidade característica de Golden Kamuy finalmente está de volta para sua quinta e última temporada. Embora a série nunca tenha figurado entre os animes mais populares do grande público, sua trajetória até aqui é surpreendente. Em um mercado onde obras consideradas “underground” raramente ultrapassam uma segunda temporada, porém, está produção chega ao seu desfecho completo, um feito impulsionado, em grande parte, pelo forte reconhecimento internacional.
O anime de Golden Kamuy está disponível na Crunchyroll, com a opção legendada. Com novos episódios todas as segundas-feira. Fique ciente que a plataforma disponibiliza um teste gratuito de 7 dias.
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Dito isso, prosseguimos com nossas impressões da temporada final do anime.
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Animes históricos que fogem do eixo tradicional, especialmente aqueles que não se chamam Kingdom, costumam encontrar maior acolhimento fora do Japão, sobretudo entre espectadores interessados na cultura e na história do país. Nesse contexto, Golden Kamuy se destaca por ir além da ilha de Honshu e abordar um tema raramente explorado na animação japonesa: a relação do governo japonês com o povo Ainu. Esse recorte histórico, aliado a uma comédia excêntrica e muitas vezes absurda, transforma a obra em algo verdadeiramente singular dentro do meio.

Expectativas para a temporada final de Golden Kamuy
Tecnicamente, Golden Kamuy nunca foi uma produção de destaque absoluto. A força do anime sempre esteve em sua narrativa e em seus personagens, enquanto a direção se encarregava de valorizar momentos-chave e extrair o máximo da comédia peculiar da obra. No entanto, já no primeiro episódio desta temporada final, é perceptível um ritmo mais acelerado do que o habitual, até mesmo quando comparado ao encerramento da temporada anterior.
Essa mudança sugere uma tentativa clara de condensar toda a história restante em uma temporada de aproximadamente 13 episódios. Embora compreensível do ponto de vista de produção, esse ritmo mais apressado levanta preocupações sobre como determinados eventos e arcos narrativos serão adaptados até o desfecho.

O arco de Sapporo e o clímax da narrativa
Tudo indica que o arco de Sapporo servirá como o grande clímax da obra. Um dos maiores méritos de Golden Kamuy sempre foi sua habilidade de entrelaçar ficção e história real de forma orgânica. A narrativa coloca lado a lado figuras improváveis: um veterano da Guerra Russo-Japonesa, uma descendente do povo Ainu em busca de autonomia, o último samurai do período Edo sonhando com a República de Ezo e um oficial militar de alta patente conspirando um golpe de Estado.
Essa corrida pelo ouro, carregada de ambições conflitantes, é constantemente equilibrada por uma comédia que alterna entre o físico, o nonsense e o absolutamente imprevisível, uma marca registrada da série que impede a história de se tornar excessivamente pesada, mesmo em seus momentos mais tensos.

Vale a pena começar agora?
Para quem ainda considera acompanhar Golden Kamuy, a recomendação é clara: comece desde o primeiro episódio. Diferente de outras obras que permitem entradas tardias, Golden Kamuy possui uma narrativa linear bem definida, apesar de dividir sua trama em três grandes núcleos. Esta temporada marca o encerramento definitivo da história, e a insanidade atinge seu ápice absoluto.
Mesmo com escolhas técnicas discutíveis, como o famoso urso em CGI, a série entrega uma história sobre sobrevivência, união e identidade cultural. Uma união tão intensa que, metaforicamente, faz você se sentir confortável até dividindo uma sauna com esses personagens. Para quem aprecia designs detalhados, humor excêntrico e uma abordagem histórica fora do comum, Golden Kamuy continua sendo uma experiência altamente recomendada até seu último episódio.

