A segunda temporada de My Hero Academia: Vigilantes estreia com um episódio que reafirma a força do spin-off ao explorar um dos lados mais instigantes e moralmente ambíguos do universo My Hero Academia.
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Longe do brilho e da institucionalização dos heróis licenciados, a série volta a destacar aqueles que escolhem agir por senso de justiça, mesmo sem reconhecimento oficial, e essa proposta já se mostra bem definida desde os primeiros minutos.

Ambientada alguns anos antes dos eventos centrais da obra principal, cuja adaptação animada foi concluída em 2025, a narrativa segue acompanhando personagens que operam à margem do sistema heroico. Koichi Haimawari retorna como protagonista, ainda em busca de seu próprio propósito como vigilante, movido mais por altruísmo do que por prestígio ou validação legal. Essa perspectiva mantém a identidade da série e reforça o contraste com a trajetória dos heróis profissionais.
O episódio inicial da nova temporada demonstra cuidado em respeitar os acontecimentos anteriores, ao mesmo tempo em que amplia o escopo da história. Novos conflitos começam a ser delineados, as motivações dos personagens ganham mais camadas e a tensão entre seguir regras ou agir de acordo com a própria consciência se torna cada vez mais evidente. Essa construção gradual torna a experiência acessível tanto para fãs veteranos quanto para quem acompanha o universo de My Hero Academia de forma mais casual.
A produção segue nas mãos do estúdio BONES Film, divisão do consagrado estúdio Bones, conhecido por trabalhos como Fullmetal Alchemist, Mob Psycho 100 e o próprio My Hero Academia. Tecnicamente, o episódio apresenta animação fluida, cenas de ação bem coreografadas e um visual que equilibra o clima urbano com os elementos superpoderosos. A química entre Koichi e Pop☆Step é bem explorada, enquanto referências sutis ao universo maior ajudam a expandir o contexto sem roubar o protagonismo da narrativa.

Há também indícios de conexões indiretas com o mundo dos heróis licenciados, o que aumenta a curiosidade sobre como essas histórias paralelas poderão se cruzar no futuro. Mesmo possuindo uma individualidade considerada modesta dentro dos padrões heroicos, Koichi continua se destacando pelo carisma e pela evolução pessoal, consolidando-se como o verdadeiro núcleo emocional da série.
No conjunto, a estreia da segunda temporada entrega uma abertura segura, envolvente e cheia de potencial. My Hero Academia: Vigilantes demonstra estar pronta para aprofundar discussões sobre identidade, moralidade e o real significado de ser um herói, mantendo um ritmo consistente e alto nível técnico. Para quem já acompanhava a série, o retorno confirma que o spin-off segue relevante e confiante; para novos espectadores, o episódio funciona como uma excelente porta de entrada para uma obra com personalidade própria dentro de um universo já consagrado.
O anime de My Hero Academia: Vigilantes está disponível na Crunchyroll, com as opções dublada e legendada. Com novos episódios chegando todas as segundas-feira.

