Crítica | Deadpool 2

Image from the movie "Deadpool 2"

Deadpool 2 é grande, mas talvez não seja capaz de superar Guerra Infinita

 

Nosso querido anti-herói retorna em Deadpool 2 tendo, é claro, mais uma vez, Ryan Reynolds no papel.

 

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© 2018 Marvel Entertainment − All right reserved.

 

O filme chega com ainda mais humor e ação do que seu antecessor. Muito bem humorado e com diversas referências à cultura geek, o longa com certeza lhe fará rir do início ao fim.

Com piadas feitas no momento certo, Deadpool 2 até nos lembra o seu antecessor.

Quem não se lembra da “mãozinha” do anti-herói no primeiro filme? Digamos que a piada foi tão engraçada que se tornou até meme e é claro que na sequência do filme não poderia faltar uma certa “menção honrosa”.

A história, infelizmente, não é das melhores. A profundidade do roteiro que nos fez amar o primeiro filme, acaba não sendo entregue no longa e isso pode decepcionar os que esperavam uma história mais envolvente.

Além disso, no segundo filme, o roteiro falha ao tentar apresentar um Deadpool mais “família”. Isso não quer dizer que o personagem não se encaixaria em uma história assim. Na verdade, até conseguimos imaginar um Wilson Wade mais “amável”, no entanto, a forma como o roteiro tenta nos entregar essa história não convence.

Todavia, isso não impede que a tentativa do personagem em crescer e “ser alguém melhor” seja cômica.

Quanto ao Cable, Josh Brolin parece ter nascido para o personagem. E que personagem! Sua apresentação foi mais do que digna e sua história gera empatia.

O filme continua tendo um CGI incrível! Um exemplo disso é toda a estrutura do braço do Cable e as ótimas, digamos de passagem, lutas do personagem.

 

Cuidado com os spoilers!

 

No longa, Cable viaja para o passado à fim de buscar justiça pela morte de sua esposa e filhas.

 

 

Pois é, ele não é o vilão – se é que tinha um vilão!

Infelizmente, Deadpool 2 não acerta ao tentar resolver o conflito entre Cable e Russell Collins – o Fire Fist. Cable que nos parecia tão feroz e perigoso, facilmente é convencido por Deadpool.

O menino mutante acaba sendo o foco da história. Russell Collins se apresenta como um mutante que sofreu vários abusos em um orfanato para mutantes que diz “proteger” os mesmos.

Assim, o garoto vai acumulando sua raiva e por fim, se junta ao Juggernaut ou, como é conhecido em Português, Fanático. Entretanto, a apresentação do personagem não é lá “grandes coisas” e no fim, ninguém ficou surpreso ao ver o personagem na tela.

Além disso, o visual do mesmo não agradou muito. Feito em computação gráfica, o Juggernaut não convenceu alguns, apesar de ter gerado ótimas cenas de luta com Colossus.

Uma curiosidade é que a voz de Juggernaut foi feita pelo próprio Ryan Reynolds.  Rhett Reese, co-roteirista de Deadpool 2, que fez a revelação. Segundo ele, “a voz foi ligeiramente modulada com um computador para fazer seu registro soar mais grave”.

Corte de gastos? Talvez.

No fim, com Cable, Fire Fist e Juggernaut, fica difícil entender quem é o verdadeiro vilão nessa história. Entretanto, o “bad guy” na história é o diretor do orfanato de mutantes.

O personagem interpretado por Eddie Marsan foi baseado em protetos de supremacistas brancos em Charlottesville. Segundo o diretor, David Leitch, “Ele era um arquétipo do fanatismo fascista e pervertido“.

Apesar dessa ideia sensacional, nem tudo são flores. O filme ainda contem alguns erros.

Os personagens da “X-force”, por exemplo, acabam decepcionando bastante, mesmo que de forma cômica.

No fim, ficamos apenas com a “Dominó”(Zazie Beetz) que é muito divertida e mostra que a “sorte” é o melhor superpoder. (#aprendicomDeadpool2)

 

Mas afinal, o que achamos?

 

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“Deadpool 2” consegue ter piadas do início até o fim, sendo impossível não rir. De 10 frases que Deadpool (Ryan Reynolds) fala no filme, 12 são piadas.

Mesmo que isso pareça algo bom, o roteiro aparentemente se preocupa apenas em fazer o público rir e, em alguns momentos, acaba se esquecendo um pouco da história e do desenvolvimento de seus personagens.

Isso faz com que algumas partes do longa pareçam apenas um compilado de cenas engraçadas, mas sem valor de evolução para a narrativa.

Portanto, se você procura uma história profunda, não é em Deadpool 2 que você irá encontrar (afinal de contas, o filme nem foi feito para isso, não é mesmo!?).

Entretanto, se você quer rir durante 2 horas. O filme é para você!

Ah, não se esqueça das 2 cenas pós-créditos. Elas são sensacionais!

Mesmo com tantos erros, “Deadpool 2” talvez tenha acertado no que os fãs da nova franquia gostam: muita ação e mortes desenfreadas; além daquele humor com referências que a gente adora. Toda essa mistura acaba tornando o filme muito divertido e “voltado para a família”.

Nota do crítico

Crítica | Deadpool 2

4

Sem avaliação

por Vitor Walden


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