Terror em Silent Hill – Regresso para o Inferno, com todo seu trailer conturbado e uma fraca divulgação, já deixava claro que poderia sofrer problemas de desempenho. Apesar de o diretor Christophe Gans conhecer bastante da franquia, já que não é seu primeiro trabalho na saga, ficou evidente que este longa-metragem teria problemas desde suas primeiras revelações.
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Começando pelo Silent Hill Transmission, quando a Konami obrigou todos os veículos a removerem de suas publicações o trailer do filme, que na época ainda não havia um título em português brasileiro, apenas Return to Silent Hill.
Eles alegaram que haviam publicado antes do tempo e que a retirada seria para manter a parceria cordial entre os veículos de imprensa. Nesse momento, efetuei uma pesquisa aprofundada e percebi que as críticas eram gigantes para aquele material; o que, provavelmente, deve ter estimulado a remoção desse conteúdo, considerando que demoraram muitos meses para publicar algum material referente ao terceiro filme da franquia.
Com atores que não estão no seu melhor auge, a escalação ocorreu com Jeremy Irvine, conhecido mundialmente pelo famoso filme de Steven Spielberg, Cavalo de Guerra. No novo filme ele interpreta o protagonista James Sunderland. Enquanto isso, Hannah Emily Anderson, que trabalhou em outros filmes de suspense e terror, como na franquia Jogos Mortais, faz Mary e Maria, as gêmeas. Evie Templeton interpreta Laura; a atriz também está na atual série Wandinha, da Netflix.
As enfermeiras e o Cabeça de Pirâmide estão no filme e até fazem referência à ambientação de Silent Hill. Porém, o modo como o enredo é explorado sai do escopo do que é o original desta saga, o que fez muitos críticos e até o público em geral questionarem e colocarem o filme como o pior da franquia Silent Hill.
Todas as métricas de Silent Hill no Rotten Tomatoes
Olhando pela crítica especializada, podemos perceber que ele é superior ao segundo filme, de 2012, que na época teve pessoas desejando mais fidelidade ao longa-metragem, obtendo metade da bilheteria do primeiro filme, de 2006. Agora, passados quase 14 anos desde o último filme, os fãs parecem não ter gostado nada deste retorno, já que conseguiu, pela classificação dos usuários no Rotten Tomatoes, apenas 30%/100. Os demais títulos, como Terror em Silent Hill (Silent Hill, 2006) e Silent Hill: Revelação (Silent Hill: Revelation, 2012), com 63% e 35%, respectivamente, conseguem superar o mais recente filme.



Se fizermos um comparativo com os três filmes da franquia, ele não está tão distante no gosto da crítica e dos usuários. Embora tenha sido desenvolvido quase que totalmente de modo independente dos grandes estúdios, como nos primeiros filmes, se houvesse um pouco mais de investimento ao longo dos seus 20 a 25 milhões e mudanças consideráveis no roteiro, poderia ser considerado um bom filme.
O sucesso do remake de Silent Hill 2, pela Bloober Team, ao qual a Konami terceirizou para trazer uma ambientação sombria já conhecida da saga, não se reflete no filme que chegou aos cinemas mundiais em 23 de janeiro de 2026. Agora, não sabemos quando um novo título desta mítica jornada sombria e do nevoeiro retornará aos cinemas.
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