Durante anos, a Alexa foi apresentada como um recurso padrão dos dispositivos Echo, sem exigir assinatura ou pagamento adicional após a configuração inicial. Esse histórico ajuda a entender por que o anúncio de uma nova versão da assistente, feito pela Amazon nos Estados Unidos, gerou dúvidas sobre uma possível cobrança pelo uso do serviço.
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A Alexa tradicional continua disponível sem custo. Comandos de voz, controle de dispositivos conectados, respostas rápidas, criação de rotinas e integração com serviços compatíveis seguem acessíveis da mesma forma que antes.
A mudança anunciada pela Amazon está na criação da Alexa+, uma edição voltada a recursos mais avançados. Desenvolvida com foco em inteligência artificial generativa, essa nova fase da assistente amplia a capacidade de interação, permitindo conversas contínuas, compreensão de contexto, execução de tarefas em várias etapas e uso por voz, aplicativo e navegador.
Segundo a empresa, essa versão mais avançada amplia as possibilidades de organização, pesquisa, planejamento e integração com serviços do ecossistema Amazon. A proposta não substitui a assistente tradicional, mas adiciona uma camada voltada a quem busca funcionalidades mais sofisticadas.
Nos Estados Unidos, o acesso a essa nova experiência ocorre de três formas. Assinantes do Amazon Prime têm acesso completo sem custo adicional. Usuários sem Prime podem utilizar uma versão gratuita com limitações, focada em interações por texto. Já o uso integral da assistente com recursos avançados também pode ser contratado por meio de uma assinatura mensal de US$ 19,99.

Parte da confusão está no nome. Durante muito tempo, “Alexa” se referia a uma única experiência. Com a introdução da Alexa+, a Amazon passou a oferecer duas versões distintas sob a mesma marca, o que levou parte do público a interpretar que a assistente deixou de ser gratuita.
Outro ponto relevante é a limitação geográfica. A nova versão da assistente está disponível apenas nos Estados Unidos, e o comunicado oficial não menciona planos, prazos ou confirmação de lançamento em outros países, incluindo o Brasil. Provavelmente, o serviço chegará em território nacional em alguns meses ou nos próximos anos.
A iniciativa sinaliza uma mudança na estratégia da Amazon. A assistente virtual deixa de ser apenas um recurso associado ao hardware e passa a ser tratada como um serviço com valor próprio, especialmente quando vinculada a recursos de inteligência artificial mais avançados.
Uma nova disputa no mercado de assistentes de IA com Alexa+
A chegada dessa nova camada de IA reposiciona a Amazon em um mercado cada vez mais competitivo de assistentes baseados em inteligência artificial. Ferramentas como ChatGPT, Gemini e Grok ganharam espaço principalmente em computadores e celulares, voltadas à pesquisa, escrita e organização de informações.
A diferença da proposta da Amazon está na integração direta com o ambiente doméstico. Em vez de funcionar apenas como um assistente digital, a nova versão da Alexa atua de forma contínua na rotina da casa, conectada a dispositivos físicos, agendas, serviços e automações.
Nesse contexto, a Alexa Plus representa a tentativa da Amazon de consolidar a inteligência artificial como um apoio permanente dentro do ambiente doméstico, ampliando a concorrência com outras plataformas que, até agora, operam majoritariamente fora desse espaço.
