Nos últimos dias, percebi que algumas publicações antigas do site voltaram a registrar um aumento considerável de acessos, especialmente conteúdos relacionados a “A Batalha dos 100“, reality da Netflix que ganhou projeção internacional. A curiosidade me levou a investigar o motivo e a resposta parece estar na forma como a franquia vem sendo expandida globalmente desde 2025.
Leia também:
- Netflix e MAPPA ampliam parceria para produção de animes
- Tela Brasil: novo streaming público do governo ainda não tem data de lançamento confirmada
A Netflix já confirmou há algum tempo novas versões do programa, incluindo edições na Itália e nos Estados Unidos, ambas previstas para estrear ao longo de 2026. São adaptações que seguem o formato tradicional do reality fitness, apostando na disputa direta entre atletas e na lógica de eliminação que consagrou a versão original.
No entanto, ao aprofundar a pesquisa, encontrei algo que foge completamente desse padrão.
Um documentário de A Batalha dos 100 que abandona a competição e aposta na cultura
Diferente das versões competitivas anunciadas para outros países, a produção gravada na Mongólia não é exatamente um reality show. Trata-se de um documentário de viagem, derivado de Physical Asia, que reúne integrantes das equipes da Mongólia e da Coreia do Sul que chegaram à final da edição asiática exibida em 2025.
O projeto, intitulado Physical Welcome to Mongolia, propõe um olhar mais contemplativo. Em vez de provas eliminatórias e confrontos físicos diretos, o foco está na convivência entre os atletas, nas paisagens geladas do país e na imersão cultural proporcionada pela viagem.
As gravações exploram cenários abertos da Mongólia, com destaque para regiões de clima extremo e ambientes pouco conhecidos do grande público. O documentário também se apoia fortemente na identidade cultural do país, que carrega uma herança histórica marcada por estratégias de guerra, resistência e nomes que atravessaram séculos, como “Átila, o Huno“, frequentemente associado às tradições militares das estepes.
Hoje, a Mongólia vive uma realidade mais pacata, mas ainda preserva elementos culturais que despertam curiosidade. Lutas tradicionais, rituais e o cotidiano fora dos grandes centros urbanos ajudam a construir esse contraste entre passado e presente, algo que o documentário explora de forma constante.
Quem participa do documentário
A produção acompanha os atletas Kim Dong hyun e Amotti, representantes da equipe da Coreia do Sul, durante a viagem pelo país. Do lado mongol, os anfitriões são Orkhonbayar Bayarsaikhan, capitão da equipe, e Lkhagva Ochir, que conduzem o grupo pelas experiências locais. O documentário também conta com a participação especial de Eddie Jo Williams, da equipe da Austrália.
Siga o MeUGamer no Youtube.
O documentário é composto por quatro episódios, cada um com cerca de 30 minutos de duração, lançados entre os dias 1º e 8 de janeiro de 2026. A proposta é claramente complementar, voltada para quem acompanhou Physical Asia e sentiu falta dos atletas após o fim da competição.
Mesmo assim, um detalhe chama atenção.
Ausente no catálogo brasileiro da Netflix
Apesar de estar disponível na Netflix em alguns países, o documentário não aparece no catálogo brasileiro da plataforma. Ao acessar a versão nacional do streaming, não há episódios disponíveis nem qualquer destaque editorial relacionado à produção.
Até agora, a Netflix Brasil não se manifestou sobre a ausência do documentário no catálogo nacional. O conteúdo simplesmente não aparece disponível por aqui, mesmo em um momento em que A Batalha dos 100 volta a circular com força por causa das novas versões já anunciadas para outros países.
Enquanto Itália e Estados Unidos seguem o caminho mais tradicional do reality show em 2026, a produção gravada na Mongólia aponta para uma abordagem diferente. Em vez da competição direta, a empresa opta por um formato mais observacional, focado em cultura, paisagem e na relação entre os atletas fora da arena.
