Quando algo fica “Maduro” para a indústria dos games

Quando o fruto cai de maduro, a colheita costuma ser farta

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Existem momentos em que uma palavra passa a circular com mais força do que o normal, mas isso não muda o sentido que ela sempre teve dentro dos games. Quando falamos em algo “maduro”, estamos falando de evolução criativa, de decisões mais conscientes e da coragem de sair do lugar comum. E depois do que Battlefield 6 entregou, fica difícil ignorar essa sensação.

Não se trata de pessoas, manchetes ou acontecimentos fora do universo dos jogos. Aqui, o “maduro” é outro. É o estágio em que uma franquia entende o próprio peso e percebe que repetir fórmulas já não é suficiente.

O bom momento vivido por Battlefield 6 ajuda a reforçar essa leitura. O jogo conseguiu recuperar parte da confiança do público ao entregar mapas mais bem pensados, sistemas mais sólidos e uma experiência que voltou a valorizar o que sempre definiu a série. Isso, por si só, já indica uma mudança de postura. Com centenas de milhares de usuários em simultâneos em seu período de lançamento na plataforma Steam.

Quando uma franquia chega a esse ponto, surge a pergunta natural: para onde ir depois?

Há anos, Battlefield gira em torno dos mesmos tipos de cenários. Conflitos genéricos, regiões já saturadas e ambientes que o público reconhece de longe. A América Latina, por outro lado, segue praticamente intocada pelas grandes produções do gênero, apesar de reunir elementos que sempre funcionaram muito bem na franquia.

Venezuela, Colômbia e Brasil, por exemplo, oferecem uma diversidade rara. Selvas fechadas, rios extensos, grandes centros urbanos, áreas industriais e regiões de fronteira poderiam coexistir em mapas que exploram verticalidade, destruição e deslocamento em larga escala. Tudo isso conversa diretamente com o DNA da série.

Mas amadurecer também significa saber onde pisar. Um jogo ambientado na América Latina exigiria cuidado. Representações rasas ou estereotipadas não só soariam ultrapassadas como comprometeriam qualquer tentativa de inovação. A indústria já mostrou, em outras ocasiões, que nem sempre acerta quando tenta simplificar realidades complexas.

Ainda assim, se bem trabalhado, um Battlefield 7 ambientado na região poderia marcar um novo momento para a franquia. Não por choque ou provocação, mas por escolha criativa. Por mostrar que já existe espaço para olhar além dos cenários tradicionais sem perder identidade.

Isso também se aplicaria a Call of Duty, já que Black Ops 7 não alcançou o sucesso esperado. Considerando que a franquia já explorou cenários na América Central e, no passado, até o Rio de Janeiro. Um título ambientado na América do Sul poderia representar um diferencial estratégico, ajudando a recuperar o fôlego da série e evitando um novo desempenho abaixo do esperado em vendas, como ocorreu com o lançamento mais recente.

Quando algo realmente fica “maduro” para a indústria dos games, o avanço não vem do exagero, mas da confiança em fazer diferente. Talvez o próximo passo de Battlefield não esteja em ir mais longe no tempo, mas em olhar para lugares que sempre estiveram ali, esperando para serem explorados.

Jefão Calheiro
Jefão Calheiro
Apaixonado por games, filmes de ficção científica, séries e tudo que envolve tecnologia e inovação, com mais de 15 anos de experiência comentando e analisando esses temas. Além disso, sou curioso por astronomia e, nas horas vagas, tento observar o cosmos como um astrônomo amador. Acredito no poder das opiniões e no respeito à diversidade de pensamentos. Em minhas análises, busco compartilhar conhecimento de maneira clara e acessível, ajudando o público a se conectar com as novidades do mundo do entretenimento e da tecnologia. Ah, e como bom flamenguista, vibro junto com o maior clube brasileiro, o Flamengo! Vamos, gamernéfilos, porque todo dia tem novidade nesse universo em constante expansão. =)

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