Nioh 3 é daqueles jogos que não necessitaram de grande repercussão de marketing para vender e superar os primeiros títulos da franquia. Já em seu lançamento, o jogo da Koei Tecmo conseguiu dobrar o número de jogadores em relação ao Nioh 2 – The Complete Edition.
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Isso considerando apenas a versão para PC Windows na plataforma Steam, sem mensurar os usuários que também jogaram no console PlayStation 5, que sempre foi o maior público da franquia. Esses números mostram que a saga continua focada em um combate intenso e em uma narrativa marcante, consolidando-se como um dos soulslikes de maior sucesso dos últimos anos.
Nioh 3 não apela para chamar atenção de forma artificial, mas seu estilo de combate e dinamismo são grandes trunfos. Confesso que a curva de aprendizado, principalmente para quem não está familiarizado com esse tipo de mecânica de combate, pode demorar um pouco. Isso acontece porque há diversas combinações estratégicas para enfrentar os diferentes tipos de inimigos, especialmente os Onis, que são os demônios presentes no jogo.

Ainda assim, o jogo se mantém intenso e vibrante, oferecendo modos que permitem utilizar diferentes técnicas de luta do protagonista. Ele entrelaça elementos de RPG de ação com aventura e exploração, em cenários inspirados no Japão feudal. Observamos mitos históricos reimaginados no universo de Nioh, exibindo toda a riqueza da cultura ancestral asiática.
Tokugawa Takechiyo enfrenta um grande desafio ao tentar provar que a inveja não se compara às amarguras de seu irmão mais novo, Tokugawa Kunimatsu, que deseja possuir tudo. A partir disso, uma jornada contra o tempo se inicia, oferecendo ao jogador dezenas de horas de jogatina para concretizar seu destino. O sangue de guerreiro corre pelas veias do protagonista e, com sua astúcia, ele vive uma peregrinação épica contra diversas criaturas e chefões que proporcionam combates memoráveis. A inteligência artificial dos inimigos está visivelmente melhor do que no segundo jogo da franquia.
Uma das maiores críticas aos jogos soulslike, ou próximos do gênero, são os famosos inimigos “esponjas de dano”. Em Nioh 3, isso é mais equilibrado. Existem inimigos mais fáceis de encaixar combos e outros quase impossíveis, exigindo o uso constante da esquiva. Esse equilíbrio contribui para uma experiência saudável e agradável, tanto para veteranos e fãs da saga quanto para novos jogadores que conheceram o jogo por curiosidade.
Outro ponto que merece destaque são os gráficos. Sempre questionei o tom excessivamente acinzentado de muitos soulslikes, além das texturas simples dos cenários. Em Nioh 3, a Koei Tecmo se preocupou mais com esse aspecto, ajustando cenários e personagens, que agora estão mais bem definidos. Isso não significa que todo o jogo seja perfeito em polimento, mas é possível perceber um cuidado maior em relação aos títulos anteriores, o que é bastante positivo.
Dados oficiais de Nioh 3 no PC
Com 88.045 jogadores simultâneos no lançamento, mais que o dobro do recorde anterior, que foi de 39.227 usuários, fica claro que a qualidade técnica e as mecânicas de jogo superam eventuais contratempos. Além disso, mais de 5 mil avaliações deixadas pelo público na plataforma Steam são, em sua maioria, positivas, resultando em uma média geral de 80/100.

Isso mostra que quem acreditava que a franquia Nioh estava morta ou cairia no esquecimento se enganou. O novo jogo demonstra força e ainda pode alcançar números maiores caso seja lançado para outras plataformas, como o Xbox Series X|S.
Por fim, Nioh 3 já está disponível para PC Windows e PlayStation 5 desde o dia 6 de fevereiro de 2026. Para quem deseja conhecer mais, uma demonstração gratuita está disponível. Vale ressaltar que, dependendo da data em que esta publicação for acessada, a demo pode não estar mais disponível para testes.
