Estamos na semana de lançamento de Resident Evil Requiem e, mesmo antes de colocar as mãos no jogo, a ansiedade já está nas alturas. Entre trailers, trechos de gameplay, demos fechadas para a imprensa e até vídeos em live action, a Capcom conseguiu criar um clima que mistura empolgação e tensão na medida certa.
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Mas também é impossível ignorar o outro lado da moeda. O jogo vazou antes do lançamento oficial. A Capcom já se pronunciou, lamentou o ocorrido e tenta remover conteúdos indevidos da internet. Ainda assim, quando algo cai na rede, o controle se torna quase impossível. Para quem quer viver a experiência completa, digo-lhes: cuidado com spoilers. E, se você já viu algo, não estrague a surpresa de quem está esperando.
Dito isso, vamos ao que realmente importa. O que podemos esperar de Resident Evil Requiem com base no material oficialmente divulgado.
O retorno de Leon e a conexão com o passado
A Capcom confirmou que Leon Kennedy está de volta, e não apenas como fan service. Segundo os próprios desenvolvedores, os acontecimentos de Resident Evil 6 fazem parte do histórico do personagem e serão considerados neste novo capítulo.

Leon é um dos rostos mais icônicos da franquia, especialmente por seu papel em Resident Evil 2 e Resident Evil 4. Foi justamente o quarto título que expandiu a série para um público ainda maior, exibindo o equilíbrio entre terror e ação que marcou uma geração.
Agora, ele retorna mais velho, mais experiente e carregando o peso de tudo o que enfrentou. Isso abre espaço para uma abordagem mais madura e, possivelmente, mais dramática.
Ao lado dele surge Grace Ashcroft, filha de Alyssa Ashcroft (de Resident Evil Outbreak). A presença de Grace mostra essa ideia de ciclos, heranças e continuidade. A série olha para frente, mas sem abandonar o que construiu ao longo dos anos.
Novo vilão, novo vírus, novas peças no tabuleiro
O antagonista da vez é Victor Gibel, figura ainda cercada de mistério. Sabe-se que a trama gira em torno de uma nova ameaça biológica chamada Elpis. Há menções ao nome de Gibel em arquivos anteriores da franquia, especialmente nos títulos mais recentes, o que indica que a Capcom já vinha plantando sementes há algum tempo.

Esse é um traço clássico da série, deixar pistas espalhadas para que os fãs montem teorias e conectem os pontos. E, como sempre, as especulações já estão a todo vapor.
Outro detalhe que chamou atenção nos trailers finais é que Leon aparenta estar infectado. Se isso se confirmar dentro da narrativa, o conflito deixa de ser apenas externo e passa a ser também interno. Correr contra o próprio tempo é um elemento que pode elevar bastante a tensão dramática.
Requiem: fim de um ciclo?
O próprio nome “Requiem” carrega simbolismo. Um réquiem é uma cerimônia solene dedicada aos mortos. A campanha de marketing insiste em metáforas ligadas a encerramentos e começos, sinfonias que terminam e outras que estão apenas começando.
Tudo indica que este nono capítulo numerado pode marcar uma virada importante para a franquia. Não necessariamente um fim definitivo, mas talvez o fechamento de um arco maior iniciado anos atrás.
Dois estilos em um único jogo
Um dos pontos mais interessantes revelados até agora é a possibilidade de alternar entre primeira e terceira pessoa a qualquer momento durante o gameplay.
Grace parece ter sido pensada para funcionar melhor na perspectiva em primeira pessoa, reforçando o terror mais íntimo e claustrofóbico, na linha de Resident Evil 7 e Village. Já Leon remete diretamente à experiência em terceira pessoa, com movimentação mais dinâmica e foco maior na ação, como em Resident Evil 4.
Na prática, a Capcom está tentando unir duas fases distintas da franquia em um único produto: o terror mais puro e a ação estratégica. Se funcionar, pode ser uma das experiências mais completas da série.
E há ainda o fator replay, tradicional em Resident Evil. Finalizar o jogo, destravar extras, buscar rankings melhores e encarar speedruns faz parte do DNA da franquia. Com perspectivas diferentes para testar, esse elemento tende a ganhar ainda mais força.
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Mundo mais aberto?
Antes dos anúncios oficiais, circulou o rumor de que o novo jogo teria estrutura de mundo aberto. O que foi mostrado até agora não confirma isso de forma direta, mas há indícios de áreas mais amplas e possibilidade de deslocamento entre diferentes locais.
O destaque dado a veículos nos materiais promocionais levantou suspeitas de que poderemos ter seções mais abertas, talvez não um mundo aberto tradicional, mas áreas exploráveis maiores do que o padrão clássico da série.
Se for esse o caminho, será interessante ver como a Capcom equilibra liberdade de exploração com o controle de tensão, algo essencial para o terror funcionar.
O terror está de volta?
Os trailers mostram o retorno de figuras imponentes no estilo “perseguidores”, inimigos que pressionam o jogador constantemente. Essa mecânica foi refinada ao longo dos anos e aqui parece ganhar ainda mais força.
Além disso, há uma tentativa clara de recolocar os zumbis no centro da experiência. Depois de uma fase mais focada em armas biológicas complexas e criaturas cada vez mais elaboradas, o horror mais clássico parece recuperar espaço.
Ainda assim, a ação não foi deixada de lado. A dualidade entre Grace e Leon deve representar exatamente isso: medo e confronto, vulnerabilidade e preparo.

O que esperar de Resident Evil Requiem?
Com lançamento marcado para fevereiro, Resident Evil Requiem surge como um dos primeiros grandes títulos do ano dentro das franquias de peso. O impacto da jogabilidade, trama e sobrevivência é um dos melhores elementos desta franquia.
Estamos falando do nono capítulo numerado de uma das séries mais importantes da história dos games. Naturalmente, os fãs querem entender qual direção a Capcom pretende seguir rumo a um provável décimo título.
A promessa é de uma experiência que mistura passado e futuro, tradição e renovação. Se a execução acompanhar a ambição, podemos estar diante de um dos capítulos mais marcantes da franquia.
Agora resta esperar o lançamento oficial, evitar spoilers e preparar o controle. Porque, ao que tudo indica, esse réquiem pode ser apenas o começo de uma nova sinfonia. O título será lançado oficialmente em 27 de fevereiro de 2026 nos consoles de PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC Windows via Steam.
