Não é a primeira vez que uma produção da Nintendo em live-action possui uma das piores notas da indústria do cinema. No entanto, Super Mario Galaxy: O Filme novamente conseguiu ser adorado pelos fãs que foram aos cinemas assistir ao longa-metragem. Como expressei na minha crítica, o filme traz uma temática acelerada, o que pode causar estranheza em quem aprecia histórias mais elaboradas — já que, no universo do Super Mario Bros., o que menos importa são suas tramas.
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Lembro que, desde criança, sempre quis chegar ao objetivo: pular em cima das tartarugas, quebrar blocos pixelados e salvar as princesas.
Embora uma adaptação devesse trazer o legado dos encanadores bigodudos, que ao longo das décadas ganharam outras profissões, a Nintendo sempre buscou entregar entretenimento a cada fase que os jogadores exploram. Seja em 3D, 2.5D ou plataforma, a verdade é que a diversão vem em primeiro lugar. Para o fã que vai ao cinema pela nostalgia, há muito o que aproveitar com as referências que a Illumination adicionou nesta ampliação do universo Galaxy.
Já para as crianças que forem acompanhadas dos pais, a experiência é de diversão constante, com momentos de riso e surpresa diante da ação dos personagens ao longo de 1h38 de filme. Vale considerar que essas adaptações têm como foco também a venda de consoles como o Nintendo Switch e a expansão de produtos licenciados da Nintendo. Em outras palavras, o objetivo da gigante japonesa e de seus parceiros é agradar ao público consumidor.
A crítica tem seu valor quando uma produção deixa dúvidas sobre sua execução. Neste caso, o que prevalece é a diversão. Na minha opinião, quem assistir terá momentos de riso — alguns mais intensos, outros mais leves.
Principalmente se considerar a dublagem em português do Brasil, que, como mencionei na crítica, está extremamente bem executada. As adaptações dos momentos cômicos funcionam muito bem, especialmente quando Bowser e Bowser Jr. estão em cena. É difícil não rir ou refletir sobre o comportamento dessa “nefasta tartaruga”, o rei dos Koopas, em suas interações com o filho.
Em relação às avaliações, o primeiro longa-metragem conquistou 59% da crítica e 95% do público. Já Super Mario Galaxy: O Filme alcançou 41% entre os críticos e cerca de 90% com o público geral. Isso deixa claro que, apesar da nota menor da crítica especializada, a produção continua agradando quem realmente consome esse tipo de conteúdo.


Isso retrata o quanto a produção conseguiu satisfazer os fãs que buscavam easter eggs e a presença de personagens icônicos dos games nas telonas. Ao analisar o dia de estreia das duas adaptações, em 5 de abril de 2023, o primeiro filme arrecadou cerca de 31 milhões de dólares nos Estados Unidos, enquanto a continuação abriu com aproximadamente 34 milhões — um crescimento positivo.
Logo no início do primeiro fim de semana — considerando este artigo escrito em 4 de abril de 2026 — Super Mario Galaxy: O Filme já acumulava quase US$ 120 milhões em bilheteria mundial. Vale destacar que o lançamento ocorreu próximo à Páscoa, período de feriado prolongado em diversos países. Ainda assim, os números indicam que a produção pode ultrapassar rapidamente a marca de 1 bilhão de dólares, como ocorreu com o primeiro filme.
Por fim, Super Mario Galaxy: O Filme é uma animação voltada para fãs que buscam referências dos mais de 40 anos da franquia e para crianças que querem apenas se divertir. Há também espaço para nostalgia com personagens como Yoshi, Fox (de Star Fox), Rosalina, Peach, Toad e, claro, Mario e Luigi.
O filme estreou oficialmente nos cinemas brasileiros em 1º de abril de 2026. Futuramente, estará disponível em plataformas de streaming legalizadas após sua exibição nas telonas.
