Dragon Quest VII Reimagined é uma versão aprimorada do clássico Dragon Quest VII: Fragments of the Forgotten Past, lançado no Ocidente em 2001. O título no original contou com o design dos personagens do saudoso Akira Toriyama, que nos deixou em março de 2024. Nesta nova versão o mangaká também recebe os créditos pela criação dos personagens. Naquele período, a Square Soft e a Enix ainda não haviam se fundido para se transformar no que conhecemos atualmente como Square Enix.
O primeiro título originário possui uma riqueza de detalhes únicos e acrescentava para o enredo. Seus personagens como Kiefer, Maribel, Ruff, Maeve e outros são sempre cativantes. Nosso protagonista, apesar de não ter um nome fixo, visto que podemos alterar para o nosso, ficou conhecido como Auster e Arus, dependendo da mídia que foi publicada.

No dia 7 de janeiro de 2026, a Square Enix publicou oficialmente uma demonstração gratuita nas plataformas de PlayStation, Xbox, Nintendo Switch e PC Windows via Steam. Tudo para que os fãs e novos usuários pudessem conhecer essa nova reimaginação do jogo, que está previsto para o próximo dia 5 de fevereiro de 2026 nos respectivos consoles e PC anteriormente citados. Essa prévia é baseada na versão de PC Windows via plataforma Steam, ao qual analisei os gráficos, mecânicas, trilha sonora e comparação com clássico e o atual. Sobre os requisitos de sistema, publiquei em outro artigo nessa página.
Quem jogou o primeiro sabe o quanto a história era longa e havia diversos desafios e quebra-cabeças para os jogadores irem se aventurando. A história é simples.”O pai do protagonista encontra um mapa que supostamente mostra que os continentes, em algum momento, eram separados. Isso instiga ele e o príncipe Kiefer, ao lado de seus companheiros de jornada, a descobrir toda a verdade”.
Da nostalgia à atualidade gráfica em DRAGON QUEST VII Reimagined
Para ter um vislumbre de comparação, tive que adentrar no clássico para lembrar de memórias afetivas desse remake. Percebi que eles tentaram recriar cada frame, com algumas alterações interessantes. Só o que vou mencionar aqui pode causar estranheza. Tecnicamente, os cenários do jogo original, mesmo em art pixel, são mais chamativos que os atuais. Não significa que o novo jogo esteja menos glamouroso. Pelo contrário, os personagens, inimigos e os cenários estão estilizados com grande capricho e utilização de muito cel shading.



Pelo tempo de um jogo para outro, que é de 25 anos, considerando que foi lançado no Japão em 2000, os vilarejos teriam mais elementos e detalhes, mas fizeram a simplicidade do original. Acredito que, nesse ponto, eles deveriam enriquecer mais o mundo do jogo. Embora perceba que a intenção é deixar como um jogo de role-playing game (RPG) raiz, como todos nós conhecemos. Se essa é a verdadeira intenção de fato, eles estão no caminho correto.
Graficamente, o jogo está estilizado de modo consistente. Durante meu teste no jogo, não presenciei problemas de queda de frame ou lags que causariam problemas na minha experiência. Desde os cenários e seus personagens, sejam os heróis ou as criaturas, o trabalho está à altura da franquia Dragon Quest. Bem como a interface, apesar de simples, ela está de acordo; sua tipografia traduz toda a temática dos elementos. Um quesito que eles poderiam ter melhorado é o ângulo da câmera, que algumas vezes me atrapalhou. Além disso, percebi que a sensibilidade padrão do controle no direcional estava muito veloz, já que, nos quebra-cabeças, o personagem passava direto e tinha que tocar devagar para posicionar corretamente. Mas isso é só um detalhe que eles devem corrigir com feedback dos usuários que testaram o jogo.

A trilha sonora continua impecável, com o tema icônico e outros detalhes que lhe colocam em um período como se estivesse de fato no passado, visitando vilarejos onde a tecnologia é coisa do imaginável. As canções não enjoativas relaxam em diversos momentos; você até pode deixá-las correndo de fundo enquanto faz outras coisas e ainda assim não cansa de ouvir. Quando todas as faixas estiverem disponíveis, irei adicionar uma crítica sobre a trilha sonora oficial do jogo, já que elas devem receber diversos arranjos para o lançamento completo.
Enfim, a demo do jogo DRAGON QUEST 7 Reimagined é algo que todos deveriam testar enquanto ela estiver disponível, para conhecer o motivo desta franquia ser tão aclamada no Japão e em grande parte do mundo. Sendo uma saga ao lado de Chrono Trigger e Final Fantasy, que inspiram inúmeros desenvolvedores na indústria dos games ao lançar suas histórias.
Infelizmente, em território nacional, o jogo não é tão popular e uma versão localizada para o português brasileiro pode não acontecer, já que legendas e interface estavam em inglês, japonês e demais idiomas. Se as vendas forem boas, quem sabe, em uma atualização futura, eles repensem e adicionem. Os brasileiros, mesmo após décadas, ainda reconhecem esta franquia pelo famoso anime que foi exibido no SBT no fim dos anos 90, como Fly, derivado de Dragon Quest: Dai no Daibōken (Dragon Quest: The Adventure of Dai).
Estejam prontos para passar algumas horas jogando, e lembrando que seu progresso pode ser sincronizado com o jogo completo, caso opte por adquiri-lo. Os monstrengos slimes estarão na sua cola! Um traje “Vestido de Folga” para Maribel é uma recompensa para quem participar da demo.
