Joguei a demo de I Hate This Place, jogo inspirado na HQ de mesmo nome publicado pela Image Comics, e a experiência deixou uma impressão positiva. A ambientação funciona bem, o clima de terror é constante e a influência dos quadrinhos aparece tanto no visual quanto na construção do mundo. A Bloober Team em parceria com a Skybound Entertainment são responsáveis por este novo título de survival horror em mundo aberto. O jogo está sendo desenvolvido através da Broken Mirror Games, um novo selo de terror da Bloober Team que busca trazer jogos do gênero com ideias diferentes e inovadoras.
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O lançamento do jogo completo está previsto para 29 de janeiro de 2026 no PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch. A demonstração gratuita está disponível na plataforma Steam.
Há, no entanto, alguns pontos que chamaram atenção de forma não tão positivo. A iluminação da lanterna, em especial, incomoda em certos momentos. Em áreas muito escuras, a luz nem sempre ajuda na leitura do ambiente e pode acabar atrapalhando a navegação. Ainda assim, trata-se de um problema pontual, que não compromete a experiência geral da demo. Outro ponto são os posicionamentos das câmeras e compreendo que se trata de um título de visão isométrica.
Um único nível de dificuldade, mas diferentes abordagens
I Hate This Place conta com apenas um nível de dificuldade. Mesmo assim, o jogo não limita o jogador a uma única forma de avançar. A proposta é oferecer ferramentas para que cada pessoa enfrente os desafios no próprio ritmo. Na jornada da peregrinação de Elena para encontrar resposta, nos atiça querer continuar para conhecer mais deste lugar estranho e sombrio.
É possível adotar uma abordagem mais furtiva, evitando confrontos diretos e utilizando caminhos alternativos. Muitas áreas permitem alcançar objetivos sem passar pelo trajeto principal, geralmente mais perigoso. Por outro lado, também é viável optar pelo combate direto, com uso de armas de fogo e explosivos. Essa escolha exige maior precisão e domínio do sistema de combate. Esses confrontos são premiados com itens melhores para aprimorar nosso inventário e arsenal.



O rancho funciona como base central do jogo. Nele, o jogador pode construir diferentes tipos de edifícios, que ampliam o acesso a munição, armas, explosivos e itens consumíveis.
Caso o jogador encontre dificuldades em determinada área, não é necessário insistir imediatamente. O jogo permite recuar, investir na base, aprimorar equipamentos e retornar posteriormente mais preparado. Além disso, o mundo oferece outras regiões para exploração, o que exibe a sensação de liberdade.
A experiência de sobrevivência vai além do combate. O jogo conta com sistemas de fome e estamina, que influenciam diretamente a capacidade de correr e lutar. Manter esses elementos sob controle é fundamental. Esses elementos, na minha opinião, os desenvolvedores deveriam olhar com prioridade. Para não ter problemas de progresso à medida que os usuários vão avançado.
A munição é escassa, principalmente no início. Por isso, o gerenciamento de recursos tem papel central. Durante a exploração, é possível encontrar plantas e materiais que viabilizam a construção de prédios no rancho. Esses edifícios permitem cozinhar alimentos, preparar curativos e produzir recursos como madeira e sucata, utilizados na fabricação de munição, armas e explosivos.
Exploração e estrutura do mundo
Os primeiros 40 a 60 minutos do jogo são mais lineares e servem como introdução às mecânicas principais. Após esse período, o mapa se abre de forma mais clara.
Por isso, I Hate This Place apresenta um mundo semiaberto, ambientado nas florestas ao redor do rancho. Ao explorar o mapa, o jogador encontra diferentes tipos de áreas fechadas, como bunkers militares, minas abandonadas e mansões mal-assombradas. Há também os chamados ghost levels, que funcionam como mistérios de assassinato ambientados em cenários mais abstratos e fantasmagóricos.
O jogo inclui NPCs com missões próprias. Ao ajudar esses personagens, o jogador pode utilizar suas casas como locais de descanso. Além disso, cabanas abandonadas funcionam como bases temporárias. Para facilitar o deslocamento, existe um sistema de viagem rápida baseado em um rio, utilizando um barco.
Arsenal e variedade de armas em I Hate This Place
O jogo conta com pelo menos 11 armas de longo alcance, além de uma arma corpo a corpo, diferentes tipos de explosivos e itens consumíveis.
Entre os destaques estão as espingardas, que possuem diversas variações, e a arma de sinalizador, capaz de incendiar inimigos. Duas armas se sobressaem pela versatilidade: a lança-arpão, que permite imobilizar inimigos, e a taser, que pode atordoar adversários, afetar inimigos na água e até ativar dispositivos eletrônicos, como portas e geradores. Mas ao menos, comecei com um bastão de beisebol que pode ser utilizado por inimigos mais fracos. Aqueles mais tenebrosos, é necessário utilizar armas com poder bélico de maior calibre e impacto até fogo mesmo.
Se me perguntarem se aprovo esta demonstração gratuita, a resposta é sim. Apesar de alguns problemas técnicos, como a iluminação da lanterna, I Hate This Place apresenta boas ideias e uma identidade bem definida. A demo evidencia uma proposta focada em liberdade de abordagem, exploração e gerenciamento de recursos. Em breve, uma análise completa do jogo estará em nosso catálogo de artigos de reviews.
Caso esses pontos sejam refinados até o lançamento, o jogo tem potencial para se destacar entre os survival horrors previstos para 2026.
