Review: Ghostrunner de Samurai ao Cyberpunk — PC

Um Ninja cibernético pronto para sua vingança!

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Para uma geração que cresceu no fim dos anos 80 e início dos anos 90, vivenciaram uma enxurrada de filmes com temática de guerreiros ninjas, além de jogos de videogames como Ninja Gaiden, Shinobi, Strider, Tartarugas Ninjas entre outros. Os longas-metragens e os jogos haveriam de moldar a imagem do ninja na moderna cultura popular, criando um símbolo de guerreiro perfeito, invisível e imbatível. É claro, tudo em excesso acaba saturando e haveria de existir um hiato desses gêneros no cinema e games; assunto que vou aprofundar em outra ocasião…

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Chegamos ao ano 2000 com filmes de espadachim e guerreiros que praticamente flutuavam no ar sobre árvores, telhados como o premiado filme chinês O Tigre e o Dragão, inclusive vencedor de quatro categorias do Oscar de 2001, entre elas de Melhor Filme Estrangeiro (Melhor Filme Internacional); — Nos dias de hoje, muito provável iria concorrer também como Melhor Filme. No ano seguinte, Onimusha chegaria ao Playstation 2 e ganharia uma série de jogos mantendo viva uma tradição de jogos de guerreiros feudais nos consoles. Encerrando minha longa introdução, passando metade da década, a Ubisoft estúdio francês iria trazer uma franquia nova utilizando mecânicas de jogo comum esporte que estava começando a ganhar popularidade, conhecido como Parkour, com seu jogo Assassin’s Creed.

Mas, em qual parte desse texto Ghostrunner se encaixaria?

Ghostrunner traz um Ninja Cibernético dentro de um futuro utópico com cenário cyberpunk, no qual, a cidade de Dharma é um grande arranha-céu e o restante da raça humana se mantém viva dentro desse local. Contudo, toda via, as classes sociais são dividas por andares, quanto mais baixo seu andar, pior é seu padrão de vida.

O enredo

Os guerreiros conhecidos como Ghostrunners eram um grupo altamente sofisticado aprimorados para proteger a Dharma Tower, porém, acabaram sendo destruídos pelo Keymaster (Mestre das chaves) conhecido como Mara e antagonista do jogo. Jack, assim como é conhecido ou número 74, é o único remanescente e por um milagre, sobreviveu sendo reparado por um grupo de rebeldes. O soldado caído acorda com sede vingança, no entanto, com atualizações em suas habilidades, — digamos uma versão 2.0. Sabendo disso, começaremos esta jornada de ação frenética pós-apocalíptica.

Iniciamos à peleja descobrindo que todos os Ghost estão mortos e um sussurro (voz), começa a contar todos os acontecimentos durante o período em que Jack passou hibernando para recuperar-se. Logo, a voz, será conhecida como Arquiteto responsável por todo projeto o ajudará a ter vantagem do terreno.

O cartão de visita do jogo é sua bela trilha sonora, nos ambientando em conjunto com os diálogos interessante entre Jack e o Arquiteto — Já vou logo avisando que, se você não compreende inglês o áudio original do jogo, mesmo com a legenda em português; — Talvez seja necessário re-jogar novamente, considerando que é um game acelerado!

Katana (Catana), Técnica e Puzzle

Como todo bom Ninja, Jack utiliza uma Katana, por falar nisso, será a principal arma do jogo para derrotar os inimigos, com uma lâmina altamente afiada é capaz de matar os inimigos com apenas um golpe. Chegando decapitar, mutilar e cortar ao meio. É sensível a sangue? Existe uma função para diminuir a quantidade de sangue que aparece em cada personagem morto. Aliás, não é somente sair matando os inimigos, uma série de quebra-cabeças vão surgindo próximo dos inimigos , sendo necessário traçar a melhor estratégia e rota de aproximação para matá-los.

Embora, os movimentos pareçam clichê de jogos de “hack and slash“, ignorar uma estratégia em cada novo local que nos deparamos ao ganhar os andares de Dharma, é mortal. Tão mortal, que terá lembranças do filme No Limite do Amanhã — caso tenha assistido, é claro. (?)

Habilidades, variação e inimigos

De fato, cada parte do jogo mesmo em ação desenfreada, existe alguns momentos de calmaria no “cibervácuo” — esta palavra provavelmente não existe”, mas é um momento que conhecerá mais sobre a história do jogo, e poderá testar suas novas habilidades adquirida através de seu avanços. Sabe o famoso jargão com “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades“, neste caso de Jack é: — “Novas habilidades vêm inimigos mais fortes”.

As mecânicas usadas para novas habilidades são adicionadas no inventário, há, sim, o painel para encaixar uma nova conquista de habilidade é parecida com o clássico “Tetris“, encaixe corretamente e escolha com sabedoria cada uma delas. O que dará ainda mais profundidade nos embates. Há uma variedade de inimigos com armas de poderio bélico capaz de matar seu personagem com somente um tiro, é um desafio e tanto. Os mesmos não apresentam diálogos “profundos” sempre repetindo suas ações de alerta. A variação de dificuldade é animadora, em simultâneo, devastadora. Cito devastadora, pois, haverá momentos que estará cercado por um número considerável de inimigos; — Minha opinião pessoal, seja extremamente rápido ou respire fundo e elimine cada um buscando utilizar covers a seu favor. Abuse de das habilidades adquirida e como dash capaz de parar o tempo por alguns segundos, deslizar, repelir tiros com a Katana Zero, marcar inimigos e acabar com todos de uma só vez.

Fazer Speedrun e ignorar toda história

Por mais que, o jogo pareça correr sem parar, algo sugestivos para jogadores que adoram Speedrun, fazer o rush poderá deixar boa parte do enredo para trás, visto que existem áreas para coletar codex e descobrir boa parte da trama por meio desses itens coletados e aparição de novos personagens.

Olhando até minha alma

Apesar do seu lançamento em uma época de fim de geração para uma transição de uma nova era de consoles e tecnologias de performance também nos pcs, os três estúdios envolvidos, conseguiram entregar gráficos extremamente caprichados, até porque ao desenvolvedor essa análise testei o jogo em uma placa mais antiga em uma placa gráfica GTX 550 Ti e GeForce RTX 2070 Super, além do Playstation 4. Posso afirmar que mesmo na placa mais antiga rodando algumas funções nas configurações de vídeo no mínimo e médio, o jogo não teve quedas de frames que pudesse atrapalhar minha experiência como jogador. Porém, na RTX 2070 Super utilizei na qualidade mais alta e ativei o Ray tracing e o Dlss com DIRECTX 12, o jogo simplesmente ficou ainda mais fantástico com uma qualidade gráfica de outro patamar. Com os detalhamentos gráficos poderia olhar até dentro da minha alma se fosse possível.

Aumente, mate e dance

A trilha sonora dispensa elogios no melhor do EDM, contou com arranjos de Daniel Deluxe produtor musical famoso por estilo mais retro de música eletrônica. Ademais, ele conseguiu ambientar bem o clima do jogo em cada execução, por incrível que pareça, os diálogos do jogo são bem sincronizados, com cada sintetizador das faixas tocada ao longo da trama. Sua vontade de dançar enquanto joga é notória. Destaque para as faixas infiltrator e Air harmonicamente perfeita —; Na minha opinião, obviamente.

Por vontade própria

Por fim, alguns jogadores não muito pacientes vão ter algum tipo de dificuldade compreender as vontades próprias que a mecânica do jogo nos propõe. Seja como for, por mais que tenhamos liberdade para correr no cenário, o jogo é bem linear. Os saltos em certas plataformas que devemos ir para o outro lado, não importa o quanto alto Jack vá ele irá morrer. Tudo isso, pela sua linearidade de movimento. Será necessário pular na altura que o jogo determinar, não ligando para o quão alto esteja. Será perceptível quando recomeçar o checkpoint pela centésima vez.

Gamerdito

A Night City de Dharma mostra uma sociedade próximo ao seu colapso, e sendo controlada por perversos que tentam encurtar toda sua liberdade, o enredo é promissor e com uma dificuldade realmente interessante, não devendo nada a jogos que tenha o status de Triple AAA.

PrósContras
Agradável para fãs de speerun
Cyberpunk autêntico
Otimização para placas da antiga e nova geração
Enredo inspirador
Bons quebra-cabeças
Linearidade exaustiva

A All in! Games e a 505 Games nos cedeu o jogo para nossa análise na versão do PC e Playstation 4, agradecemos mais uma vez pela parceria. O jogo contou com desenvolvimento de três estúdios One More Level, 3D Realms e Slipgate Ironworks.

Ghostrunner: Seja a resistência em uma sociedade destinada ao colapso, utilize sua Katana e cumpra seu dever derrubando os tiranos de DharmaJefão Calheiro
8.5
out of 10.
2020-11-11T20:39:46-0300

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