Spiritfarer, desenvolvido pela Thunder Lotus Games (conhecida por jogos como Jotum Sundered) é um jogo sobre como gerenciar a morte. Isso mesmo, a morte. Como uma barqueira onde recebemos a alma de nossos amigos espirituais, devemos explorar o mundo e guiá-los através dos mares místicos para finalmente libertá-los na vida após a morte.  Antes de inciar, acima disponibilizamos um vídeo da nossa gameplay do jogo, sem comentários.

Stella, a protagonista do jogo, é a encarregada da transição das almas. Chamada de Spiritfarer, ela recebeu a missão de Charon, assim como, seu fiel felino, Daffodil e um objeto poderoso chamado Everlight, com diversas funções e a principal, proteger Stella e Daffodil da escuridão. 

Aparentemente simples, a tarefa em questão demonstra ter seus níveis de dificuldade.  Ao navegar pelo oceano, você deve atender as necessidades de seus amigos espirituais e seus pedidos até que eles estejam prontos para partirem para Everdoor. 

Todos tem sua história para contar, e alguns, uma conexão com Stella. Durante o jogo, aprendemos mais sobre os personagens enquanto ainda vivos, suas memórias alegres e seus arrependimentos. Quanto mais atenção você der a um personagem, maior seu elo de ligação com ele. 

E este “elo” que criamos com cada personagem, no momento da despedida, “pesa” de uma forma tocante. 

GAMEPLAY 

Spiritfarer é um jogo de plataforma side-scrooling e há atualizações que permite que Stella explore e acesse mais do mundo. Stella receberá de cada espírito um Obol que permitiar o uso de novas habilidades. Stella irá aprender a saltar duas vezes, planar, acessando áreas antes inacessíveis nas várias ilhas. 

Cultivamos e criamos recursos. Essa é a principal função do jogo. Captamos recursos de ilhas e colocamos em nossa embarcação. Criamos ambientes para acomodar nossos passageiros ouambientes onde cultivamos e criamos novos recursos, muitas vezes necessários para a construção em si. 

O tempo que cada passageiro irá permanecer contigo, depende to tempo que você leva para atender suas necessidades.  Todas as solicitações feitas por eles te levam a explorar muitas ilhas no mapa. Algumas são rurais outras mais urbanas.  

O gerenciamento de recursos é nosso foco. Embora abundantes, alguns podem levar um tempo para reposição. Alguns recursos podem ser comprados em forma de sementes, cultivando-os, depois que tiverem crescido, você pode usá-los na cozinha para criar pratos para seus convidados comerem. Muitas refeições precisam ser elaboradas para atender a necessidade de todos. 

Usamos uma moeda chamada Glims na aquisição de recursos. Podemos consegui-las através de eventos, em garrafas durante pesca ou trocando itens. O ideal para adquirir bastante moedas é trocar por itens valiosos e sem muita serventia, como um anel ou cartões. Francis é o personagem que adora itens assim e paga um valor bom por eles. Além disso, ele tem recados que te ajudam e pode recompensá-lo com seus Glims.  

Outra questão que devemos prestar atenção é no layout da construção dos comodos em seu barco. Caso não curta, podemos move-lo como se tivéssemos jogando um jogo de blocos. A troca do barco talvez seja necessária para acomodar tantos ambientes. Albert, um construtor Naval, pode lhe ajudar no tamanho do seu barco. Ele também possui atualizações que serão necessárias. 

Quando chegar a hora de você atender a um último pedido de um passageiro, teremos que levá-lo a Everdoor no centro do mapa. Chegando neste ponto, não há mais nada que possa ser feito, e você deve permitir que eles partam ( prepare-se para se emocionar 🙁 ).

GRÁFICOS 

A arte é linda. O estilo adotado dá vida ao jogo. Visualmente colorido e vibrante, aconchegante seria a palavra que posso utilizar neste artigo,inúmeras vezes,embora tratando de um tema sensível como a vida após a morte. Claro, como qualquer jogo, ele pode apresentar falhas, mas foram poucas visíveis. Um personagem que não foi devidamente redenrizado ou um atraso na resposta de um personagem, nada que atrapalhe a experiência de jogo.

Os personagens em 2D e o mundo em cores pastéis brilhantes se movem com a fluidez de um desenho infantil. O detalhe dos espíritos sorrindo, sua angústia, suas ações, cada detalhe é lindo! 

Stella transmite a esperança, sempre sorridente, saltitante, emocionada com cada tarefa que realiza. A maneira como franze a testa quando conversa e sente que é algo o qual tem dúvidas, a forma como Daffodil corre, a forma como somos abraçados de forma calorosa e apertada. Os efeitos visuais pelo purgatório é etéreo e a sequencia com água-vidas são bonitas. Cada elemento visual parece estar ali para transmitir todas as nuances de sensações e sentimentos humanos. 

SOM 

A trilha alterna entre a alegria e a melancolia. Alternamos entre sons mais calmos durante uma viagem ou sons mais agitados durante a busca de itens ou tarefas ruins. Porém, a sensação de transmitirem conforto é constante.  

Quando pescamos em um oceano iluminado pela lua, a música é suave e aconchegante enquanto lida com as despedidas difíceis, mesmo com algums temas sendo repetidos, eles se encaixam no contexto. 

VALE A PENA JOGAR? 

A experiência que o jogo proporciona é memorável. Cativante, com uma combinação de elementos que não soa repetitiva e que proporciona a agradável sensação de querer seguir adiante, despertando o interesse do jogador a cada nova tarefa. Sua escrita é calorosa, divertida e proporciona uma visão da morte em diversos angulos. 

Spiritfarer pode soar como um game de exploração marítima com elementos de gerencimento, mas é muito mais que isso. 

Ao me deparar com o jogo pela primeira vez, o que mais me atraiu foi o visual e o tema que nem sempre é abordado de forma tão singular em um jogo. Sempre fui fã de jogos neste estilo, onde o gerencimento de um recurso é importante para a evolução em um jogo, mas ao pensar que minha missão teria como objetivo a “passagem” de personagens os quais criaria “elos” me deixou intrigada. Os elementos de gerenciamento de recursos estão ali para que você possa sentir o fluxo do jogo, são são cansativos. 

Minha ligação com a história foi tão grande, que realmente me emocionei com as despedidas, chegando até mesmo a chorar durante a experiência.  

E ao descobrir que a história dos personagens presentes no jogo são de pessoas reais, ligadas aos desenvolvedores, vi o quanto de humano um jogo pode oferecer. É uma experiência marcante. Um aprendizado que guardarei no coração.  

Pontos positivos: 

História comovente e cativante 

Roteiro inteligente que alterna entre o engraçado e o emocional 

Visual e trilha sonora merecem todo o destaque 

Jogabilidade envolvente sem ser repetitiva 

Pontos negativos: 

Alguns pequenos problemas de renderização e resposta 

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