Mario Tennis Fever | Review: um retorno às origens da franquia

O espírito do tênis retorna com energia e estratégia no novo título da franquia Mario Tennis

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Mario Tennis Fever é o primeiro jogo de esportes lançado exclusivamente para o Nintendo Switch 2, com compatibilidade com o modelo anterior por meio do recurso de compartilhamento (Game Share). O título chegou em 12 de fevereiro de 2026 ao híbrido da gigante japonesa. Com preço inicial de R$ 439,90, ocupa 7,4 GB de armazenamento e conta com localização completa em português brasileiro — um ponto positivo. Nesta análise, explico os motivos pelos quais considero que o jogo merece espaço no seu console.

Mario Tennis Fever — personagens do jogo
(Reprodução)

Iniciando nossa jornada esportiva em Maior Tennis Fever

O jogo apresenta diversas novidades em mecânicas, uma história bem estruturada, gráficos em 3D de alta qualidade, efeitos visuais bem trabalhados e um menu organizado, mesmo sendo bastante colorido. Há elementos de RPG, telas de carregamento com instruções de controle e outras adições complementando a experiência.

A história acompanha a Princesa Daisy, que adoece. Para ajudá-la, Wario e Waluigi se unem a Mario e seus amigos na busca pelo Fruto Dourado, capaz de curá-la. Durante a jornada, Mario e seus aliados caem em uma armadilha e são transformados em bebês. Ainda assim, conseguem obter o fruto. A partir disso, o jogador precisa ajudar Mario a reaprender suas habilidades com a raquete na Royal Tennis Academy, conquistando adesivos e subindo no ranking até voltar ao normal.

Ao longo da campanha, o jogador enfrenta inimigos como os Monstros da Ilha e Bowser. Wario e Waluigi também mudam de posicionamento durante a narrativa. A campanha principal dura entre 4 e 5 horas, com nível de dificuldade crescente conforme o progresso.

Na Royal Tennis Academy, há mini-games voltados à memorização de golpes, exercícios teóricos sobre ataques, diferentes tipos de raquetes com poderes, áreas específicas para treino e elementos de RPG nas conversas das cutscenes.

Novidades de Gameplay

A principal mudança está no sistema de comandos:

  • A – Top Spin
  • B – Slice
  • Y – Golpe Chapado
  • X – Golpe Eufórico (Especial da Raquete)
  • A+B – Bola Alta
  • B+A – Deixadinha

Os golpes podem ser carregados ao manter o botão pressionado.

As quadras também influenciam diretamente a jogabilidade. Cada tipo de superfície altera o comportamento da bola e pode incluir obstáculos no cenário, como plantas piranha.

O elenco conta com 38 personagens jogáveis, incluindo novidades como Goomba, o Ladrão e o Bebê Waluigi. Cada personagem possui atributos específicos de Velocidade, Potência, Precisão e Efeito. A ausência da Bebê Daisy é justificada pela própria narrativa.

Exemplos:

Mario – Versatilidade
Velocidade: 3,5 | Potência: 3,5 | Precisão: 3,5 | Efeito: 1,5

Donkey Kong – Potência
Velocidade: 3,5 | Potência: 5 | Precisão: 3,5 | Efeito: 1

Bu – Astúcia
Velocidade: 3,5 | Potência: 1 | Precisão: 2,5 | Efeito: 5

Ambientação e Imersão

A música ambiente é divertida e transmite clima de competição, como se o jogador estivesse em um grande evento esportivo. O som da plateia no início das partidas reforça essa sensação. Alguns personagens possuem músicas próprias na entrada em quadra, como a Luma.

A narração do Flor Tagarela está totalmente em português, narrada e dublada, o que deixa a experiência ainda mais imersiva.

As quadras também impactam a jogabilidade dependendo do tipo de chão, alterando o comportamento da bola e trazendo desafios extras ao redor da arena.

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Raquetes Eufóricas

Um dos grandes destaques são as Raquetes Eufóricas, que possuem diferentes tipos de poderes e propriedades estratégicas.

Alguns exemplos:

  • Raquete Barreira de Fogo – Forma uma barreira giratória de fogo; se o adversário encostar, perde o controle temporariamente.
  • Raquete Fantasma – Deixa o jogador invisível quando ativada, assim como seus golpes.
  • Raquete Relâmpago – Cria uma área no chão com raios que paralisam o adversário por um tempo.
  • Raquete Banana – Espalha cascas de banana pela quadra, podendo fazer o oponente escorregar.

Existe também o sistema Fever. Não é recomendado deixar a bola energizada quicar no seu lado da quadra, pois o poder será ativado no seu espaço. O jogador pode rebater normalmente ou usar seu próprio Fever caso a barra esteja cheia. São dois slots de Fever que vão sendo carregados durante a partida.

Caso o personagem receba muito dano e a barra de vida acabe, ele pode ficar temporariamente imobilizado. No modo duplas, pode sair da quadra por alguns segundos. No modo solo, fica mais lento e com menos recursos por cerca de 10 segundos, o que gera vantagem ao adversário.

Modos de Jogo

O jogo oferece diversos modos além da campanha:

Missão – Três torres (Iniciação, Determinação e Confusão), cada uma com desafios variados.

Free Play – Partidas solo ou em duplas, com escolha da duração, número de Raquetes Eufóricas (0 a 2) e quadra preferida.

Tournament – Copas com diferentes níveis de dificuldade:
Copa Cogumelo (Fácil)
Copa Flor (Intermediário)
Copa Estrela (Difícil)

Swing Mode – O Joy-Con funciona como uma raquete, permitindo movimentos físicos para rebater a bola.

Modo Online – Funciona de forma estável, mas exige habilidade para enfrentar outros jogadores competitivos. Felizmente, o jogo oferece tutoriais que ajudam no aprendizado.

Gincana – Partidas especiais com regras únicas e desafios como Tiro ao Aro em equipe ou confrontos com Planta Piranha, que exigem bastante precisão.

Comparação com Mario Tennis Aces

Comparando com Mario Tennis Aces, ambos possuem modo história e a presença recorrente de Bowser como antagonista. No entanto, Mario Tennis Fever se destaca pelas novidades de gameplay e fator replay, especialmente as Raquetes Eufóricas e as variações estratégicas das quadras.

Gamerdito (veredito)

A pergunta é: vale a pena? A resposta é positiva. O título Fever apresenta uma campanha consistente, mecânicas renovadas, variedade de modos e boa adaptação ao público brasileiro com dublagem completa. As inovações na jogabilidade ampliam a estratégia e diferenciam o título de seu antecessor.

Instigando ainda mais a expectativa por futuros títulos da franquia Mario Tennis no próprio Switch 2 e por novos projetos da Big N, que sempre busca inovação, independentemente do console em que esteja trabalhando suas propriedades.

Diante disso, trata-se de uma opção imersiva para quem busca partidas competitivas e diversão tanto no modo solo quanto no multiplayer. Mario Tennis Fever atinge um alto nível de qualidade e, nesta review, recebe a nota 8/10.


Agradecemos à Nintendo e à sua assessoria no Brasil pela liberação da chave do jogo, proporcionando-nos a oportunidade de realizar uma análise de Mario Tennis Fever no Nintendo Switch 2. Esta review tem como objetivo orientar nossos leitores sobre se vale ou não a pena jogar. Por fim, este título pode ser adquirido através da Nintendo eShop e em parceiros como Nuuvem via gift card.

Gamernéfilos, comentem aqui!

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