MAVRIX by Matt Jones surge como uma proposta ambiciosa dentro do gênero de esportes radicais ao tentar oferecer uma experiência de mountain bike que combina mundo aberto, simulação e liberdade de exploração. Desenvolvido pela Third Kind Games e publicado pela Cascade Interactive, o título conta com a colaboração direta do atleta Matt Jones e aposta em um modelo de acesso antecipado para evoluir junto à comunidade. Lançado no acesso antecipado em julho de 2025, o título também recebeu versões nos consoles de PlayStation 5 e Xbox Series X|S em 22 de janeiro de 2026. Esta análise foi elaborada através da versão de PC Windows.
Desde o primeiro contato, fica evidente que o jogo não pretende seguir o caminho arcade tradicional. A proposta gira em torno da sensação de pilotagem, da construção de reputação e da exploração de um vasto mapa repleto de trilhas, descidas, rampas e terrenos naturais. Mais do que vencer corridas, o jogador é incentivado a encontrar suas próprias rotas, dominar os controles e experimentar diferentes estilos de condução, em uma experiência que valoriza autenticidade e expressão individual.
A jogabilidade é um dos pilares mais marcantes. O sistema de controle aposta em física detalhada, exigindo gerenciamento de equilíbrio, frenagem, postura e transferência de peso durante curvas, saltos e descidas. Esse nível de profundidade cria momentos extremamente satisfatórios quando tudo funciona bem, mas também impõe uma curva de aprendizado considerável, especialmente para quem espera uma experiência mais imediata e acessível. Ainda assim, o jogo tenta equilibrar simulação e arcade em certos momentos, permitindo maior tolerância a erros sem comprometer totalmente a proposta realista.
O mundo aberto reforça essa liberdade. Em vez de trilhas fixas e lineares, o cenário funciona como um grande playground para ciclistas virtuais, com eventos, desafios contra o tempo e atividades espalhadas pelo mapa. A progressão ocorre por meio de rankings, recompensas em moeda virtual e aquisição de novos equipamentos e bicicletas, além da presença de elementos como patrocínios e interação online com outros jogadores.

No aspecto técnico, o jogo entrega visuais impactantes em diversos momentos, principalmente durante descidas em alta velocidade por florestas densas ou saltos em áreas montanhosas. A ambientação sonora complementa bem essa imersão, com ruídos do terreno, vento e impactos contribuindo para a sensação de presença. Porém, o estado de acesso antecipado ainda se faz notar em inconsistências de desempenho, áreas menos detalhadas e instabilidades pontuais, além de limitações como a ausência de determinados idiomas e eventuais dificuldades de conexão inicial.
Outro ponto perceptível é que, apesar da proposta ampla, o conteúdo ainda está ampliando devido ao seu acesso antecipado (early acess). O desenvolvedores da Third Kind Games estão ouvindo ao máximo os feedbacks da comunidade. Em alguns momentos, o mundo pode parecer vazio entre eventos e trilhas principais, e a progressão ainda carece de maior variedade de atividades para sustentar o interesse a longo prazo. Ainda assim, a base construída é sólida e demonstra uma direção clara de desenvolvimento.
No geral, MAVRIX by Matt Jones se posiciona como uma experiência promissora que busca representar o mountain bike de forma mais fiel do que a maioria dos jogos do gênero. Entre acertos e limitações típicas de um projeto em evolução, o título já consegue oferecer momentos envolventes e autênticos. Com refinamentos técnicos, expansão de conteúdo e melhorias de estabilidade, tem potencial para se tornar uma das referências quando o assunto é ciclismo nos videogames.

Gamerdito: Vale a pena jogar MAVRIX by Matt Jones?
No conjunto, MAVRIX by Matt Jones se consolida como uma proposta ousada dentro do gênero de esportes radicais, priorizando autenticidade, liberdade e construção gradual de habilidades em vez de uma experiência puramente arcade. A participação direta de Matt Jones e o desenvolvimento conduzido pela Third Kind Games, com publicação da Cascade Interactive, ajudam a reforçar essa identidade mais técnica e conectada ao universo real do mountain bike.
Mesmo ainda em acesso antecipado, o jogo apresenta uma base sólida: controles profundos, mundo aberto convidativo, variedade de desafios e um sistema de progressão que estimula a evolução constante do jogador. Ao mesmo tempo, limitações como instabilidades pontuais, ausência de localização em português, desempenho irregular e sensação de vazio em certas áreas mostram que a experiência continua em construção e depende de refinamentos futuros para atingir todo o seu potencial.
Ainda assim, o que se vê é um projeto com direção clara e ambição evidente. Quando funciona bem, MAVRIX oferece momentos genuinamente imersivos e satisfatórios, especialmente para quem aprecia simulação e liberdade de exploração. Se continuar recebendo melhorias, conteúdo adicional e ajustes técnicos, o título tem tudo para se tornar uma das referências em jogos de mountain bike, não apenas pela proposta, mas pela forma como transforma o ato de pedalar em uma experiência envolvente e autoral.

Com isso, finalizo minha experiência que, mesmo em acesso antecipado e jogado até o final antes e depois das atualizações, posso dizer que minha satisfação com as mecânicas, enredo e jogabilidade é de nota 8.5/10.
Agradecemos à Third Kind Games e Cascade Interactive pela liberação da chave do jogo, proporcionando-nos a oportunidade de realizar uma análise de MAVRIX by Matt Jones no PC Windows via Steam. Esta review pretende orientar nossos leitores sobre se vale a pena ou não jogar.
