Pathologic 3 chega hoje, 9 de janeiro, ao público carregando uma bagagem curiosa. Mesmo antes do lançamento, o jogo já gerava discussões antigas sobre o que ele realmente é. Continuação direta? Remake? Uma nova versão da mesma história?
Leia também:
- GeForce Now confirma inclusão de Resident Evil Requiem no lançamento
- Lançamentos de jogos em janeiro de 2026
Essa confusão não é exatamente um problema novo. Desde o primeiro Pathologic, a série sempre brincou com expectativas, pontos de vista e até com a própria ideia de narrativa linear.
Ao verificar os dados do SteamDB nas primeiras horas após o lançamento oficial, o jogo alcançou mais de 3 mil jogadores simultâneos. Em comparação com os títulos anteriores da franquia, o número representa aproximadamente o dobro do pico registrado por Pathologic 2. Isso indica que a série conseguiu atrair mais jogadores interessados na proposta, na trama e nos elementos instigantes do seu enredo.

Novamente o jogo não possui localização para português do Brasil, mesmo com uma base brasileira de fãs que admiram esta franquia. Quem sabe no futuro com aumento das vendas o título possa ser localizado para os brasileiros.
Para quem está chegando agora, vale um pouco de contexto.
O Pathologic original apresentava a mesma tragédia sob a ótica de três personagens diferentes. Anos depois, Pathologic 2 recapitulou esse mundo focando apenas em um deles, no Artemy Burakh, conhecido como Haruspex. Apesar de muita gente chamar o jogo de remake, a própria Ice-Pick Lodge evitou esse termo, deixando claro que a ideia não era simplesmente refazer o original, mas reinterpretá-lo.
Pathologic 3 segue essa lógica. Agora, o foco está no Bachelor, Daniil Dankovsky, e tudo é reconstruído a partir da forma como ele enxerga a cidade, a praga e as pessoas ao seu redor. Isso não significa apenas trocar o protagonista, mas mudar a forma como o jogador interage com o mundo e toma decisões.


Quem já acompanhava o projeto sabia que o jogo se distanciaria bastante do que veio antes. Elementos tradicionais da série dão lugar a novas mecânicas, novas estruturas e uma abordagem diferente da mesma história. O cenário é familiar, mas a experiência não é.
No lançamento, Pathologic 3 já começa dividindo opiniões, algo quase esperado para a franquia. Não é um jogo que tenta agradar todo mundo, nem se explicar demais. Para quem já conhece a série, ele funciona como mais uma camada desse universo estranho e desconfortável. Para quem está chegando agora, é uma porta de entrada possível, ainda que exigente. O sistema de viagem no tempo é uma questão mirabolante, mas o jogador descobre informações interessantes ao longo de cada dia.
No fim das contas, Pathologic 3 não parece interessado em responder definitivamente o que ele é. Assim como os jogos anteriores, ele prefere levantar perguntas e deixar o jogador lidar com elas.
E talvez seja exatamente isso que os fãs esperavam. Preparem-se: a peste está se alastrando.
