Assisti Super Mario Galaxy: O Filme a convite da Universal Pictures, e o filme entrega exatamente o que se espera da franquia. A produção aposta na nostalgia e nas referências. Há conexões com várias fases dos jogos, não apenas com Galaxy, o que ajuda a construir uma experiência que conversa com diferentes gerações de fãs.
A história acompanha Mario, Luigi e Princesa Peach na busca por Rosalina, com a participação do Yoshi. O conflito central envolve Bowser Jr. e Bowser, que têm forte presença em cena. Sempre que aparecem, os dois elevam o ritmo do filme e entregam momentos que chamam atenção, com um tom um pouco mais intenso dentro da proposta da animação. O filme também percorre diferentes fases da Nintendo, com referências que vão do Nintendo Entertainment System ao Nintendo Switch, passando pelo Super Nintendo Entertainment System e Nintendo 64, refletindo mais de 40 anos dessa trajetória.

O universo da Nintendo é expandido com participações interessantes. O Fox McCloud, da franquia Star Fox, tem um papel relevante na história, indo além de uma simples aparição. Já elementos de Pikmin surgem de forma breve, mas reconhecível.
A trilha sonora é memorável e ajuda a conduzir esta nova aventura dos irmãos bigodudos. Ela acompanha grande parte das cenas instigando os fãs vivenciar momentos únicos.
Visualmente, o filme apresenta evolução. A animação está mais trabalhada e com uma identidade mais voltada ao cinema. As cenas de ação são mais organizadas e funcionam melhor do que no primeiro filme. Um ponto interessante são as transições, que utilizam elementos inspirados nas fases dos jogos. Esse recurso ajuda uma maior identidade da franquia dentro do filme. Há referências a jogos como Super Mario Sunshine e Super Mario Odyssey em momentos pontuais. Já as referências a Mario Kart aparecem em menor quantidade em comparação ao primeiro longa, embora ainda mantenham momentos pontuais.
O roteiro, em alguns trechos, é acelerado. Certas situações se resolvem rapidamente, mas isso não foge da essência da franquia. Mario nunca foi sobre desenvolver uma mensagem complexa, e sim sobre a jornada do personagem enfrentando desafios — seja para salvar a princesa ou permitir que ela resolva seus próprios conflitos.
A Princesa Peach, inclusive, traz referências ao jogo “Princess Peach: Showtime!“, reforçando sua presença e evolução dentro do universo. Além disso, o filme apresenta de forma mais clara a ligação entre ela e Rosalina, explorando lembranças compartilhadas entre as duas, o que adiciona um apelo emocional mais forte à relação.

Alguns personagens acabam ficando de fora nesta continuação. O Donkey Kong, por exemplo, não aparece, o que pode causar estranhamento para quem acompanhou o filme anterior.
O Yoshi tem bons momentos, mas poderia ter sido mais explorado, principalmente considerando sua dinâmica clássica nos jogos.
E considerando o tema espacial e a ideia de diferentes mundos conectados, teria sido interessante ver alguma referência à Samus Aran, da franquia Metroid, especialmente em um contexto de base estelar — algo que já aparece nos jogos e poderia ampliar ainda mais esse universo compartilhado.
Possível spoiler?
Na cena pós-créditos, o filme introduz a Princesa Daisy, indicando caminhos para a continuação.
Pensando no futuro, existe espaço para que o próximo filme explore uma abordagem mais criativa, próxima de Super Mario Bros. Wonder, com ideias mais dinâmicas dentro da trama.
No geral, é um filme que cumpre sua proposta de entretenimento leve, acessível e conectado com o legado da franquia. Fica claro o alcance para um público mais amplo, mesmo com uma classificação indicativa superior à do filme anterior. O licenciamento para outras mídias amplia as referências a personagens que geram receita para a gigante japonesa criadora desses carismáticos encanadores, que hoje acumulam diversas profissões.
Veredito de Super Mario Galaxy: O Filme — Vale a pena assistir?
Vale a pena assistir, principalmente no cinema, onde a experiência visual e sonora funciona melhor.
Super Mario Galaxy: O Filme não tenta ser algo além do que a franquia sempre foi. Ele aposta na diversão, nas referências e na conexão com o público. Mesmo com um roteiro acelerado em alguns momentos e com personagens deixados de lado, o filme consegue entregar uma aventura envolvente e acessível.
Para quem já acompanha o universo da Nintendo, é uma experiência que conversa diretamente com a memória e com a evolução dos jogos ao longo dos anos. Para quem não acompanha, ainda assim funciona como um filme leve, fácil de entender e agradável.
A base está bem construída, e o final deixa claro que há espaço para expandir ainda mais esse universo — seja com novos personagens, seja com ideias mais criativas no próximo capítulo.
Novamente, a Illumination acerta o tom da adaptação, sob a direção de Aaron Horvath e Michael Jelenic, mantendo o equilíbrio entre humor, ação e referências ao universo dos jogos. Vale um adendo: na versão original, o filme conta com um elenco conhecido, com Chris Pratt (Mario), Charlie Day (Luigi), Anya Taylor-Joy (Princesa Peach), Jack Black (Bowser), Brie Larson (Rosalina) e Donald Glover (Yoshi).
Já na versão em português do Brasil, a dublagem se destaca pelas adaptações. As piadas são localizadas de forma natural, funcionam bem dentro do idioma e geram boas reações do público, com momentos que arrancam risadas ao longo do filme. Percebe-se que Shigeru Miyamoto supervisionou de perto cada detalhe desta produção.
Com isso, o filme alcança uma nota de 3,0 de 5 na crítica, a mesma da minha avaliação do primeiro longa de animação da franquia. Apesar dos pontos positivos, não apresenta uma proposta que o torne significativamente superior à produção anterior.
O filme estreia em 1º de abril nos cinemas brasileiros, e as sessões com os respectivos horários podem ser encontradas em agregadores de programação de cinema no Brasil.























