Prévia do episódio 11 do anime Jujutsu Kaisen (3ª temporada)

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Após o intenso confronto entre Yuji Itadori e Hiromi Higuruma, o anime Jujutsu Kaisen direciona sua atenção para um novo embate decisivo: Megumi Fushiguro contra Reggie Star.

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O episódio 10 (57 no total) deu início a essa batalha, marcada por estratégias imprevisíveis e uso intenso de técnicas amaldiçoadas. Agora, o episódio 11 (58 na contagem geral) promete entregar a conclusão do confronto, elevando ainda mais o nível de poder apresentado.

A expectativa dos fãs é alta, principalmente pela possibilidade de ver Megumi utilizando novamente sua Expansão de Domínio, um dos recursos mais poderosos dentro do universo da série.

Prévia do episódio 11 do anime Jujutsu Kaisen (3ª temporada)
Imagem: MAPPA

O episódio 11 da terceira temporada, intitulado “A Primeira Colônia de Tóquio – 5”, tem estreia confirmada para:

  • Data: 19 de março (quinta-feira);
  • Horário: 13h30 (horário de Brasília).

O lançamento seguirá o cronograma padrão, sem previsão de atrasos, sendo disponibilizado inicialmente com legendas em português na Crunchyroll. A versão dublada continua sendo liberada gradualmente, em blocos de episódios.

Prévia do episódio 11 do anime Jujutsu Kaisen (3ª temporada)
Imagem: MAPPA

Durante grande parte do episódio anterior, Reggie Star demonstrou superioridade ao utilizar sua técnica amaldiçoada, conhecida como Recriação Contratual.

Essa habilidade permite que ele materialize objetos a partir de recibos, criando desde armas simples até itens maiores, como ferramentas e veículos. Isso torna seu estilo de combate extremamente imprevisível.

Ao longo do episódio, vemos Megumi sendo constantemente pressionado, desviando de ataques inesperados enquanto tenta administrar o desgaste causado pelo uso contínuo de sua Técnica das Dez Sombras.

Quando tudo parecia encaminhado para a derrota, o episódio apresenta uma reviravolta importante. Mesmo exausto, Megumi Fushiguro ativa sua Expansão de Domínio: Jardim das Sombras da Quimera.

Dentro desse domínio, o personagem passa a:

  • Manipular sombras em toda a área;
  • Invocar shikigamis de diferentes direções;
  • Controlar o campo de batalha com maior liberdade estratégica.

Apesar de ser considerada uma expansão incompleta, a técnica amplifica significativamente o poder de Megumi, criando um cenário extremamente favorável para virar o combate.

A reação de Reggie ao presenciar essa habilidade reforça o potencial do personagem, aumentando ainda mais a tensão para o desfecho da luta.

Prévia do episódio 11 do anime Jujutsu Kaisen (3ª temporada)
Imagem: MAPPA

Data e hora de estreia do episódio 10 de Jujutsu Kaisen

O episódio 58 do anime (episódio 11 da 3ª temporada) estreia na quinta-feira, 19 de março, às 13h30 (horário de Brasília).

Até o momento, não há previsão de adiamentos, e o lançamento segue o cronograma habitual. Como de costume, pode ocorrer um pequeno atraso na disponibilização nas plataformas de streaming.

Até o momento, não há indicativos de novas pausas na exibição. Os episódios seguem sendo lançados inicialmente com legendas em português, enquanto a versão dublada é disponibilizada posteriormente em lotes.


Aviso de transparência

Nosso site pode receber uma pequena comissão caso você assine a Crunchyroll pelos links recomendados. Ressaltamos que o objetivo desta publicação é informar sobre os canais oficiais de transmissão, assegurando acesso legal e seguro a Jujutsu Kaisen e a outros animes.

Crítica: O Velho Fusca

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“O Velho Fusca”,  filme dirigido por Emiliano Ruschel com roteiro de Bill Labonia, nos apresenta Júnior, um jovem que descobre na garagem da família um antigo Fusca que pertence ao avô. O que parece ser apenas um carro esquecido acaba trazendo à tona memórias e conflitos que marcaram a história familiar.

Mais do que um objeto, o veículo se transforma em um personagem dentro da narrativa. Assim como o próprio avô, interpretado por Tonico Pereira, o Fusca carrega marcas do tempo, do abandono e de um passado que nunca foi resolvido. O elenco possui peças importantes do cinema nacional, reunindo nomes novos e veteranos, como Caio Manhente (Junior), Cleo Pires (Elaine), Danton Mello (Mauricio), Christian Malheiros (Jeff), Gabriel Rocha (Guiga), Giovanna Chaves (Laila), Isaías Silva (Rica), King Saints (Gina), Nina Sofia (Catirina), Rodrigo Ternevoy (Tio Beto), Tonico Pereira (Vovô), Victor Pinto (Pepe) e Yuri Marçal (em participação especial), entre outros.

O Fusca como metáfora

Ao longo do filme, podemos observar, que o processo de reativação do Fusca abandonado acontece em paralelo à reconstrução das relações familiares e à própria evolução dos personagens, especialmente avô e neto. Enquanto o carro é revitalizado, também inicia-se um movimento de reaproximação e reparação de vínculos que haviam sido deixados no passado.

Fusca do filme O Velho Fusca em destaque na narrativa
(Reprodução/A24 Filmes)

A leitura foi confirmada pelo próprio diretor Emiliano Ruschel em coletiva realizada no dia 9 de março. No filme, o Fusca deixa de ser apenas um elemento narrativo e passa a ocupar um papel simbólico central: assim como o avô, o carro carrega marcas do tempo, do abandono e de memórias acumuladas. Antes da intervenção de Junior, personagem de Caio Manhente, ambos parecem parados no tempo. Cleo Pires e Danton Mello voltam a atuar juntos no cinema, agora nos papéis de pais do personagem vivido por Manhente. O jovem também busca aceitação e lida com a frustração da competição por espaço, enquanto reúne coragem para se declarar para Laila, a garota descolada e popular.

Da mesma forma, segundo Emiliano, a ordem da palavra “Velho” no título também foi uma escolha estratégica.

Personagens Laila e Junior no Filme O Velho Fusca
(Reprodução)

O retorno do analógico

Oportunamente, “O Velho Fusca” entra também em cena em um momento cultural em que o analógico e o vintage voltam a ganhar espaço e valorização no mercado. Em uma era marcada pela forte presença do digital e com o estado cada vez mais “líquido” das relações contemporâneas, o filme aposta na força dos encontros presenciais, conversas entre gerações e memórias compartilhadas.

Essa ideia é reforçada pela própria construção visual da obra. A presença discreta de aparelhos digitais, bem como uma fotografia mais “suja” foram escolhas essenciais para que o filme trouxesse um ar quase que atemporal, onde podemos imaginar sua história situada em diferentes períodos.

Um encontro de gerações 

Outro ponto interessante é a trilha sonora do filme. Com vozes que vão de Jorge Aragão a Giovanna Chaves, a produção do longa apresenta uma trilha muito característica, que além de reforçar a mensagem do filme, ressalta a importância dos encontros, à medida que promove para além das telas essa troca entre gerações da nossa música brasileira. 

Entre drama familiar e reconciliação 

A interpretação do experiente ator Tonico Pereira é instigante e acrescenta um apoio moral ao protagonista, especialmente considerando que a relação entre pai, filho e neto é um ponto de tensão na trama. Entretanto, apesar da boa evolução na relação entre avô e neto — muito bem interpretados, diga-se de passagem —, o conflito que originalmente dividiu a família acaba sendo explorado de maneira muito sutil. O drama que motivou esse rompimento e questões relacionadas à paternidade e à masculinidade aparecem, mas sem muito aprofundamento. Entendo que isso possa se tratar também de uma escolha intencional de seus idealizadores.

Família em cena do filme O Velho Fusca com foco na relação entre gerações
(Reprodução)

Ainda assim, o filme surpreende positivamente ao passo que aposta em uma narrativa sensível e acessível, perfeita para levar a família ao cinema e gerar boas reflexões. 

Ao final, “O Velho Fusca” nos lembra que, assim como um carro antigo, certas relações precisam apenas de tempo, cuidado e disposição para seguir caminho. A produção estreia agora dia 19 de março nos cinemas brasileiros

Bora ver um filme nacional?!


Esta crítica é baseada no que presenciamos quando fomos convidados pela A2 Filmes e sua assessoria para analisar este longa-metragem nacional. Não há qualquer tipo de influência por parte das mesmas, servindo apenas como base para informar nossa audiência e indicar produções brasileiras.

Riot Games prefere deixar League of Legends para maiores ao invés de remover microtransações

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Os famosos loot boxes sempre foram uma incógnita na indústria dos games, seja com a Electronic Arts, Ubisoft e outras empresas. Agora é a vez da Riot Games entrar no centro da polêmica, ao menos no Brasil. Em virtude da nova Lei nº 15.211, que entra em vigor no país, muitos passaram a associá-la à chamada “lei Felca”, algo que na prática possui relação direta.

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A verdade é que as microtransações passarão a exigir que os usuários se identifiquem para ter acesso a esses recursos, de forma a se enquadrarem nas novas exigências da legislação. Como a Riot Games disponibiliza seu jogo mais famoso gratuitamente, o modelo de financiamento da empresa ocorre justamente por meio das compras dentro do próprio jogo. Isso cria um efeito em cascata que nem os próprios desenvolvedores conseguem controlar com precisão ao tentar verificar se quem está adquirindo esses itens é um adolescente menor de idade ou um adulto.

A proibição de loot boxes (caixas de recompensa em que os usuários recebem prêmios de forma aleatória) está entre os pontos de maior repercussão dentro da indústria. Esse veto deve impor às produtoras ajustes de design e monetização, já que muitas dessas caixas podem ser compradas com dinheiro real ou moeda virtual e recompensam usuários com itens que, em alguns casos, acabam sendo revendidos ou trocados em mercados secundários.

Microtransações e loot boxes, de jogos da Riot Games e outros.
(Reprodução/strafe)

Um dos grandes debates ao longo dos anos sempre caiu sobre a Electronic Arts, especialmente na época de seu famoso título FIFA, hoje conhecido como EA Sports FC. Como a clientela é rotativa — novos jogadores descobrem essas franquias todos os anos — cria-se um ciclo constante de consumo que alimenta esse modelo de monetização.

A nova legislação e o impacto direto nos jogos online

League of Legends, conhecido mundialmente como LoL, não foi o único título da empresa afetado pelo aumento da classificação etária. Outra propriedade intelectual da Riot também sofreu impacto semelhante: Valorant, que possui sistemas de obtenção de itens semelhantes aos de LoL e que agora também acabam esbarrando nas novas diretrizes da legislação brasileira. — Errata: anteriormente eu mencionei que o Valorant poderia ser bloqueado no Brasil junto com o League of Legends. Porém, isso não procede. Como o Valorant não possui sistemas de loot boxes considerados problemáticos, mesmo sendo parecido com o LoL em alguns aspectos, ele continua liberado para menores.

Algo semelhante já foi visto em outro caso que o site cobriu anteriormente envolvendo o Roblox, principalmente na repercussão entre adolescentes dentro do jogo Brookhaven. Usuários menores de 13 anos perderam acesso ao chat de voz, restando apenas alternativas como o uso de placas de comunicação dentro do jogo. Como a plataforma utiliza sua própria moeda virtual, o Robux, o sistema também pode ser impactado no que diz respeito às compras, que poderão exigir aprovação de um responsável.

Seguindo essa lógica, títulos como Overwatch, Genshin Impact e Counter-Strike 2 também entram na mira dessas alterações. Jogos que não elevaram a classificação para maiores de 18 anos, mesmo com público a partir de 16, provavelmente precisarão exigir mecanismos de verificação etária ou a vinculação da conta com responsáveis legais.

Da última vez que expressei alguma opinião sobre temas ligados à censura digital, o Google acabou deixando o nosso site praticamente no limbo por três anos, liberando sua distribuição apenas após mudanças em algoritmos como o Perspective. Na época, muitos diziam que práticas como shadow ban eram apenas teoria de usuários nas redes e no YouTube, algo que posteriormente acabou sendo confirmado e discutido em diversas camadas da web.

Microtransações, responsabilidade dos pais e o debate que ainda está começando

Contudo, como jornalista que acompanha a indústria dos games há muitos anos, acredito ter repertório suficiente para chegar a algumas conclusões. O marketing existe para incentivar o consumo. Isso acontece nos eventos que cobrimos, nas parcerias de licenciamento e na expansão das franquias para outras mídias. Em uma sociedade capitalista, é impossível ignorar que o lucro é necessário para manter as operações funcionando.

Embora os jogos ofereçam cosméticos, trajes e itens que chamamos de skins — seja para personagens, armas ou veículos — é importante lembrar que, na maioria dos casos, esses elementos são puramente estéticos. Eles chamam atenção, despertam desejo, mas não são obrigatórios para jogar. O jogador compra se quiser.

Existem, é claro, os casos conhecidos como pay-to-win, que não podem ser ignorados. Ainda assim, se essa chamada ECA Digital realmente pretende proteger os mais vulneráveis, também não podemos ignorar a responsabilidade dos pais.

O foco deste artigo é discutir as microtransações, mas não dá para deixar de mencionar preocupações envolvendo aliciadores e outros indivíduos mal-intencionados que se aproveitam de ambientes digitais frequentados por menores. Esse tema já foi abordado em outros dois artigos do site sobre Roblox, como 30 dias no Roblox e também na análise sobre jogos de condomínio dentro da plataforma.

Não há como negligenciar que os pais precisam, no mínimo, entender como configurar restrições e limites para seus filhos. As próprias plataformas vêm trabalhando intensamente em mecanismos de controle parental. Se uma criança tem acesso aos cartões dos responsáveis, será que a culpa é apenas do menor? Ou existe também uma parcela de responsabilidade dos próprios pais na forma como educam e supervisionam seus filhos?

Se a raiz do problema não for enfrentada, medidas restritivas por parte do Estado acabam surgindo de forma mais radical, justamente para evitar problemas maiores. Isso muitas vezes gera a sensação de censura, quando na verdade o que falta é educação digital antes mesmo dessas escolhas.

Essa discussão está apenas começando. Nos próximos dias, semanas e ao longo de 2026, veremos se essa nova legislação realmente terá eficácia na prática ou se será apenas mais uma lei criada para demonstrar preocupação sem que os resultados apareçam da forma esperada.

Enquanto isso, os usuários dos jogos da Riot Games precisarão se adaptar, principalmente aqueles jogadores de alto desempenho e os chamados pro players. Resta saber se haverá algum tipo de exceção para que continuem suas carreiras competitivas com suas equipes ou se terão de aguardar a maioridade para retornar legalmente a títulos como League of Legends e outros jogos do cenário competitivo.


O intuito deste artigo é ampliar a visão do debate, apresentando diferentes perspectivas e mostrando que cada lado possui sua parcela de responsabilidade. Também reforçamos que somos favoráveis a toda iniciativa que busque proteger crianças e pessoas em condições de vulnerabilidade, contribuindo para manter um ambiente virtual mais saudável e seguro.

Review | One Piece: A Série (2ª temporada)

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A segunda temporada de One Piece marca um momento decisivo para a adaptação em live-action da obra criada por Eiichiro Oda. Depois de uma estreia que surpreendeu tanto fãs quanto novos espectadores, a produção da Netflix retorna com a difícil missão de provar que o sucesso inicial não foi apenas fruto da curiosidade ou da nostalgia em torno de um dos mangás mais populares de todos os tempos. Felizmente, os novos episódios mostram que a série não apenas compreende a essência do material original, como também começa a encontrar sua própria identidade dentro desse universo gigantesco.

Se a primeira temporada teve como principal objetivo apresentar o público ao mundo dos piratas e aos integrantes da tripulação de Monkey D. Luffy, a segunda temporada assume uma proposta mais ambiciosa: expandir esse universo e mostrar que a jornada dos Chapéus de Palha está apenas começando. A entrada na Grand Line representa uma mudança significativa na escala da narrativa, colocando os protagonistas diante de desafios muito maiores, tanto em termos de inimigos quanto de ambientação.

Essa mudança de escala já era esperada por quem conhece o mangá e o anime, mas traduzi-la para o formato live-action é um desafio enorme. O mundo de One Piece sempre foi caracterizado por seu exagero visual, por personagens com designs extravagantes e por situações que misturam aventura épica com humor absurdo. Adaptar tudo isso para uma série com atores reais poderia facilmente resultar em algo artificial ou excessivamente caricato. No entanto, a equipe liderada pelo showrunner Matt Owens demonstra novamente que entende perfeitamente o espírito da obra de Oda.

Review | One Piece: A Série (2ª temporada), Luffy e Nami
Imagem: Netflix

Em vez de tentar transformar One Piece em uma versão mais “realista” ou sombria, algo que poderia descaracterizar completamente a essência da história, a série abraça o tom exagerado do universo original. O resultado é uma produção que não tem medo de parecer estranha ou extravagante, mas que ao mesmo tempo encontra maneiras de tornar esses elementos críveis dentro de sua própria lógica narrativa.

Esse equilíbrio fica evidente logo nos primeiros episódios da temporada, quando os Chapéus de Palha finalmente entram na Grand Line. O novo cenário abre espaço para uma série de encontros com criaturas gigantescas, ilhas de geografia absurda e personagens com habilidades extraordinárias. Elementos que poderiam facilmente parecer ridículos em live-action são apresentados com naturalidade graças a um trabalho cuidadoso de direção de arte, figurino e efeitos visuais.

Aliás, os efeitos especiais são um dos aspectos que mais evoluíram em relação à primeira temporada. Enquanto alguns momentos anteriores mostravam limitações claras, especialmente na representação de certos personagens, a nova leva de episódios apresenta um salto considerável em qualidade visual. Isso é fundamental para um universo como o de One Piece, onde poderes sobrenaturais e criaturas fantásticas fazem parte da narrativa o tempo todo.

Review | One Piece: A Série (2ª temporada)
Imagem: Netflix

O exemplo mais evidente disso é a introdução de Tony Tony Chopper, o médico da tripulação e um dos personagens mais queridos da franquia. Adaptar Chopper para live-action era, possivelmente, o maior desafio técnico da série até agora. Afinal, trata-se de uma rena falante que possui diferentes formas híbridas entre humano e animal, além de expressões extremamente cartunescas.

Felizmente, o resultado é surpreendentemente bem-sucedido. O personagem não apenas funciona visualmente como também consegue transmitir emoção e personalidade, tornando-se rapidamente um dos destaques da temporada. Muito disso se deve ao trabalho de efeitos visuais, mas também à interpretação vocal de Mikaela Hoover, que consegue capturar perfeitamente a mistura de inocência, sensibilidade e humor que define Chopper.

Mas ele está longe de ser a única novidade relevante. A segunda temporada também amplia significativamente o elenco de personagens importantes da história. Entre eles está Nico Robin, interpretada por Lera Abova, que surge como uma figura misteriosa e extremamente carismática. Sua presença adiciona novas camadas de intriga à narrativa, especialmente por sua ligação com a organização criminosa Baroque Works.

Review | One Piece: A Série (2ª temporada)
Imagem: Netflix

A Baroque Works, por sinal, desempenha um papel central nesta fase da história. A organização funciona como uma grande ameaça que se estende por diversos episódios, criando um senso de continuidade e tensão que ajuda a manter a temporada coesa. Ao contrário de antagonistas episódicos, seus membros aparecem em diferentes momentos da narrativa, o que reforça a sensação de que existe um plano maior em andamento.

Outro aspecto interessante da adaptação é a forma como ela reorganiza certos eventos do material original. Diferentemente do mangá e do anime, que muitas vezes apresentam informações em momentos muito posteriores da história, o live-action opta por estruturar alguns acontecimentos de maneira mais linear. Isso permite que certos personagens e conexões narrativas apareçam mais cedo, algo que pode surpreender fãs veteranos, mas que também ajuda a tornar a trama mais acessível para quem está conhecendo One Piece pela primeira vez.

Essa abordagem revela uma característica importante da série: ela não tenta ser uma reprodução exata do mangá. Em vez disso, busca reinterpretar a obra de Oda para o formato televisivo. Algumas cenas são expandidas, outras são reorganizadas, e há até momentos completamente inéditos que ajudam a aprofundar personagens ou contextualizar melhor o mundo.

Review | One Piece: A Série (2ª temporada)
Imagem: Netflix

Um exemplo disso é o desenvolvimento emocional de alguns membros da tripulação. Enquanto o mangá constrói a evolução de seus protagonistas ao longo de centenas de capítulos, a série precisa condensar esse processo em temporadas relativamente curtas. Para compensar isso, o roteiro cria novos momentos de introspecção e conflito, permitindo que os personagens cresçam de forma mais rápida sem perder a coerência.

Ainda assim, nem tudo funciona perfeitamente. A ampliação do escopo da história faz com que alguns arcos individuais recebam menos atenção do que na temporada anterior. Como agora há mais personagens, mais cenários e mais conflitos em andamento, o tempo de tela precisa ser dividido de maneira diferente.

Isso não significa que os protagonistas percam relevância, mas alguns momentos emocionais poderiam ter sido explorados com um pouco mais de profundidade. A própria interpretação de Iñaki Godoy como Luffy, embora carismática e fiel ao espírito do personagem, ainda parece estar em processo de refinamento. O ator compreende bem o otimismo e a energia do capitão dos Chapéus de Palha, mas equilibrar o humor exagerado com momentos dramáticos continua sendo um desafio.

Review | One Piece: A Série (2ª temporada)
Imagem: Netflix

Mesmo assim, a química entre os integrantes da tripulação continua sendo um dos pontos fortes da série. As interações entre eles, muitas vezes cheias de humor e provocações, ajudam a reforçar a sensação de que estamos acompanhando uma verdadeira família improvisada. Esse sentimento de camaradagem é um dos elementos mais importantes de One Piece, e o live-action consegue capturá-lo com bastante autenticidade.

Outro destaque da temporada é a escala de suas locações. Ilhas exóticas, cidades portuárias e paisagens impossíveis ajudam a dar vida ao conceito da Grand Line como um lugar imprevisível e cheio de perigos. Em alguns momentos, a produção combina cenários práticos com extensões digitais para criar ambientes que parecem saídos diretamente das páginas do mangá.

Essa sensação de grandiosidade é essencial para transmitir a ideia de aventura que sempre esteve no centro de One Piece. Afinal, a jornada de Luffy não é apenas sobre encontrar o lendário tesouro deixado por Gol D. Roger, mas também sobre explorar um mundo cheio de mistérios, culturas e personagens inesquecíveis.

Review | One Piece: A Série (2ª temporada)
Imagem: Netflix

Ao final da temporada, fica claro que a série está apenas começando a explorar todo o potencial desse universo. Novos personagens são introduzidos, conflitos maiores começam a se formar e diversas pistas apontam para histórias ainda mais grandiosas no futuro.

Se a primeira temporada provou que adaptar One Piece para live-action era possível, a segunda demonstra que essa adaptação pode realmente crescer e evoluir. Com uma produção mais ambiciosa, personagens cada vez mais cativantes e um mundo que continua se expandindo, a série se consolida como uma das adaptações de anime mais bem-sucedidas já feitas.

Mais do que isso, ela mostra que o universo criado por Oda possui uma força narrativa capaz de atravessar diferentes mídias sem perder sua essência. E se os próximos capítulos mantiverem o mesmo nível de dedicação e criatividade, a jornada dos Chapéus de Palha no live-action ainda tem muito mar pela frente.

Desenvolvedores já podem inscrever jogos para o Indie Arena Booth 2026 na gamescom

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Os desenvolvedores independentes interessados em apresentar seus projetos ao público da gamescom Alemanha já podem se preparar. As inscrições para participar do estande Indie Arena Booth 2026 foram oficialmente abertas, oferecendo a estúdios independentes a oportunidade de mostrar seus jogos durante um dos maiores eventos da indústria.

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A feira acontece entre os dias 26 e 30 de agosto de 2026, em Cologne, na Alemanha, reunindo profissionais da indústria e milhares de jogadores de diferentes partes do mundo.

Oportunidade para jogos independentes ganharem visibilidade

O Indie Arena Booth é conhecido por reunir projetos independentes dentro de um grande espaço coletivo dentro da gamescom. Para 2026, o estande terá cerca de 2.037,5 m², funcionando como uma vitrine para novos títulos e estúdios que desejam ganhar visibilidade internacional.

Desenvolvedores já podem inscrever jogos para o Indie Arena Booth 2026 na gamescom, destinado aos jogos independentes
(Reprodução)

Além de permitir que os visitantes experimentem os jogos, o espaço também costuma facilitar o contato entre desenvolvedores, imprensa, publishers e possíveis parceiros de negócios.

Participar da iniciativa pode ajudar estúdios a:

  • Apresentar seus jogos diretamente ao público
  • Receber feedback de jogadores
  • Conectar-se com profissionais da indústria
  • Ampliar oportunidades de publicação e parcerias

Tipos de estandes disponíveis

Os desenvolvedores podem escolher entre diferentes formatos de participação no estande coletivo. Entre as opções disponíveis estão:

  • Small Booth – € 3.337
  • Arcade Booth – € 3.337
  • Big Booth – € 5.337

Além disso, a organização confirmou a continuidade da parceria com a Nintendo, que oferecerá oito estandes gratuitos voltados para projetos selecionados do Nintendo Switch.

Outras vagas gratuitas ou com desconto também poderão surgir por meio de parcerias com organizações e delegações de diferentes países. Ao falar em participação internacional, o Brasil também costuma marcar presença no evento europeu, levando uma comitiva de estúdios independentes e ampliando o contato com potenciais investidores estrangeiros interessados no mercado nacional.

Prazo para enviar projetos

Os interessados em participar do Indie Arena Booth 2026 podem enviar suas inscrições até o dia 13 de abril. Segundo os organizadores, é possível aplicar para mais de um tipo de estande, dependendo do perfil do jogo e das necessidades do estúdio.

A seleção costuma avaliar fatores como qualidade do projeto, originalidade e estágio de desenvolvimento.

Ao longo dos anos, o Indie Arena Booth se consolidou como um dos espaços mais movimentados da gamescom, reunindo centenas de jogos independentes e atraindo grande interesse do público.

Para muitos estúdios, participar da iniciativa representa uma oportunidade de colocar seus projetos diante de uma audiência global, algo que pode impactar diretamente na visibilidade e no futuro comercial do jogo.

Vale lembrar que a edição sul-americana acontece no Brasil, entre os dias 30 de abril e 3 de maio, servindo como um trampolim para o evento principal realizado na Europa.

Oscar 2026: veja todos os vencedores; Uma Batalha Após a Outra leva Melhor Filme

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O Oscar 2026 revelou seus vencedores na noite deste domingo (15), durante a cerimônia realizada no Teatro Dolby, em Los Angeles, nos Estados Unidos. O grande prêmio da noite, Melhor Filme, ficou com Uma Batalha Após a Outra, que também venceu em outras categorias importantes da premiação.

Entre os destaques da edição também esteve Pecadores, que saiu como um dos filmes mais premiados da noite, incluindo a vitória em Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora Original. Além do primeiro prêmio de Melhor Ator para Michael B. Jordan por sua atuação em Pecadores. Já Frankenstein se destacou nas categorias técnicas, conquistando prêmios como Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte e Melhor Maquiagem e Penteado.

Apesar das cinco indicações, o Brasil acabou não levando nenhuma estatueta nesta edição. O principal destaque entre os representantes do país foi O Agente Secreto, que igualou o número de indicações de uma produção nacional com Cidade de Deus (2002) e chegou a disputar categorias importantes, como Melhor Filme Internacional e Melhor Ator, com Wagner Moura.

A quinta indicação brasileira ficou com o fotógrafo Adolpho Veloso, reconhecido por seu trabalho em Sonhos de Trem, produção da Netflix que também teve uma curta passagem pelos cinemas.

Mesmo sem vitórias, o número de indicações marca um momento relevante para o cinema nacional. Foram necessárias duas décadas para que o Brasil voltasse a atingir esse patamar de presença na principal premiação da indústria cinematográfica mundial, ainda que parte das indicações esteja ligada à participação de profissionais brasileiros em produções internacionais.

Confira os vencedores do Oscar 2026

A seguir, veja a lista completa com os vencedores do Oscar 2026, anunciados durante a cerimônia realizada em Los Angeles.

Melhor Filme

  • Uma Batalha Após a Outra — Vencedor Melhor Filme - Uma Batalha Após a Outra - Oscar 2026
  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Pecadores
  • Marty Supreme
  • Frankenstein
  • Valor Sentimental
  • Sonhos de Trem
  • O Agente Secreto
  • Bugonia
  • F1: O Filme

Melhor Filme Internacional

  • O Agente Secreto (Brasil)
  • Valor Sentimental (Noruega) — Vencedor Melhor Filme Internacional - Valor Sentimental - Oscar 2026
  • Foi Apenas um Acidente (França)
  • Sirât (Espanha)
  • A Voz de Hind Rajab (Tunísia)

Melhor Escalação de Elenco

  • Pecadores
  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Marty Supreme
  • O Agente Secreto
  • Uma Batalha Após a Outra — Vencedor Melhor Direção de Elenco - Uma Batalha Após a Outra - Oscar 2026

Melhor Ator

  • Timothée Chalamet (Marty Supreme)
  • Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra)
  • Wagner Moura (O Agente Secreto)
  • Michael B. Jordan (Pecadores) — Vencedor Melhor Atore - Michael B. Jordan - Oscar 2026
  • Ethan Hawke (Blue Moon)

Melhor Atriz

  • Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria)
  • Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) — Vencedora Melhor Atriz  - Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) - Oscar 2026
  • Renate Reinsve (Valor Sentimental)
  • Emma Stone (Bugonia)
  • Kate Hudson (Song Song Blue)

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra)
  • Amy Madigan (A Hora do Mal) — Vencedora Amy Madigan - Melhor Atriz Coadjuvante Oscar 2026
  • Inga Ibsdotter Lilleaas (Valor Sentimental)
  • Elle Fanning (Valor Sentimental)
  • Wunmi Mosaku (Pecadores)

Melhor Ator Coadjuvante

  • Stellan Skarsgård (Valor Sentimental)
  • Jacob Elordi (Frankenstein)
  • Benicio Del Toro (Uma Batalha Após a Outra)
  • Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra) — Vencedor Melhor Ator Coadjuvante- Sean Penn - Oscar 2026
  • Delroy Lindo (Pecadores)

Melhor Direção

  • Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra) — Vencedor Melhor Direção - Paul Thomas Anderson - Oscar 2026
  • Ryan Coogler (Pecadores)
  • Chloé Zhao (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)
  • Joachim Trier (Valor Sentimental)
  • Josh Safdie (Marty Supreme)

Melhor Roteiro Adaptado

  • Uma Batalha Após a Outra — Vencedor Melhor Roteiro Adaptado Paul Thomas Anderson - Oscar 2026
  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Sonhos de Trem
  • Bugonia
  • Frankenstein

Melhor Roteiro Original

  • Pecadores — Vencedor Melhor Roteiro Original - Ryan Coogler - Oscar 2026
  • Valor Sentimental
  • Marty Supreme
  • Foi Apenas um Acidente
  • Blue Moon

Melhor Canção Original

  • Golden — Guerreiras do K-Pop — Vencedor Melhor Canção Original - Golden - Guerreiras do K-pop - Oscar 2026
  • Dear Me — Diane Warren: Relentless
  • I Lied to You — Pecadores
  • Sweet Dreams of Joy — Viva Verdi!
  • Train Dreams — Sonhos de Trem

Melhor Trilha Sonora Original

  • Bugonia
  • Frankenstein
  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Uma Batalha Após a Outra
  • Pecadores — Vencedor Melhor Trilha Sonora Original - Ludwig Göransson - Pecadores - Oscar 2026

Melhor Animação

  • Guerreiras do K-Pop — Vencedor Guerreiras do K-Pop Melhor Animação Oscar 2026
  • Arco
  • Zootopia 2
  • A Pequena Amélie
  • Elio

Melhor Documentário

  • Alabama: Presos do Sistema
  • Embaixo da Luz Neon
  • Cutting Through Rocks
  • Um Zé Ninguém Contra Putin — Vencedor Melhor Documentário- Um Zé Ninguém Contra Putin - Oscar 2026
  • A Vizinha Perfeita

Melhor Figurino

  • Frankenstein — Vencedor frankenstein - Melhor Figurino Oscar 2026
  • Pecadores
  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Marty Supreme
  • Avatar: Fogo e Cinzas

Melhor Direção de Arte

  • Frankenstein — Vencedor Melhor Design de Produção e Arte - Frankenstein - Oscar 2026
  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Marty Supreme
  • Uma Batalha Após a Outra
  • Pecadores

Melhor Maquiagem e Penteado

  • Frankenstein — Vencedor frankenstein - Melhor Maquiagem e Penteado Oscar 2026
  • Kokuho
  • Pecadores
  • Coração de Lutador
  • A Meia-Irmã Feia

Melhor Som

  • Frankenstein
  • F1: O Filme — Vencedor Melhor Som - F1: O Filme - Oscar 2026
  • Uma Batalha Após a Outra
  • Pecadores
  • Sirât

Melhor Montagem

  • Uma Batalha Após a Outra — Vencedor Melhor Montagem - Uma Batalha Após a Outra - Oscar 2026
  • Pecadores
  • F1: O Filme
  • Marty Supreme
  • Valor Sentimental

Melhor Fotografia

  • Uma Batalha Após a Outra
  • Pecadores — Vencedor Melhor Fotografia - PECADORES - Oscar 2026
  • Sonhos de Trem
  • Frankenstein
  • Marty Supreme

Destaque: a categoria conta com o brasileiro Adolpho Veloso, por Sonhos de Trem.

Melhores Efeitos Visuais

  • Avatar: Fogo e Cinzas — Vencedor Melhor Efeitos visuais - Avatar - Oscar 2026
  • F1
  • Jurassic World: O Recomeço
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Melhor Curta-Metragem

  • Os Cantores — Vencedor Empate em melhor curta-metragem 2026
  • O Drama Menstrual de Jane Austen
  • Duas Pessoas Trocando Saliva — Vencedor
  • Butcher’s Stain
  • Um Amigo de Dorothy

Melhor Curta de Animação

  • Borboleta
  • Forevergreen
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  • A Garota que Chorava Pérolas — Vencedor frankenstein - Melhor Curta-Metragem de Animação Oscar 2026
  • As Três Irmãs

Melhor Curta Documentário

  • Quartos Vazios — Vencedor Melhor Documentário em curta-metragem - Quartos Vazios - Oscar 2026
  • Armado Com Uma Câmera: Vida e Morte de Brent Renaud
  • Children No More: Were and Are Gone
  • O Diabo Não Tem Descanso
  • Perfectly a Strangeness

Oscar 2026: horário e onde assistir à cerimônia ao vivo no Brasil

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A cerimônia do Academy Awards, conhecida mundialmente como Oscar 2026, acontece neste domingo, 15 de março, reunindo nomes da indústria cinematográfica no tradicional Dolby Theatre, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Novamente o comediante e apresentador Conan O’Brien, retorna ao comando da premiação após ter conduzido a edição anterior. Conhecido por programas como Late Night with Conan O’Brien e Conan, o apresentador volta ao palco para liderar a 98ª edição do Academy Awards, trazendo novamente seu estilo de humor característico para a maior noite do cinema.

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No Brasil, a premiação está programada para começar às 21h (horário de Brasília). Antes da cerimônia principal, o público também poderá acompanhar a cobertura do tradicional tapete vermelho, que costuma iniciar por volta das 18h30, com entrevistas, chegada dos artistas e os preparativos para a entrega das estatuetas.

Onde assistir ao Oscar 2026 ao vivo no Brasil

A transmissão da cerimônia estará disponível em diferentes plataformas. Na televisão aberta, a exibição será realizada pela TV Globo, permitindo que o público acompanhe gratuitamente o evento.

Já na TV por assinatura, o Oscar também será transmitido pelo canal TNT, que tradicionalmente realiza a cobertura completa da premiação com tradução simultânea e comentários durante a cerimônia.

Para quem prefere assistir online, a transmissão também estará disponível via streaming na plataforma Hbo Max, permitindo acompanhar a cerimônia em tempo real pela internet.

A edição deste ano do Academy Awards também chama atenção do público brasileiro por conta da presença de profissionais e produções do país entre os indicados da noite. Com isso, além de acompanhar os vencedores das principais categorias, muitos espectadores no Brasil também estarão na torcida pelos representantes nacionais durante a premiação. O principal destaque brasileiro é o filme O Agente Secreto, que aparece entre os indicados em Melhor Filme, Melhor Filme Internacional (representando o Brasil) e também na categoria de Melhor Escalação de Elenco. Além disso, o ator Wagner Moura concorre em Melhor Ator por sua atuação no longa.

Wagner Moura em cena no filme O Agente Secreto, que estreia na Netflix
Imagem reprodução

Outro nome do Brasil na lista é o fotógrafo Adolpho Veloso, indicado na categoria de Melhor Fotografia pelo trabalho em Sonhos de Trem, produção distribuída pela Netflix.

Entre os destaques da edição está o filme Pecadores, que lidera a corrida deste ano após acumular 16 indicações, tornando-se a produção com maior número de nomeações na premiação de 2026. Outros títulos que também aparecem entre os comentados na disputa pelas principais estatuetas incluem Uma Batalha Após a Outra e Frankenstein, que chegam à cerimônia cercados de expectativa após ganhar espaço na temporada de premiações.

Agora, façam suas torcidas para ver se o seu filme favorito será o grande vencedor da noite.

Review: Resident Evil Requiem equilibra terror clássico e ação moderna

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A franquia de survival horror retorna com um novo capítulo em Resident Evil Requiem, título que representa o nono jogo principal da série da Capcom. A proposta do jogo mistura duas abordagens que marcaram diferentes fases da franquia: o survival horror clássico e a ação mais cinematográfica introduzida nos capítulos modernos.

Lançado em 27 de fevereiro de 2026 para plataformas de consoles como PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switc 2 e PC Windows via Steam e Epic Games Store. O título aposta em uma narrativa dividida entre dois protagonistas com estilos de jogabilidade bastante distintos. Essa escolha permite explorar diferentes ritmos de gameplay ao longo da campanha, alternando momentos de tensão e sobrevivência com sequências mais intensas de combate. Como nas perspectivas em primeira pessoa e terceira pessoa, tudo para agradar os diferentes públicos da franquia.

O resultado é uma experiência que tenta dialogar tanto com fãs antigos quanto com jogadores que passaram a acompanhar a série a partir dos jogos mais recentes.

Antes que eu me esqueça, esta review de Resident Evil Requiem foi realizada na versão de PlayStation 5, utilizada como base para avaliar a experiência no console. A cópia foi adquirida integralmente, não sendo cedida pela desenvolvedora para esta plataforma.

Personagem feminina em destaque em Resident Evil Requiem durante cena dramática
(Reprodução)

História: dois protagonistas e um mistério ligado a Raccoon City

A enredo acompanha dois personagens principais são eles: Grace Ashcroft e o veterano protagonista Leon S. Kennedy.

Grace é apresentada como uma analista do FBI e filha da jornalista Alyssa Ashcroft, uma das sobreviventes do desastre biológico ocorrido em Raccoon City. Sua investigação começa após uma série de mortes misteriosas envolvendo pessoas que sobreviveram aos eventos da cidade anos atrás.

Durante a investigação, Grace acaba sendo levada a um caso muito maior do que imaginava. As pistas apontam para Victor Gideon, um cientista com conexões antigas com a Umbrella e com possíveis planos envolvendo experimentos biológicos.

Paralelamente, Leon também está em busca de Gideon. No entanto, sua motivação vai além de uma simples missão. O personagem enfrenta consequências relacionadas à exposição ao vírus durante os eventos passados da franquia, o que adiciona momento dramático à sua jornada.

Personagem misterioso Victor Gideon em local escuro de Resident Evil Requiem
(Reprodução)

A estrutura narrativa é dividida em três atos principais. O início apresenta um prólogo em um hotel intulado “Wrenwood Hotel” que serve como introdução para os acontecimentos. Em seguida, boa parte da campanha se concentra em um centro médico sanatório chamado “Rhodes Hill Chronic Care Center“, local que remete bastante à exploração clássica de mansões presente nos primeiros jogos da série. Por fim, a história avança para áreas relacionadas a Raccoon City devastada e culmina em laboratórios subterrâneos — elemento tradicional da franquia.

Assim como em outros títulos da saga, grande parte da trama é construída por meio de documentos, arquivos espalhados pelo cenário e revelações progressivas sobre os experimentos biológicos. Evidentemente, os famosos quebra-cabeças (puzzles) ajudam a tornar esta saga mítica. É curioso que, mesmo após décadas, ainda encontremos enigmas perdidos pela delegacia.

Jogabilidade: terror com Grace, ação com Leon

Um dos principais diferenciais de Resident Evil Requiem é a forma como cada protagonista possui uma abordagem completamente distinta de gameplay.

As seções com Grace são voltadas para o survival horror clássico. Recursos são escassos, o ainventário é limitado e muitas situações incentivam o jogador a evitar confrontos diretos com os inimigos. A exploração e o gerenciamento de recursos são fundamentais para avançar.

Já as partes protagonizadas por Leon seguem uma proposta mais próxima da ação apresentada em Resident Evil 4. O personagem possui mais opções de combate, maior mobilidade e acesso a equipamentos que tornam os confrontos mais diretos e intensos.

Essa dualidade cria uma dinâmica interessante ao longo da campanha. Enquanto Grace precisa agir com cautela, Leon funciona como o lado mais ofensivo da experiência.

Outro detalhe importante é que o jogo permite alternar entre primeira e terceira pessoa. Embora seja possível jogar com qualquer perspectiva, o próprio design do jogo sugere uma abordagem específica: primeira pessoa para Grace, aumentando a tensão e a imersão, e terceira pessoa para Leon, valorizando o combate e a movimentação do personagem.

Mas preciso deixar uma observação: em locais estreitos, parece ser quase impossível escapar sem levar dano quando você está na perspectiva em primeira pessoa com Grace. Até mesmo com nosso eterno policial — agora agente — os movimentos de esquiva parecem travados, algo que em jogos anteriores tinha um controle melhor.

Corredor iluminado em vermelho com personagem andando em Resident Evil Requiem
(Reprodução)

Ainda que Resident Evil sempre tenha apresentado controles diferentes na hora de locomover os personagens, essa escolha acabava criando uma espécie de memória no jogador, evitando que ele fosse para o lado oposto do comando no momento da ação.

Progressão e sistemas de melhoria

Cada protagonista também possui sistemas de progressão diferentes.

Grace utiliza um sistema baseado em moedas antigas, mecânica introduzida em Resident Evil 7: Biohazard. Essas moedas podem ser usadas para desbloquear cofres e melhorias como aumento de vida, expansão do inventário e melhorias de combate.

Leon, por sua vez, utiliza um sistema de pontos obtidos ao derrotar inimigos ou encontrar itens específicos durante a exploração. Esses pontos permitem melhorar armas, adicionar acessórios como silenciadores e ampliar a capacidade de equipamentos.

Interface de inventário e gerenciamento de itens em Resident Evil Requiem
(Reprodução)

A presença de amuletos também adiciona pequenas vantagens de gameplay. No caso de Grace, esses itens funcionam quando permanecem no inventário. Já Leon pode anexá-los diretamente às armas.

O ritmo da história ao longo da campanha

Apesar da proposta interessante de dois protagonistas, a estrutura na trama apresenta alguns problemas de ritmo.

Diversos trechos da história acontecem em paralelo. Isso faz com que, em determinados momentos, o jogador acompanhe um evento com Grace e depois retorne no tempo para ver o mesmo acontecimento sob a perspectiva de Leon.

Essa escolha narrativa acaba criando a sensação de que a história demora mais do que deveria para avançar. Mesmo que a alternância funcione bem do ponto de vista de gameplay, ela prejudica um pouco a progressão na dinâmica.

Ainda assim, a campanha apresenta diversas reviravoltas e mantém o interesse até os momentos finais. Principalmente, se o usuário for um fã de longa data, pegará referências de jogos passados.

Tirano (Tyrant ) de Resident Evil e ooutros personagens icônicos na cena
(Reprodução)

Fan service e conexões com a franquia

Para quem acompanha a série há anos, Resident Evil Requiem traz uma grande quantidade de referências ao universo da franquia.

Entre os elementos presentes estão:

  • retorno de locais ligados a Raccoon City
  • menções a personagens clássicos da saga
  • participação de Sherry Birkin auxiliando Leon
  • referências a Albert Wesker e aos experimentos da Umbrella

Essas conexões ajudam estimular os jogadores e observar todo legado da série e funcionam como um aceno direto para os fãs mais antigos.

Como o jogo se sai tecnicamente

Do ponto de vista técnico, o jogo representa mais uma evolução da RE Engine, motor gráfico utilizado pela Capcom nos títulos recentes da franquia.

Os ambientes apresentam alto nível de detalhamento, iluminação avançada e excelente uso de efeitos de sombra. A ambientação contribui muito para a ambientação de terror, principalmente nas seções protagonizadas por Grace.

O design de som também merece destaque. O áudio espacial é utilizado de forma eficiente para indicar a presença de inimigos próximos, aumentando a tensão durante a exploração. Inclusive, a introdução de uma zumbi que ainda mantém características de quem era antes de se transformar em um morto-vivo traz sons quase líricos, capazes de provocar arrepios. A aplicação do efeito atmosférico binaural faz parecer que ela está bem atrás de você, cantando próximo ao ouvido. Isso aumenta a tensão e pode causar certo desconforto em pessoas mais sensíveis, justamente pela sensação de realismo aplicada à parte sonora.

Personagem em destaque em Resident Evil Requiem, Selena Corey uma zumbi cantora
(Reprodução)

Nas sequências de ação, os efeitos sonoros das armas e das explosões ajudam a criar momentos mais cinematográficos, enquanto a trilha sonora mantém uma abordagem discreta na maior parte do tempo, exibindo o clima de suspense. A trilha sonora está, de fato, mais hollywoodiana, trazendo aquela sensação constante de que algo pode acontecer a qualquer momento.

Sobre a dublagem do jogo em português brasileiro, ela é instigante. Contudo, devo relatar que a Capcom erra ao colocar a protagonista o tempo inteiro gaguejando, grunhindo e reclamando — mesmo quando ela já demonstra coragem suficiente para enfrentar os infectados. Em certos momentos, os sustos acabam acontecendo muito mais por conta da histeria da personagem do que por um zumbi ou alguma anomalia que surja inesperadamente.

Quanto tempo dura a campanha e o fator replay

A primeira campanha pode ser concluída em cerca de 12 a 15 horas, dependendo do nível de exploração e da dificuldade escolhida.

O jogo também incentiva novas jogadas por meio de desafios adicionais, desbloqueio de armas especiais, roupas extras e recompensas obtidas através do sistema de pontos de conclusão.

Grace Ashcroft  e Leon S. Kennedy separados por uma grande em cena do jogo de Resident Evil Requiem (RE9)
(Imagem reprodução)

Além disso, o título apresenta dois finais diferentes, incentivando o jogador a revisitar a campanha para descobrir todas as variações possíveis da história. Talvez você esteja se perguntando se existe um final bom, um final ruim ou qual deles seria o canônico. A verdade é que o desfecho considerado “correto” costuma ser aquele que a desenvolvedora julga mais viável para futuras continuações. Afinal, a indústria dos games também depende de retorno financeiro e, mesmo que os jogadores prefiram um caminho específico, o peso do investimento e do potencial de lucro costuma falar mais alto.

Gamerdito: Vale a pena jogar Resident Evil Requiem?

Resident Evil Requiem consegue equilibrar duas identidades da franquia, o terror clássico que marcou os primeiros jogos e a ação mais intensa introduzida nos capítulos posteriores. Apesar de alguns problemas de ritmo na narrativa, o jogo entrega uma campanha segura, tecnicamente impressionante e repleta de referências ao legado da série.

Os novos usuários com certeza vão sentir que jogaram um dos jogos de survival horror da vida pela temática e como o enredo é contato. Contando, com a parte gráfica e técnica aplicada nas expressões faciais dos personagens e dos zumbis que dão arrepios intensos. Ao longo da minha jornada, para desenvolver análise do meu veridito final nesta review, não encontrei problemas de bugs, que comprometesse minha experiência.

Para os fãs da franquia, trata-se de um capítulo importante na continuidade do universo da série e de um dos lançamentos mais relevantes do gênero survival horror nos últimos anos. Por esse motivo, encerro esta review com a nota final 9/10. Acredito que o jogo ainda deve concorrer a diversos prêmios ao longo de 2026.

A compra de Resident Evil Requiem (RE9) pode ser feita no Brasil em mídia física para PlayStation 5, além das versões digitais no PC (Steam e Epic Games) e nas lojas Nintendo eShop, PlayStation Store e Xbox Store.

Boosteroid: alternativa para jogar na nuvem no Brasil vale a pena?

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Há algum tempo tenho utilizado a nuvem para jogar diversos jogos, poupando espaço do meu SSD e a espera na hora de baixar os jogos. Evidentemente, exceto quando preciso baixar os títulos com acesso antecipado que as desenvolvedoras liberam para análise no site do MeUGamer. Alguns meses atrás havia recebido uma notificação no Reddit sobre a Boosteroid adicionar servidores oficiais na região da América do Sul e no Brasil. Isso havia atiçado minha curiosidade, mas já havia utilizado o Cloud Gaming do Xbox e também da Nvidia.

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Pois bem, resolvi dar uma oportunidade a este serviço e saber o que teria a me oferecer em relação aos demais que já havia testado, como mencionei anteriormente. Assim como os serviços citados, ele permite ser utilizado através da plataforma dos browsers como Google Chrome, Microsoft Edge, Opera e Firefox. Além do próprio aplicativo — que está em fase beta — para usar no PC e dispositivos móveis com sistema operacional Android e iOS. Aparelhos como Chromecast e Amazon Firestick — dependendo do modelo — podem suportar rodar o jogo, e algumas Smart TVs suportam o aplicativo. Infelizmente, na Roku Streaming Stick não consegui ativar a opção devido à sua engenharia em evitar dispositivos de terceiros que necessitam de modificações.

Boosteroid funciona bem no Brasil? Testei o serviço por 5 meses

Naturalmente, vai variar conforme a conexão para uma jogatina satisfatória e estável. Esse é um dos motivos pelos quais eles recomendam primeiramente testar a conexão no “Teste de Conexão“, que se comunica diretamente com seus servidores baseado na localidade do usuário. Como estou no Brasil, eles buscam prioridade na nossa região; caso esteja intermitente, o balanceamento de carga deles (load balance) efetua a conexão por uma mais próxima. Sempre focando no menor ping para estabilizar a imersão do usuário — ao menos foi isso que percebi no meu teste primário.

Boosteroid teste de conexão para quem deseja avaliar sua internet para assinar o serviço de jogos na nuvens.
(Reprodução)

Testei o serviço por 5 meses para ter uma análise segura sobre se os leitores do site deveriam aproveitar esta plataforma. Minha conexão nunca foi das melhores, com uma internet de 300 MB que muito mal chegava ao patamar suficiente, sempre oscilando entre 70 MB e 150 MB — o que poderia me causar um desempenho ruim nesse teste. Pude jogar inúmeros jogos, desde independentes com menos de 100 MB até títulos acima de 100 GB de armazenamento em disco. Posso afirmar que foi satisfatório em relação a alguns serviços nas nuvens que são populares na comunidade de jogadores no Brasil.

Precisa de internet rápida para usar o Boosteroid?

A maioria das vezes em que senti problemas técnicos foi na minha própria infraestrutura — descobri que meu cabo de fibra estava corrompido e a performance ficava comprometida em alguns momentos. No quesito de lags, jogos que exigem dinamismo na resposta, como Fortnite, Call of Duty, Battlefield e Counter-Strike 2, entre outros com conexão direta online, o resultado foi positivo. Consegui melhorar minha classificação nos jogos mesmo utilizando a opção nas nuvens, se comparada à opção do jogo instalado localmente em meu PC.

Até mesmo o atual lançamento da Capcom, Resident Evil Requiem, aproveitei para testar o potencial do Cloud, e ele entregou um desempenho instigante. Devo confessar que o Boosteroid funciona bem; a qualidade da imagem é um pouco inferior ao que o GFN oferece, mas a estabilidade é melhor para mim. Os desenvolvedores explicaram que estão investindo cada vez mais em infraestrutura para entregar tecnologias mais diversificadas aos jogadores. Em outro artigo abordado em nosso site, justificaram que o último ajuste no valor mensal do serviço são para cobrir os gastos desses investimentos.

Boosteroid e parte do seu catálogo de jogos disponíveis no cloud gaming
(Reprodução)

Claro que no catálogo de jogos, o Boosteroid oferece mais de mil títulos — já ultrapassou 1.500 em atualizações recentes —, o que resulta em uma biblioteca bastante ampla. Eles adotam uma abordagem mais aberta; adicionam os jogos ao catálogo inicialmente (especialmente aqueles que o usuário já possui em plataformas como Steam, Epic Games etc.) e, em seguida, confirmam com as publishers. Se não houver objeção, o título permanece disponível.

Caso a publisher solicite a remoção, o Boosteroid remove o jogo da biblioteca principal de forma imediata — isso já ocorreu com alguns títulos no passado e, em certos casos, eles são transferidos para a categoria “Install and Play” em vez de serem excluídos completamente. Acredito que seja um modo de continuarem competitivos frente aos demais concorrentes.

Quanto custa o Boosteroid no Brasil em 2026?

Em relação aos valores, os preços são cobrados em euros: no plano anual, o Ultra sai a partir de €7,49 por mês e o Ultra Pro por €8,97 por mês (valor original €14,89) — ambos cobrados de uma vez no ato da assinatura. Optando pelo plano mensal, o Ultra sai por €12,89 e o Ultra Pro pelo valor cheio de €14,89, sem o desconto promocional.

Na cotação atual do real — por volta de R$ 6,05 por euro —, o mensal básico fica em aproximadamente R$ 78, enquanto o anual resulta em cerca de R$ 46 mensais (valores aproximados). Vale destacar que não há opção de parcelamento; o pagamento é feito à vista, via cartão internacional ou métodos locais como PIX e Boleto. Antes de confirmar a assinatura, o próprio checkout exibe o montante final em reais, o que já inclui eventuais encargos como IOF e taxas adicionais — recomendo sempre verificar esse valor antes de finalizar a compra.

Apesar de o MeUGamer possuir afiliados para a plataforma, minha análise é abertamente livre para quaisquer comentários e observações de pauta negativa, pois não recebemos para falar deste teste ou algo referente —; apenas indicar alternativas aos leitores que não podem, na atual circunstância, montar um setup robusto para jogar. Visto que os valores das memórias, placas-mãe e placas de vídeo estão com preços exorbitantes em nosso país, opções nas nuvens são uma saída até que nossa economia retome os eixos e os usuários possam montar seu computador dos sonhos.

Saiba também, que o plano Ultra Pro entrega na prática: resolução 4K para quem busca o máximo em qualidade visual, servidores baseados em CPUs AMD EPYC 9374F e GPUs AMD Radeon RX 7900 XT, além de sessões de jogo infinitas, sem limites de tempo ou interrupções. Para quem quer o melhor que o Cloud Gaming pode oferecer, é sem dúvida o plano mais completo da plataforma.

Para comprovar na prática, realizei um teste de 10 horas contínuas com o jogo ativo e em nenhum momento minha sessão caiu, mesmo nos instantes em que minha internet ficou instável. O único ponto de atenção é que, caso o sistema identifique 15 minutos de inatividade na plataforma, um aviso é exibido informando que a sessão será encerrada — o que é bastante justo para evitar desperdício de recursos.

Boosteroid e as opções para alternar seus serviços para jogar com melhor desempenho
(Reprodução)

Enfim, se estiver pensando em jogar títulos que antes não conseguiria devido às suas limitações, o Boosteroid possui nosso aval como uma plataforma que funciona. Eles estão evoluindo nas questões técnicas, na performance e na satisfação dos jogadores, e também olhando para o Brasil — já que seu serviço possui uma versão demo com interface parcialmente localizada em português do Brasil. Dependendo de quando estiver acessando este artigo, uma versão final pode já ter sido lançada. Lembrando que é possível utilizar os serviços de Cloud Gaming pelos navegadores compatíveis, smartphones com Android ou iOS (iPhone/iPad) e modelos Samsung de Smart TV, entre outros.

WWE 2K26 e o real problema com a franquia WWE da 2K

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WWE 2K é uma franquia de jogo de luta que traz os míticos lutadores do World Wrestling Entertainment. A cada ano, a série recebe novas versões publicadas pela 2K Games. No dia 13 de março de 2026, a edição WWE 2K26 chegou para os fãs das lutas sincronizadas e de lutadores que parecem ter saído de atuações dos filmes da The Asylum.

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Evidentemente, ao longo das décadas muitos desses lutadores/atores receberam reconhecimento mundial por suas performances e atuações em filmes de Hollywood, seja em produções de grande orçamento como protagonistas, seja em papéis intermediários como vilões para aumentar sua popularidade em outras mídias.

Alguns desses lutadores brilharam tanto dentro da WWE como fora, seja de modo positivo ou controverso. A verdade é que os americanos — sim, não vou citar como “estadunidenses”, já que cresci ouvindo “norte-americanos” — são apaixonados por esse clímax.

Tanto que a 2K recebeu um concorrente recente para a indústria dos games.

Dito isso, desde a época do Super Nintendo Entertainment System (SNES/Super Famicom), quando ainda era conhecido como World Wrestling Federation e ganhou o jogo publicado pela Acclaim Entertainment intitulado WWF WrestleMania: The Arcade Game, comecei a acompanhar essa franquia, que depois foi sucedida por lançamentos em outras gerações de consoles e PC.

Foi com a 2K, no entanto, que a franquia recebeu uma repaginada em sua gameplay e dinâmica, já que a empresa se especializou em focar em jogos de esportes. Ainda assim, diferente das versões passadas dos consoles — nas quais sentia ter controle total dos personagens —, nas versões modernas eles tentam deixar tudo tão parecido com a sincronia real que dá a impressão de que o computador controla por nós.

Se você não tiver o timing correto dos botões, fica quase impossível reagir. A liberdade de movimentação parece algo linear, que segue uma sequência de combinações.

Lembro que, na época de locadora, por permitir até quatro usuários jogando juntos, era um verdadeiro chamariz. O jogo possui suporte para jogar online, mas os servidores são desligados logo que lançam uma nova versão, o que acaba sendo frustrante.

Isso é algo relativamente comum quando pensamos em jogos que a Take-Two Interactive possui com serviço online como recurso de progresso.

Muitas empresas conseguiram fazer suas franquias ressurgirem das cinzas. É o caso da Capcom, que bateu recordes e vem superando cada novo lançamento. A Bandai Namco, com franquias que não eram populares no Ocidente, encontrou um novo público satisfatório. Até mesmo a Sega e a Atlus lançaram jogos que hoje estão no gosto popular.

Já ia esquecendo da própria Electronic Arts, que conseguiu trazer um novo fôlego para Battlefield com o último título da franquia, mesmo tendo perdido boa parte dos seus usuários com estratégias duvidosas no passado.

Mas por que será que a 2K não consegue fazer o mesmo com suas franquias, triplicando ou quadruplicando os jogadores?

Podemos dizer que esportes, dependendo da modalidade, sejam mais nichados. Mas minha visão é diferente e está mais atrelada ao mesmo problema que vemos em eFootball e EA Sports FC.

Essas franquias estão sempre na borda do faturamento e as licenças acabam sendo caras. Logo, preferem lançar novas versões todos os anos sem trabalhar novos fundamentos que realmente agradem a comunidade.

O NBA 2K23 e o NBA 2K25 conseguiram apresentar melhora de público em relação às edições anteriores. Já no caso da franquia de luta, o cenário é diferente. WWE 2K26 registrou apenas cerca de 500 usuários a mais que seu antecessor, permanecendo bem abaixo dos 9 mil jogadores que a edição de 2022 chegou a alcançar, além de também ficar atrás quando comparado a 2023.

Na minha opinião, esse é um sinal preocupante e mostra que a empresa deveria rever suas estratégias de lançamento e de entrega do produto.

Fique ciente de que minha comparação está baseada nos números da versão de PC Windows, que são liberados na plataforma SteamDB. Nos consoles, esses dados normalmente não são revelados, seja no PlayStation ou no Xbox. Normalmente, esses jogos performam melhor para o público de consoles.

Ademais, essas franquias costumam ser alvos de memes quando dizem que são apenas skins e atualizações de elencos, enquanto a jogabilidade continua praticamente a mesma.

Não serei leviano ao afirmar que são apenas melhorias gráficas e atualizações periódicas de temporada. Eles até tentam trazer inovações, mas o curto espaço de tempo entre uma edição e outra faz parecer que não há mudanças realmente satisfatórias.

Muitas vezes só conseguimos perceber diferenças quando ficamos uns cinco anos sem experimentar aquela franquia.

A franquia WWE sabe bem como servir o tradicional “pão e circo”, colocando seus “gladiadores” do ringue para encenar batalhas que o público adora assistir.

Entretanto, a falta de liberdade para deixar a jogabilidade mais dinâmica, seja em simulação ou em arcade, acaba afastando jogadores em potencial. Há momentos em que parece que estamos apenas assistindo ao jogo, em vez de realmente participar do entretenimento. Se o jogador quiser apenas assistir, pode ver o espetáculo em qualquer canal que transmita a WWE, seja em streaming ou na televisão.

Concordo que muitos podem não concordar com minha abordagem, mas acredito que meu pensamento atinge uma parcela que possui essa mesma impressão.

Personagem inspirado no lutador e ator John Cena em combate no ogo WWE 2K26
(Divulgação)

Portanto, se querem ampliar o alcance e reconquistar jogadores que abandonaram a franquia, talvez seja melhor adicionar mais liberdade no controle da jogabilidade.

O WWE 2K26 está disponível desde 13 de março de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC (Windows) via Steam.