O novo trailer do do filme de Street Fighter finalmente mostrou um pouco mais do que podemos esperar da adaptação do clássico jogo de luta para os cinemas. Depois de já ter comentado sobre a aparência de Ken, interpretado por Noah Centineo, e apontado que o personagem me lembrava uma versão mais próxima do Ken de Street Fighter V, agora temos uma visão mais ampla do filme e, principalmente, dos seus combates.
A estreia está marcada para 15 de outubro nos cinemas brasileiros, e este novo material conseguiu aumentar minha curiosidade. O filme parece disposto a abraçar elementos que são fundamentais para Street Fighter, sem tentar esconder aquilo que fez a franquia se tornar tão conhecida. Um dos pontos interessantes são os confrontos entre Ken e Ryu. A relação entre os dois é uma das partes mais importantes da franquia, e finalmente podemos observar melhor como essa rivalidade será trabalhada na produção.
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Além disso, o trailer deixa evidente que os poderes estarão presentes como estamos acostumados. Hadouken e Shoryuken aparecem de uma maneira muito mais próxima daquilo que os jogadores esperam encontrar em uma adaptação de Street Fighter. Não se trata apenas de referências visuais aos golpes dos jogos, mas de incorporar os poderes dos personagens nas lutas.
É nesse contexto que começa a minha principal expectativa: eu só espero que Street Fighter seja melhor que Mortal Kombat II.
Mortal Kombat sempre teve uma relação forte com o cinema, mas as produções mais recentes não conseguiram agradar completamente aos fãs. Com Mortal Kombat 2, o hype era ainda maior por se tratar de uma continuação, mas o resultado não alcançou aquilo que muitos esperavam.
Agora, Street Fighter tem a oportunidade de fazer diferente.
O novo trailer também apresentou mais personagens e deu espaço para nomes importantes da franquia. Dan aparece, Guile ganha novas cenas e Vega também surge como um dos personagens algozes. Blanka retorna, enquanto outros personagens devem ter suas funções objetivas reveladas no lançamento do filme. Desta vez, Chun-Li surgiu em um momento mais íntimo e também combatendo alguns capangas.


Esse conjunto de elementos e cenas um dos pontos fortes que estão atraindo fãs e espectadores que conhecem da franquia para mais próximo do filme. Street Fighter possui personagens suficientes para criar uma produção visualmente marcante, mas isso também pode ser um problema se o filme tentar colocar informação demais em pouco tempo.
Por isso, mais do que simplesmente apresentar personagens conhecidos, espero que o longa consiga construir bons confrontos. As cenas de luta mostradas até agora parecem mais dinâmicas e têm uma identidade visual que combina melhor com aquilo que esperamos de Street Fighter.
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Existe também espaço para o humor, algo que faz parte da próprio enredo da franquia. O problema seria transformar isso em um filme que não leve seus próprios personagens e conflitos a sério quando necessário.
Não quero assistir a um grande besteirol utilizando o nome Street Fighter. Quero um filme que consiga ser divertido, tenha personalidade e, principalmente, entenda por que esses personagens continuam relevantes tantos anos depois.
As coreografias terão um papel fundamental nisso. Não adianta colocar Hadouken, Shoryuken e outros elementos conhecidos da franquia se os combates não funcionarem. É preciso que exista impacto, ritmo e uma boa construção para que essas cenas realmente tenham importância dentro da história.
E, pelo que o novo trailer mostrou, existe potencial e ativou o modo “hype”.
Ainda não dá para afirmar que Street Fighter será um bom filme. Um trailer pode esconder problemas da produção e destacar justamente aquilo que funciona melhor. Mas, pelo menos neste momento, minha impressão mudou um pouco. Se antes existia apenas curiosidade para descobrir como essa adaptação funcionaria, agora existe uma expectativa maior para ver esses personagens realmente entrando em combate.
A Capcom sabe o tamanho da franquia e sabe o que os fãs esperam. A produção precisa encontrar um equilíbrio entre respeitar os jogos e construir um filme que também funcione para quem nunca teve contato com Street Fighter. É essa parte que pode fazer a diferença.
No fim, continuo com a mesma aposta: quero ser surpreendido por Street Fighter. Quero chegar ao cinema sem grandes expectativas e sair de lá pensando que finalmente uma adaptação de um grande jogo de luta conseguiu entregar aquilo que os fãs esperavam.
E, se conseguir fazer isso, melhor ainda se for capaz de superar Mortal Kombat II.
Street Fighter chega aos cinemas brasileiros em 15 de outubro. Agora resta descobrir se todo esse potencial mostrado nos trailers realmente vai funcionar quando o filme chegar às telas.
