Tenho que confessar que estava animada e com a faca e o queijo na mão, torcendo pra Michael Myers finalmente ter o jogo que merece em Halloween: The Game. Saio dela com a faca e o queijo ainda na mão, mas calma lá eu vou explicar por quê.
Halloween: The Game como todo bom slasher que se preze, lhe provoca aquela sensação de “já vi esse filme antes” literalmente um Déjà vu ou no caso aquele jogo, porém, com uma máscara branca e um facão na mão. Se você já aproveitou Friday the 13th: The Game ou Dead by Daylight, vai se sentir em casa.
Lançado oficialmente em 8 de setembro, (com acesso antecipado a partir de 4 de setembro para quem comprou a Digital Deluxe) para PS5, Xbox Series S/X e PC (Steam e Epic Games Store). O título foi desenvolvido pela IllFonic e publicado em parceria com a Gun Interactive. Seu estúdio também é responsável por jogos como Predator: Hunting Grounds, Ghostbusters: Spirits Unleashed Ecto Edition, Killer Klowns From Outer Space: The Game e outros. O projeto conseguiu parceria e supervisão criativa de John Carpenter, diretor do filme original de 1978, e do produtor de longa data da franquia, Malek Akkad. Para os fãs da saga podemos dizer que o mais próximo do “real” ele está. Importante: o jogo foi testado antes do lançamento pelo PC Windows na plataforma Steam.
Os modos de jogo
O enredo gira em torno da noite icônica de 1978, quando Michael Myers escapa do sanatório Smith’s Grove e retorna a Haddonfield para caçar suas vítimas, em especial Laurie Strode. O jogo oferece dois modos: modo história onde você está na pele do assassino, em seis capítulos (prólogo + cinco níveis. Esses que são narrados pelo Dr. Loomis, recriando eventos do filme e explicando como ele conseguiu sua máscara, macacão azul e faca de cozinha. O interessante de deixar esse modo é que ele é um tutorial, do que de fato uma campanha profunda, mas ajuda a entender a psicologia (ou falta dela) do Shape.
Já no modo online, 1×4, você pode tanto controlar Michael e utilizar as habilidades que vão enchendo e que auxiliam na perseguição. Ou com os demais personagens, que totalizam quatro civis que estão tentando sobreviver e serem os “heróis de Haddonfield” avisando os moradores, instigando os NPCs e chamando a polícia. Aquela mecânica básica que já conhecemos, o assassino caça, os sobreviventes consertam/ajudam as vítimas. Seus desenvolvedores incluíram localização em português do brasil na legenda e interface, caso não domine o idioma padrão, basta mudar para o português.

Durantes os testes é possível perceber uma mobilidade do killer bem travada. Ao menos, antes de qualquer atualização de lançamento. Ele (Myers) nunca corre e caminha devagar o suficiente para você como civil, escapar só de andar rápido. É um verdadeiro “gato e rato” (ou eu que sou péssima como assassino…risos), claro que os booster de modo fantasma auxilia e faz com que ele consiga se aproximar das víti mas. Evidentemente, desde que, elas não estejam perto de luzes ou que não vejam você voltando a sua forma “humana”. O que deveria compensar isso, na prática faz Michael engasga em obstáculos que ele deveria atravessar.

O mapa é maior do que o normalmente estamos acostumados em jogos com o mesmo estilo, o que soma às vezes à falta de indicadores claros. O minimapa serve apenas para orientar de locais de acesso ou itens úteis. Visualmente, o jogo traz uma ambientação que esperamos, ruas escuras, silêncio sombrio, aquela sensação de que tem alguém nos observando atrás da cerca viva. Pois, lembrou até mesmo aquelas noite de Halloween americanas.
Porém, mesmo rodando no alto, é perceptível a demora de sincronização dos efeitos, partículas, animações de ataque, atravessar paredes e as vezes pasmem… o próprio personagem. Talvez, uma compilando shaders antecipadamente poderia resolver esta situação.
Adentramos ao ponto que ninguém quer admitir em “VOZ ALTA“, mas que vocês irão talvez questionar minha ponderação, agora. Esta jornada macabra de Halloween: The Game é, na estrutura, praticamente equiparado com Dead by Daylight. Esse não é a primeira vez, que sua desenvolvedora utiliza um jogo abordando formato 1×4, como citamos no início desta análise. O mesmo estilo, as skill de ações do sobrevivente lembram diretamente os do concorrente. O próprio medidor de “stalker” do Michael que aumenta seu poder conforme ele observa as vítimas foi puxado quase igual do kit que o próprio Michael Myers já tinha na “collab” dentro de Dead by Daylight. A diferença real, é que aqui você tem um ícone clássico do terror vestindo o papel de vilão principal.


Gamerdito (Veredito) – Halloween: The Game Vale a pena jogar?
No quesito se o título é ruim, ele passou longe disso. Contudo, aos fãs de jogos do gênero, talvez, não encontre uma novidade, mas uma opção de perspectiva quando estiver entediado de algum outro título. Ficou um pouco mais do mesmo para quem tem domínio desse clima de jogo. Enquanto isso, o modo história é um charme, e foi o que eu mais despertou meu interesse na realidade, mesmo que não seja uma inovação. Impressiona à primeira vista, mas depois de algumas horas, você percebe que é só mais uma máscara num mar de máscaras.
O que mais dói é saber que o jogo poderia ser muito melhor. A atmosfera funciona, e todo o clima também. Entretanto, com uma gameplay um pouco travada e alguns ajustes de bugs necessários, ele poderia ter uma recepção melhor no meu primeiro vislumbre com esta nova IP.

Michael pode ser imortal no cinema, porém, no game, ele ainda precisa de uns patches para correr atrás do próprio brilho. Quando sua desenvolvedora adicionar camadas de atualizações e patches, pode ser que a aceitação melhore e atraia mais fãs e jogadores dispostos a adentrar neste novo universo.
Apesar disso, o jogo foi lançado com milhares de jogadores simultâneos na plataforma Steam na versão de PC, com picos de 33.639 mil usuários nas primeiras 24 horas do seu lançamento oficial. O que exibe o quanto os jogadores estavam aguardando o jogo do serial killer mais emblemático da cultura popular.

Por isso, baseado em tudo o que analisamos no jogo, fecho esta review com uma nota final: 6,5. Vale o susto, mas não espere revoluções imediatas. Quem sabe com atualizações constantes. Claro, sua enigmática música-tema surge com novos acordes, continuando a trazer nostalgia aos fãs. Halloween: The Game pode ser jogado através do PC Windows e consoles PlayStation 5 e Xbox Series X|S desde 8 de setembro de 2026.
Agradecemos à IllFonic responsável pelo desenvolvimento do jogo e sua assessoria pela disponibilização de uma cópia para análise na versão de PC. O recebimento do título não influenciou o conteúdo, a avaliação ou a nota da nossa review, que refletem exclusivamente a experiência da nossa equipe com o jogo.
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