Durante a Brasil Game Show 2026, tivemos a oportunidade de jogar Crazy Taxi: World Tour, novo capítulo da clássica franquia da SEGA que mantém a fórmula consagrada de corridas alucinadas. Além dos passageiros apressados e uma trilha sonora marcada pelo punk rock. A demonstração também trouxe uma novidade importante para a série: um mapa inspirado no Brasil, com direito a cenários que remetem ao Rio de Janeiro.
Nossa sessão durou cerca de 15 minutos, um tempo maior do que os cinco minutos normalmente disponibilizados aos visitantes. Embora, a fila não estava longa, e a organização permitiu que aproveitássemos a demonstração por mais tempo.
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A fórmula clássica de Crazy Taxi continua presente
A jogabilidade preserva boa parte da identidade dos jogos antigos. A ideia continua centrada em dirigir um táxi pela cidade, transportar passageiros e realizar manobras enquanto tentamos cumprir os objetivos dentro do tempo disponível. O ritmo acelerado e a liberdade para explorar os cenários mantêm o espírito arcade que tornou a franquia conhecida.
A trilha sonora também segue essa direção, com músicas que remetem aos títulos anteriores. Durante a demonstração, ouvimos faixas de bandas como The Offspring e Bad Religion, reforçando a identidade musical associada à série. Uma das principais novidades está no modo World Tour, que amplia as possibilidades de exploração e apresenta uma estrutura de mundo aberto. A modalidade também reúne minigames espalhados pelo mapa, oferecendo atividades além das tradicionais corridas de táxi.
Rio de Janeiro ganha espaço no mapa brasileiro
Um dos destaques da demonstração na BGS 2026 foi a possibilidade de jogar em um mapa brasileiro. A novidade foi apresentada no evento e permite conhecer um cenário inspirado no país dentro do modo World Tour.
O mapa também contará com uma paisagem inspirada em Copacabana, no Rio de Janeiro, permitindo que os jogadores apreciem o visual enquanto percorrem as ruas ao volante. A presença de referências brasileiras dá uma identidade própria ao cenário e representa uma novidade interessante para quem acompanha a franquia.



Gráficos agradam, mas desempenho levanta dúvidas
Visualmente, o jogo apresentou bons resultados durante nossa sessão, com cenários que combinam com o visual colorido e acelerada de Crazy Taxi. A demonstração também estava traduzida para o português, facilitando a compreensão dos textos apresentados.
Por outro lado, observamos algumas quedas de desempenho nas estações disponíveis ao público. Em determinados momentos, o jogo apresentou engasgos consideráveis, que prejudicaram a fluidez da partida.
Como a demonstração rodava em notebooks, não foi possível determinar se o problema estava relacionado ao hardware, à refrigeração dos equipamentos ou à própria versão do jogo. Algumas estações pareciam ter limitações de ventilação, e não temos informações suficientes para atribuir as quedas de quadros a uma causa específica.
Também não sabemos se a versão disponibilizada na feira correspondia a uma compilação recente ou se ainda passaria por ajustes antes do lançamento. Por isso, será necessário aguardar uma versão posterior para avaliar o desempenho com mais precisão.
Uso de inteligência artificial generativa
Outro assunto que envolve o novo Crazy Taxi é o uso de inteligência artificial generativa no desenvolvimento. A utilização da tecnologia foi admitida pela equipe responsável, incluindo aplicações relacionadas ao processo criativo. Esse ponto merece atenção, sobretudo pela discussão em torno do papel dessas ferramentas na produção de jogos. No entanto, nossa demonstração na BGS não permite avaliar em profundidade como a tecnologia foi empregada ou qual foi sua influência no resultado final.
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Primeiras impressões
O novo Crazy Taxi preserva elementos importantes da franquia, como a jogabilidade arcade e a trilha sonora característica, ao mesmo tempo que amplia a exploração com o modo World Tour. O mapa brasileiro, incluindo referências visuais ao Rio de Janeiro e a Copacabana, também foi um dos elementos que mais chamaram a atenção durante a demonstração.
As quedas de desempenho observadas na feira deixam algumas dúvidas, mas ainda não são suficientes para determinar como o jogo se comportará em sua versão final. Por enquanto, nossa impressão é de que a SEGA busca manter a identidade da série enquanto acrescenta novas possibilidades à fórmula clássica.
O título será lançado oficialmente para consoles e PC em algum momento de 2027.
