A Brasil Game Show 2026 começou em 9 de outubro de 2026, no Distrito Anhembi, na cidade de São Paulo. Pelo segundo ano consecutivo nesse novo local, o evento traz uma reflexão que talvez indique que o Expo Center Norte fosse sua verdadeira casa.
Afinal, acostumar-se a um pavilhão amplo, sem suas míticas divisórias, pode gerar certa estranheza para quem é visitante assíduo há muito tempo. O espaço pode transmitir uma sensação de vazio quase existencial para quem chega com a intenção de conhecer novos jogos. Dito isso, a oferta de novos títulos era algo que faltava nas últimas edições da BGS e, agora, 14 jogos inéditos, entre produções Double-A e Triple-A, estão presentes.
Posso citar publicadoras renomadas como Nintendo, SEGA, Activision e Square Enix. Ao mesmo tempo, assim como quase todas as feiras no Brasil em ano de eleição, a Brasil Game Show enfrentou problemas semelhantes. Houve uma evasão de estandes, não necessariamente por causa dos preços ou de uma má gestão, mas pela falta de apoio de investidores que, em outras ocasiões, direcionaram seus recursos para campanhas eleitorais. Com o rigor das fiscalizações, é natural que isso ocorra, evitando possíveis interpretações de propaganda indireta relacionada à compra de votos.


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Ainda assim, é natural que haja uma redução no tamanho ou na quantidade de estandes. Fico feliz, porém, com a quantidade de jogos disponíveis para os visitantes testarem. Essa era uma das grandes cobranças do público que deseja experimentar títulos inéditos, como os já citados.
Há, ainda, uma nova vertente que vem crescendo desde o período da pandemia e ganhou força no pós-pandemia: o crescimento dos criadores de conteúdo. Agora, muitos visitantes acabam deixando os jogos em segundo plano para pedir autógrafos aos seus criadores favoritos. Isso, em certa medida, diminui o interesse pela experimentação dos títulos, embora o público também queira aproveitar as ativações. Será que essa dinâmica funciona para o público geral que está visitando o evento pela primeira vez, considerado por muitos o maior da América Latina?
Em tese, quem está entrando nesse universo pela primeira vez ficará deslumbrado. Ademais, trata-se de uma imersão que reúne estandes, público e convidados. Por outro lado, os visitantes mais exigentes, que acompanharam o evento de longe, mesmo que pelo olhar de terceiros, podem não sentir o mesmo impacto das edições anteriores.
Os pitches continuam ativos no BGS Business para aqueles que buscam investimento para seus futuros jogos independentes. No futuro, esses projetos podem se tornar grandes apostas para a indústria dos games, tanto no Brasil quanto no restante do mundo. Os cosplayers também ampliam a nostalgia e ajudam a dar vida a universos com os quais podemos interagir por meio de representações realistas de nossos personagens favoritos.

Os convidados internacionais continuam marcando presença, assim como a Video Game Orchestra, que retorna com seu icônico maestro japonês Shota Nakama. A apresentação reúne canções de diversos jogos e proporciona uma imersão ainda maior no que há de melhor nas trilhas sonoras desse universo. Outro destaque é Charles Martinet, icônica voz oficial de Mario e de outros personagens da Nintendo durante muitas décadas e, agora, embaixador oficial da Big N. Ele retornou ao evento para participar de sessões de Meet & Greet com os visitantes. São momentos marcantes para quem vivenciou a infância jogando inúmeros títulos protagonizados pelos irmãos bigodudos.
O fato é que esta edição também pode representar uma nova visão de mercado para que a organização compreenda melhor algumas de suas tomadas de decisão, tanto no quesito das parcerias B2B quanto nos valores acordados. Uma das grandes queixas relatadas por expositores diz respeito à volatilidade dos preços e à definição das localizações dos estandes. Isso pode gerar insegurança entre os envolvidos e dificultar a decisão de continuar expondo no evento.
As pessoas conversam entre si, trocam experiências e aconselham quem já participou de edições anteriores, o que também alimenta os famosos “telefones sem fio“. Cada expositor tem suas próprias vivências, mas informações transmitidas de uma pessoa para outra podem acabar distorcidas, criando atritos que afastam futuros interessados.
Contudo, existe aquele famoso jargão: “Quem não é visto não é lembrado“. Isso é tão real que muitas marcas ainda querem marcar presença para apresentar seus produtos e conquistar futuros compradores. Assim sendo, a participação na Brasil Game Show continua sendo importante para qualquer marca que deseja estabelecer sua presença e se consolidar no mercado de games e periféricos no Brasil.
Por isso, a BGS continua sendo um evento especial para quem aprecia e joga videogames no dia a dia. Não importa se o foco está em jogos casuais, aventuras, RPGs ou até mesmo esports. O importante é saber aproveitar cada momento de lazer e competitividade, jogando sozinho ou ao lado de amigos.
Entre os dias 9 e 12 de outubro de 2026, São Paulo se torna um centro de jogos eletrônicos com a realização da Brasil Game Show no Distrito Anhembi.
