Análise do jogo Yoshi and the Mysterious Book — A nova aventura do dino verde que vai te conquistar página por página

Yoshi transforma exploração e descoberta no coração da nova aventura do Switch 2

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Quando a Nintendo anunciou Yoshi and the Mysterious Book durante o Nintendo Direct de setembro de 2025, meu coração já deu um saltinho. Uma nova aventura do Yoshi? Exclusiva para o Nintendo Switch 2? Com um livro falante e criaturas malucas para descobrir? Sim, por favor. E depois de mergulhar fundo nesse jogo, posso dizer: foi exatamente o abraço carinhoso que eu precisava. O jogo foi publicado oficialmente na plataforma da BIG N em 21 de novembro de 2026.

Mas vamos do começo, porque tem muita coisa boa para contar aqui nesta review do jogo. Se desejar, joguei os primeiros momentos em vídeo desta aventura no canal oficial do MeUGamer nessa página.

Era uma vez um livro muito curioso…

Personagem Mr. E, de Yoshi and the Mysterious Book (Switch 2), ganha nome oficial em português brasileiro
(Reprodução)

A história começa de um jeito que, honestamente, eu não esperava. O Bowser Jr. — aquele pirralho adorável — encontra uma enciclopédia antiga cheia de informações sobre criaturas únicas e misteriosas. Entre elas, tem uma em especial que chama a atenção dele: a Bewilder Bird, uma ave lendária capaz de se transformar em qualquer outro bicho do livro. Obviamente, o filho do Bowser resolve sair em busca do animal de verdade — porque claro que ele foi fazer isso — e no meio da busca ele ativa acidentalmente um monóculo mágico que o teleporta para dentro do livro.

O livro, chamado Mister Professor Nigma (ou simplesmente Mr. Nigma), acaba caindo do céu direto na ilha onde os Yoshis vivem. E aí começa a bagunça mais fofa que você vai ver esse ano. O Mr. Nigma ganha consciência, se apresenta para os Yoshis e explica um problemão: ele não consegue ler as próprias páginas. É aí que entra o nosso herói verde de barriga branca — o Yoshi usa a lupa mágica do Mr. Nigma para saltar literalmente dentro das páginas do livro e começar a investigar cada uma das criaturas que moram lá dentro.

No decorrer da aventura, os Yoshis se deparam com o Bowser Jr. e o Kamek várias vezes dentro do livro. O Kamek, aliás, tem um momento muito engraçado: como ele ficou muito tempo preso nas páginas, ele começa a confundir o Bowser Jr. com uma versão mais jovem do próprio Bowser e vai chorando muito no final ao perceber os anos que perdeu. A Nintendo sendo a Nintendo de sempre: leve, divertida e com aquele tempero emocional no cantinho.

O clímax envolve descobrir os verdadeiros poderes da Bewilder Bird e o real motivo de existência do Mr. Nigma — e eu deixo o resto do spoiler pra vocês descobrirem, porque vale a pena chegar lá do jeito certo.

Plataforma e Tipo de Jogo

Yoshi and the Mysterious Book é um exclusivo Nintendo Switch 2 — não tem versão para o Switch 1 original. É o nono jogo principal da franquia Yoshi e o quinto lançado para um console doméstico. O jogo foi desenvolvido pelo estúdio Good-Feel, os mesmos responsáveis pelos queridos Yoshi’s Woolly World (2015) e Yoshi’s Crafted World (2019), então a consistência de qualidade já era esperada.

O gênero é plataforma 2D com rolagem lateral, mas o que o diferencia de outros jogos da série é a forte camada de exploração e documentação de criaturas. Não estamos falando de um plataforma raiz no estilo “chegue do ponto A ao ponto B e derrote o chefe”. Aqui, a experiência é mais próxima de um diário de campo interativo: você explora habitats, experimenta interações e preenche a enciclopédia. É desafiador de um jeito diferente, mais contemplativo e curioso.

Arte Visual: Um Livro que Ganhou Vida

Yoshi and the Mysterious Book e personagens do jogo.
(Reprodução)

Visualmente, Yoshi and the Mysterious Book é simplesmente lindo. O estúdio Good-Feel mais uma vez caprichou em dar uma identidade artística forte e inconfundível ao jogo, assim como fizeram com o visual de lã no Woolly World e o papelão do Crafted World.

Aqui, o estilo remete a uma ilustração de livro infantil feita à mão, com texturas que parecem aquarela e guache, cenários que parecem pintados com muito carinho e uma paleta de cores que varia conforme o capítulo — do verde suave das florestas ao azul profundo dos mares, passando pelo laranja quente das montanhas ao entardecer.

O detalhe técnico mais curioso e impactante é o uso de uma estética de stop-motion: dentro das páginas do Mr. Nigma, os personagens e criaturas se movem com uma taxa de quadros levemente reduzida em certas ações, como pulos e animações de ataque. Isso não é um bug ou limitação — é uma escolha artística deliberada que evoca aquela magia dos bonecos de argila animados frame a frame. O resultado é encantador e dá uma personalidade única a cada criatura.

Rodando em Unreal Engine 5 no hardware do Switch 2, o jogo demonstra como é possível extrair muito do motor mesmo mantendo uma proposta visual artesanal e não hiperrealista. Os ambientes têm profundidade, iluminação bem trabalhada e aquela sensação de que tudo dentro das páginas realmente existe e respira.

O menu principal do jogo segue a linha visual do livro: a tela de início parece a capa do próprio Mr. Nigma, com aquela textura de papel envelhecido, detalhes em tinta e o título escrito como se fosse à mão. Ao navegar pelas opções, a sensação é de folhear páginas de verdade.

Dentro do jogo, a interface é limpa e discreta. Os indicadores de vida, os itens coletáveis (as Smiley Flowers) e os botões de ação ficam dispostos de forma que não poluem a tela. O acesso ao menu de pausa via botão + também abre um painel elegante onde você pode consultar o progresso da enciclopédia, ver as descobertas já registradas, alterar as configurações de controle e — detalhe que vocês vão adorar — trocar a cor do seu Yoshi na hora, sem precisar voltar a nenhum hub específico.

A enciclopédia em si é uma delícia de mexer: cada criatura descoberta tem uma página ilustrada que vai sendo preenchida conforme você registra novas interações. Parece um Pokédex, mas mais bonito e mais pessoal, porque os nomes das criaturas são os que você mesmo escolheu.

Gameplay: Descobrir é o Objetivo

Yoshi And The Mysterious Book - Nintendo Switch 2
(Reprodução)

Esqueça o checkmark de “chegar ao fim da fase”. Em Yoshi and the Mysterious Book, o objetivo principal de cada capítulo é pesquisar as criaturas do habitat correspondente e fazer descobertas. E o sistema para isso é brilhante na sua simplicidade.

O Yoshi tem dez movimentos no total, e é combinando esses movimentos com cada criatura que você vai desbloqueando entradas na enciclopédia. Os movimentos principais são:

  • Engolir (B) — dê uma mordida na criatura, algumas viram ovos
  • Chicote de Cauda (X) — coloque criaturas ou objetos no dorso do Yoshi
  • Arremesso de Ovo — após engolir, atire ovos em outros alvos
  • Flutter Jump (A mantido no ar) — aquele pulo flutuante clássico do Yoshi
  • Ground Pound (direcional pra baixo no ar) — stompar criaturas e botões no chão
  • Observar (agachar ou pausar) — às vezes só olhar já registra uma descoberta
  • Correr (movimento sustentado) — algumas criaturas reagem ao Yoshi em velocidade
  • Arremesso de Criatura — algumas criaturas podem ser usadas como projéteis depois de pegas

Cada criatura reage de formas únicas a cada movimento. Uma pode virar um trampolim quando você salta nela. Outra pode soltar bolhas que te carregam para plataformas mais altas. Uma terceira pode revelar passagens secretas quando aquecida ou molhada. A lógica do jogo é: experimente tudo com tudo. Essa mentalidade transforma cada novo habitat em um playground de curiosidades.

Cada capítulo tem também uma Grande Descoberta — a interação principal que “completa” a pesquisa daquela criatura. Quando você está progredindo em direção a ela, uma barra de progresso aparece no topo da tela, te dando aquela sensação gostosa de que você está no caminho certo.

Para os completistas: são 260 Smiley Flowers espalhadas pelos 12 capítulos do jogo para colecionar. Não é pouca coisa não.

Level Design: Habitats como Fases

Yoshi and the Mysterious Book e as páginas do livro no jogo
(Reprodução)

O jogo é dividido em 12 capítulos no total — 6 na campanha principal e mais 6 liberados no pós-jogo. Cada capítulo representa um ambiente diferente dentro das páginas do Mr. Nigma, e cada um tem vários habitats para explorar, um por criatura.

Os ambientes da campanha principal são:

  • Capítulo 1 — Floresta (Wildwoods): A introdução do jogo, com visual vibrante de vegetação densa e flores animadas. É aqui que você aprende as mecânicas fundamentais de exploração.
  • Capítulo 2 — Cumes de Montanha (Mountaintops): Cenários com muitas verticalidades, criaturas que se comportam de forma imprevisível em terrenos íngremes e vento que influencia os pulos.
  • Capítulo 3 — Litoral (Seaside): Habitats banhados por água, com criaturas aquáticas, bolhas e mecânicas de flutuar e afundar. Um dos capítulos mais visualmente bonitos.
  • Capítulo 4 — Vale Habitado (Settled Valley): Ambientes com cara de vilarejo, habitados por criaturas com comportamento social interessante — sim, tem Shy Guy aqui, e ele continua sendo um mistério.
  • Capítulo 5 — Terra dos Insetos (Bug Country): Um capítulo fascinante com insetos gigantes, caminhos por entre galhos e raízes e muita criatividade nas mecânicas de rastejamento e voo.
  • Capítulo 6 — Ilha Remota (Remote Isle): Menor e mais intimista, serve como a reta final da campanha principal, com criaturas voadoras e habitats de difícil acesso.

Terminar o Capítulo 6 exibe os créditos pela primeira vez — mas o jogo está longe de acabar. A partir daí, mais 6 capítulos de pós-jogo se desbloqueiam progressivamente, totalizando 12 capítulos no jogo completo. Os quatro primeiros do pós-jogo (7 a 10) abrem de uma vez ao terminar a campanha, e após completá-los, os dois últimos (11 e 12) se revelam como os desafios finais.

  • Capítulo 7 — Subterrâneo (Underground): Requer 285 estrelas de descobertas para desbloquear. Ambientes escuros, labirínticos, com criaturas que se escondem em buracos e cavernas. O tom mais sombrio contrasta lindamente com a leveza dos capítulos anteriores.
  • Capítulo 8 — Copa das Árvores (Tree Canopy): Exploração do dossel da floresta em plataformas suspensas em galhos. Criaturas já conhecidas retornam com comportamentos mais complexos.
  • Capítulo 9 — Miniworld: Tudo em escala reduzida. Criaturas conhecidas ganham versões ampliadas ou minúsculas, entre elas: Baby Floofly, Magnified Scatterpuff, Upshoot, Hufungous, Springhopper e Magnified Lunge Fish.
  • Capítulo 10 — Lua (Moon): A gravidade funciona diferente aqui — uma homenagem clara ao Super Mario Galaxy e ao Yoshi’s Island clássico. O destaque é o Blorp, que se funde com outros Blorps gerando variantes: o verde te deixa planar com uma capa, o vermelho quebra objetos com um bico, o dourado gera uma aura brilhante. Também aparecem Raven, Cuttlefwoosh, Eleedee, Yu Ef Oh e a revelação emocional da Moon Crazee Dayzee — que aparece disfarçada de “Moon” e só é identificada ao completar o nível.
  • Capítulos 11 e 12 — Desafios do Mr. Nigma: Os dois capítulos finais secretos, desbloqueados após concluir os capítulos 7 a 10. Não introduzem novas criaturas — usam tudo que você já conhece em desafios muito mais elaborados. É o teste definitivo de quanto você entendeu de cada bicho ao longo de toda a aventura.

O level design da campanha principal preza pela horizontalidade explorável mais do que pela dificuldade extrema — mas o pós-jogo escala bastante e exige que você domine cada criatura. É muito generoso em conteúdo para quem quer fazer 100%.

Ferramentas de Exploração — Invente Seus Próprios Instrumentos

Aqui está uma das mecânicas mais originais e divertidas do pós-jogo: as Ferramentas de Exploração (Exploration Tools). Depois de terminar os seis capítulos da campanha principal, o Mr. Nigma desbloqueia essa novidade diretamente no menu principal — e ela muda completamente a forma como você interage com o mundo do livro.

A ideia é genial: você acessa o menu de Ferramentas, aperta o botão “Inventar”, e o Mr. Nigma cria uma ferramenta nova pra você. Cada ferramenta custa 5 Smiley Flowers, e a ordem em que elas aparecem é aleatória — você não escolhe qual sai primeiro. Dá aquela sensação de “o que será que vou ganhar agora?”, quase como abrir um pacote de figurinhas.

Depois de inventada, cada ferramenta pode ser posicionada livremente na HUD do jogo, funcionando como anotações sobrepostas à página. Pensa nelas como aqueles carimbos e etiquetas que você colocaria num caderno de campo de verdade. Cada ferramenta ocupa um espaço diferente na grade da HUD, então vale pensar bem no layout antes de entrar em um nível.

As ferramentas cobrem funções muito variadas — algumas são super práticas, outras são puramente curiosas e divertidas:

Rastreamento e navegação:

  • Smiley Flower Radar — aponta a direção da Smiley Flower mais próxima
  • Winged Cloud Radar — localiza a Nuvem Alada mais perto
  • Apple / Watermelon / Nut Radar — rastreiam itens específicos espalhados pelo cenário
  • Bioscanner (em três variantes: Quadrado, Círculo e Distante) — detecta criaturas ao redor

Leitura de dados do Yoshi:

  • Velocímetro (Horizontal, Vertical e Omnidirecional) — mede a velocidade do Yoshi em diferentes eixos
  • Medidor de Altitude (Grande e Pequeno) — registra a posição vertical do Yoshi
  • Medidor de Azimute (Grande e Pequeno) — registra a posição horizontal
  • Medidor de Inclinação — mede o grau de inclinação do terreno
  • Frequência Cardíaca — sim, o jogo mede os batimentos do coração do Yoshi
  • Balança de Mola — pesa o que o Yoshi está carregando

Leitura do ambiente:

  • Termômetro (Líquido e de Agulha) — mede a temperatura do ambiente em cada habitat
  • Medidor de Qualidade da Água (Tigela e Béquer) — aparece ao entrar em superfícies aquáticas
  • Sensor de Sabor — usa um gráfico de barras para registrar o sabor das criaturas que o Yoshi prova

Progresso e itens:

  • Contador de Descobertas (Radial e por Estrelas) — mostra o progresso das pesquisas em tempo real
  • Contador de Ovos (por Tipo, por Registro e Total) — detalha os ovos que o Yoshi carrega
  • Medidor de Vida — exibe os corações do Yoshi de forma compacta
  • Placa de Nome — exibe os nomes das criaturas próximas diretamente na tela
  • Relógio Digital — porque às vezes você simplesmente precisa saber que horas são dentro de um livro mágico

Ao completar todos os 10 capítulos principais (campanha + pós-jogo até o Cap. 10), você ganha o All-Creature Badge — um distintivo que pode ser exibido na HUD como prova de que você catalogou todas as criaturas. Quem colecionar todas as 260 Smiley Flowers ganha ainda o All-Smiley Flowers Badge. Ambos são cosméticos, mas dão aquela sensação deliciosa de conquista 100% merecida.

No fim das contas, as Ferramentas de Exploração fazem exatamente o que o nome diz: transformam o Yoshi num pesquisador de campo de verdade, com todos os instrumentos que um naturalista real poderia querer — de termômetros a bioscanners. É customizável, criativo e cheio da personalidade Nintendo.

Sons e Música

A trilha sonora de Yoshi and the Mysterious Book é assinada por Kumi Tanioka, compositora conhecida pelo trabalho em Final Fantasy Crystal Chronicles e outros títulos da Nintendo. E ela entregou exatamente o que o jogo pede: músicas que parecem ter sido tiradas de um livro de contos de fadas, com arranjos delicados, instrumentos de corda e percussão suave que variam conforme o bioma de cada capítulo.

O capítulo da floresta tem uma leveza quase idílica. O litoral tem aquela moleza do mar com melodias mais etéreas. O underground tem tons mais misteriosos. Cada habitat tem sua própria identidade sonora, o que torna a exploração ainda mais imersiva.

Mas o highlight sonoro do jogo, sem dúvida, é a criatura Croakaoke — um sapo colorido cujo corpo funciona como nota musical. Ao saltar sobre diferentes Croakaokes em sequência, você literalmente toca músicas: escala Dó-Ré-Mi em ordem crescente e decrescente, a Valsa Caprichosa do jogo e até Mary Had a Little Lamb. É delicioso e interativo de um jeito que poucos jogos conseguem ser.

Os efeitos sonoros também têm personalidade: o barulhinho satisfatório quando uma descoberta é registrada, o “bloop” das bolhas do Glubbit, o zumbido das abelhas do Bunchabee. Tudo foi pensado para criar aquela sensação auditiva de estar dentro de um mundo vivo.

As Criaturas do Mr. Nigma — Lista Oficial + Apelidos da Comunidade

Yoshi™ and the Mysterious Book

Aqui está a parte que vocês pediram muito nos meus perfis! Uma das mecânicas mais charmosas do jogo é que, ao encontrar uma criatura pela primeira vez, o Mr. Nigma sugere um nome oficial para ela — mas você tem total liberdade para batizá-la do jeito que quiser, com até 10 letras. E claro que a comunidade aqui não deixou passar essa oportunidade.

São 59 criaturas no total espalhadas pelos 12 capítulos de Yoshi and the Mysterious Book. Abaixo, as da campanha principal com os nomes oficiais e os apelidos que vocês e eu demos pra elas:

Capítulo 1 — Floresta (Wildwoods)

Nome OficialApelido da GaleraO que é
Crazee DayzeeFlorisbellaFlor andante e dançante que reage a quase tudo
BunchabeeZunizunaEnxame de abelhinhas que vive em colmeia
ScatterpuffFofuchaBolinha de algodão que se espalha pelo cenário
CroakaokeSapokêSapo musical — você literalmente toca músicas nele
GlubbitBolhudaSapo que cospe bolhas gigantes onde você pode entrar

Capítulo 2 — Cumes de Montanha (Mountaintops)

Nome OficialApelido da GaleraO que é
TaggitGrudinhaCriatura que fica gruda em superfícies e em você
MildeGelatonaBolinha gelatinosa que se empilha e escorrega
PeckadeeBicudinhaPassarinho de bico afiado que esculpe madeira
FlooflyVentinhoCriaturinha que flutua e te carrega pra cima
PlumebrellaSombrellaFunciona literalmente como guarda-chuva, te desacelera no ar
ThuddTrombãoCriatura pesada que cai feito bomba — use com cuidado

Capítulo 3 — Litoral (Seaside)

Nome OficialApelido da GaleraO que é
WeewooSereinhaCriatura aquática com canto hipnótico
OuchinOurizitoOuriço do mar — espinhoso por fora, sensível por dentro
CasterwayPescadorPeixe que lança a si mesmo como anzol
BafloonderBarrigudaLinguado que flutua e te serve de plataforma
SnurfboardSurfinhaSurfista do mar — monte nela para cruzar corredeiras
Nep-EnutTentinhaBolha aquosa com tentáculos — difícil de pegar, fácil de admirar

Capítulo 4 — Vale Habitado (Settled Valley)

Nome OficialApelido da GaleraO que é
LoopdeecoopEspiralinRoda em loop — suba nela como uma roda d’água
DetonutCápsulaCria explosões controladas quando ativada
Shy GuyMascaradaO clássico! Ainda tímido, ainda misterioso, ainda adorável
BugyaErvilhudoInseto com armadura de semente — difícil de interagir
Little MouserRatinhãoRato pequenino que rouba seus itens se você não ficar esperto
HaugerFurinhaToupeira que escava e revela passagens secretas no chão

Capítulo 5 — Terra dos Insetos (Bug Country)

Nome OficialApelido da GaleraO que é
BehedgerEspinudaLagarta espinhosa que bloqueia caminhos — mas tem jeito
SwirmRodopiouInseto que gira em espiral — bom para ativar mecanismos rotativos
StickiwickGrudentoPalito gruda em tudo — use-o para construir “pontes” improvisadas
MawstalkBocarraPlanta carnívora adaptada — mandíbula enorme, estômago ainda maior
SlugarangBabositoLesma que você arremessa como bumerangue. Não questione.
WooshwingVentaniaInseto voador rápido — praticamente um drone de descobertas

Capítulo 6 — Ilha Remota (Remote Isle)

Nome OficialApelido da GaleraO que é
GoonieGoonitoGavião rechonchudo que patrulha os céus da ilha
Huffin PuffinBufãozãoPinguim inflável que solta rajadas de vento gigantescas

Criaturas do Pós-Jogo e outras encontradas ao longo da campanha

Além das principais acima, o jogo também apresenta criaturas que reaparecem em múltiplos capítulos ou só surgem no pós-jogo, como: Mega Milde, Hefty Milde, Mini-Raven, Raven, Nipper Plant, Nipper Spore, Piranha Plant, Lunge Fish, Jam Guy, a Bewilder Bird (chave da história!) e a misteriosa Moon Crazee Dayzee, revelada no último capítulo do pós-jogo como a criatura mais emocionante do acervo inteiro.

A Arte de Nomear — Uma Mecânica Simples, Uma Ideia Brilhante

Quero destacar separadamente a mecânica de nomeação das criaturas, porque acho que ela resume muito bem o espírito do jogo. Quando você encontra uma criatura pela primeira vez, o Mr. Nigma sugere um nome — mas ele deixa claro que você pode chamar do jeito que quiser, com até 10 caracteres. Esse nome vai aparecer em toda a sua enciclopédia, nas descrições e nos registros.

Parece simples, mas ela cria um vínculo afetivo muito genuíno com o jogo. Quando você dá um apelido pra uma criatura, ela se torna “a sua”. E quando você encontra ela de novo em outro capítulo, aquele apelido ridículo que você inventou aparece lá, te fazendo sorrir.

É exatamente esse tipo de detalhe que faz de Yoshi and the Mysterious Book um jogo que fica na memória muito depois de terminar a última página.

Os Yoshis Jogáveis — Troque de Visual Quando Quiser

Yoshi and the Mysterious Book é uma aventura adorável e cheia de surpresas  coloridas | Voxel

Yoshi and the Mysterious Book oferece 8 cores diferentes de Yoshi para jogar. O que fica claro desde cedo é que a escolha é puramente estética — todos os Yoshis têm exatamente as mesmas habilidades, velocidade e capacidade de exploração. É uma escolha de personalidade, não de gameplay.

As cores disponíveis são:

  • Verde — o clássico, o eterno, o amado
  • Amarelo — vibrante e alegre
  • Vermelho — pra quem joga com garra
  • Azul — calmo e confiável
  • Roxo — misterioso e elegante
  • Rosa — doce e cheio de charme
  • Azul-Claro — fresco como o capítulo do litoral
  • Laranja — caloroso e animado

Para trocar de Yoshi durante o jogo, basta apertar o botão + para abrir o menu de pausa e selecionar a opção “Select Yoshi”. Pode ser feito a qualquer momento entre as explorações, sem precisar voltar a nenhuma tela específica. O meu da campanha foi o Roxo, mas confesso que no pós-jogo mudei pro Rosa porque combinava demais com os habitats lunares.

Gamerdito (Veredicto Final) — Vale a Pena jogar Yoshi and the Mysterious Book?

Sim. Um enorme e carinhoso sim.

Yoshi and the Mysterious Book não é um jogo que vai te estressar, te fazer gritar ou te forçar a repetir uma fase dezenas de vezes. Ele é o oposto: é um jogo para respirar fundo, olhar ao redor e descobrir coisas. Cada novo habitat é como abrir uma nova página de um livro que você não quer fechar.

A Good-Feel provou mais uma vez que sabe como criar experiências únicas dentro da franquia Yoshi — sempre partindo de uma ideia central fortíssima (lã, papelão, agora um livro mágico) e construindo um jogo inteiro ao redor dela com consistência e carinho. A direção de arte é deslumbrante, a trilha da Kumi Tanioka é deliciosa, e o sistema de descoberta de criaturas é viciante. Um detalhe muito importante é todo o jogo estar em Português brasileiro para que todos os jogadores desfrutem tudo da maneira mais tranquila possível.

E se você estiver pensando… ‘’Vale a pena investir em Yoshi and the Mysterious Book?’’ com certeza vale! Pois você irá ter muitas horas de diversão com nosso Yoshi amado explorando as páginas!

Se você tem um Nintendo Switch 2 e ainda não pegou esse título, está perdendo uma das experiências mais encantadoras da plataforma. E se você tem um tempinho no fim de semana e quer algo que te faça sorrir, eu prometo que o Mr. Nigma tem muitas páginas esperando por você.

Nota do jogo na review de Yoshi and the Mysterious Book Review: 8,5/10.

Gameplay de Yoshi and the Mysterious Book no Nintendo Switch 2

Agradecemos à Nintendo do Brasil pela disponibilização de uma cópia de Yoshi and the Mysterious Book, que possibilitou a realização desta análise no console do Switch 2.

O fornecimento do jogo não influenciou nossa avaliação editorial, sendo todas as opiniões e conclusões apresentadas neste review de inteira responsabilidade do autor deste artigo.

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