Crítica | Capitã Marvel
 

Capitã Marvel estreou nas telonas, justamente na semana do dia Internacional da Mulher (08), com uma aposta diferenciada de roteiro, que certamente desagrada tanto, que estou perplexo até agora. Um filme que se propõe a apresentar um personagem novo no MCU, mas aparentemente quer inovar com uma sequencia de roteiro (do gênero de herói) sem os aspectos convencionais que conhecemos.

Pois bem, Capitã Marvel (Brie Larson de “O Quarto de Jack”), ou melhor Carol Danvers, uma heroína que não tem memórias  definitivas do seu passado e não sabe quem é, e em uma das missões acaba se deparando com o seu real passado, vendo toda a mentira sobre o que havia sido apresentado de “vida” e “guerra” pra ela. (Sim, é uma história genérica).

Não posso dizer que é o filme é completamente ruim, já que a dupla de diretores Anna Boden e Ryan Fleck, conseguiram ser competentes no primeiro ato do longa, apresentando quem é a Capitã, local e realidade onde ela vive, nos apresenta também uma boa interação entre personagens, tornando nossa interação fluída e nos deixando “entendedores” sobre o contexto.

Depois, do primeiro ato o longa aparente ter saído das rédeas, e tomou outra direção que sinceramente, é de gosto duvidoso. A Capitã não tem a saga do herói convencional, ela se entende e se aprimora através de flashbacks, esses que foram de grande importância para o personagem, mas que ficou um pouco solto e a desejar.

O filme em certos momentos fica vago e certamente com muita ponta solta, nos apresenta histórias de origem que quebra alguns mitos que tínhamos em nossas cabeças, mas sinceramente não é legal a apresentação que eles fazem sobre o porquê do Nick Fury (Samuel L. Jackson) ter perdido o olho. Outro ponto negativo que podemos anotar aqui, é a mudanças de alguns muitos pontos importantes na história, que podia ter rendido vilões futuros. Eu entendo que é adaptação de HQs, mas pelo amor de Deus, Capitão Marvel (Jude Law) e Skrulls são importantes demais para serem alterados.

Brie Larson está tão sem carisma nesse filme que comprometeu toda sua atuação, as quebras dos alívios cômicos basicamente estão nas mãos dela, “a rainha da quebra de alívio cômico”, e isso faz com que o longa fique oscilante e com aquilo que eu falei no começo da critica, “quer inovar no roteiro do gênero”. A sensação que tenho a assistir esse filme é a mesma que tive, quando assisti Doutor Estranho, apenas um filme de conexão. O filme da Capitã Marvel só existe para ter a primeira cena pós-crédito.

 Com muitas alterações grotescas de histórias de HQs e muitos personagens em CGI que estão bem toscos, Capitã Marvel falha miseravelmente em tentar dar uma alternada no gênero de super-herói, criando um filme oscilante, com uma personagem sem carisma e que mais pra frente será esquecido. Agora aguardemos Vingadores: Ultimato, e vejamos o que a personagem é capaz de fazer.

Capitã Marvel estreou em de 7 março nos cinemas brasileiros.

Ossos do ofício.

Crítica | Capitã Marvel

3

Esperava mais

por Walden

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