Crítica: “Divino Amor”, uma distopia brasileira repleta de erotismo e fé

Crítica: “Divino Amor”, uma distopia brasileira repleta de erotismo e fé


Um Brasil futurista formado por uma república de evangélicos. Este é o futuro em 2027, exibido no filme “Divino Amor”

O filme mostra de forma moderada e ambivalente seus personagens da tela, abrindo brechas para que o diálogo seja aberto, lidando com um conteúdo que muitas vezes poderia ser rejeitado de imediato: a religião. 

A história é envolvente, uma mulher devota, funcionária de um cartório que lida com divórcios e tenta unir casais em crise. Porém, acontecimentos fazem com que ela duvide de sua própria fé. 

A metáfora em relação ao conservadorismo atual no Brasil é evidente, a abordagem é sutil e a critica social encontra-se presente no longa. O filme é um sinal de alerta para o obscuro caminho que o País anda seguindo. 

Dira Paes está sensacional como protagonista, sua joana apresenta todos os nuances que uma pessoa em crise. 

O uso do erotismo mesclado com a religião torna o longa audacioso, o que deve incomodar aos mais puritanos e aos fervorosos da religião associada na ficção. 

Divino amor, merece ser visto, contemplado por sua bela fotografia e apreciado como uma das grandes obras realizadas no circuito nacional da atualidade.

Nota da crítica

Crítica: “Divino Amor”, uma distopia brasileira repleta de erotismo e fé

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