Crítica | Pantera Negra

Venha conferir nossa crítica do filme Pantera Negra

Nós assistimos o filme do Pantera Negra, então, se você quer saber o que achamos desse filme, venha conferir este artigo com a gente!

 

Pantera Negra

 

“Não é um grande filme.”

                Fiquei surpreso em assistir a um filme completamente diferente da “fórmula Marvel”, que nós apresenta um herói de personalidade simples e fácil de entender, porém nem tudo são flores.

 

 

Pantera Negra tem seus pontos fortes num filme de herói como sua trilha sonora majestosa, em que nos sentimos dentro da própria África. O longa acerta em cheio ao nos mostrar uma Wakanda que equilibra muito bem o seu lado tecnológico sem perder suas raízes.

Cheio de cores marcantes e músicas que nos fazem vibrar – meus parabéns ao Kendrick Lamar por arrasar na trilha sonora – Pantera Negra acerta ao trabalhar muito bem a linguagem do povo e a história da origem dos Panteras Negras. O figurino é excelente, assim como a construção dos hábitos e tradições do povo wakandiano.

A apresentação da história milenar do manto, que é passado de pai para filho, é muito bem apresentada ao longo do filme sem se tornar cansativa.

Em um primeiro momento, o filme pode parecer arrastado, todavia, isso se deve ao fato de que existem outras questões a serem tratadas. Pantera Negra é um filme politizado que traz sua crítica, muito bem feita, à dominação feita por grandes nações, entre outras questões.

Algumas piadas ocorrem durante o longa, contudo, não são muitas. Alguns fãs da Marvel poderão sentir falta das piadinhas a cada 10 minutos, no entanto, o filme contem o seu humor feito de forma muito inteligente.

Isso se deve ao fato de que o diretor precisava investir mais nos diálogos para que entendêssemos a história. Além disso, o diretor teve que diminuir as cenas de ação que são poucas, mas memoráveis.

 

Personagens

 

O filme nos apresenta alguns co-protagonistas muito fortes. A guarda do Pantera Negra, as Dora Milaje, é realmente incrível. Com ótimos movimentos e cenas de luta que deixariam muitos exércitos no chinelo.

A atuação de Danai Gurira (Okoye) é excepcional ao nos mostrar uma mulher forte que é leal ao trono de Wakanda. Além dela, outra personagem que se destaca é Shuri (Wright), irmã mais nova de T’Challa.

Shuri se mostra uma adolescente muito inteligente, capaz de criar diversos aparatos tecnológicos – é melhor tomar cuidado Tony.

Além disso, a personagem não foge da batalha quando o assunto é ajudar sua família e “proteger” o irmão.

O longa é, de longe, o que apresenta a maior quantidade de mulheres fortes no Universo Marvel. Entretanto, alguns personagens são esquecíveis.

O grande vilão Garra Sônica não passa de um homem louco. Alguns fãs podem ter ficado esperando sua transformação completa, mas, só ficaram na esperança mesmo. Ulysses Klaue (Andy Serkis) não passa de um vilão genérico e perde o post de vilão do filme para Erik Killmonger, interpretado por Michael B. Jordan.

 

 

O que o filme propõe quase foi cumprido. Ele alcança o seu diferencial, talvez uma nova concepção para os filmes da Marvel. Um filme que foge totalmente dos padrões e que traz a atuação de grandes atores. Mas, mesmo assim, não é grande coisa.

 

 

História

 

A história, infelizmente, não é das melhores. Não é a melhor história, no entanto, também não é a pior.

O filme começa a partir dos eventos de “Capitão América: Guerra Civil”, onde T’Chaka morre. Assim, seu filho T’Challa precisa assumir o trono e, para isso, precisa passar por um ritual de aceitação das cinco tribos. Durante o ritual, as tribos podem indicar um lutador para desafiar T’Challa e conseguir o trono.

Os dois primeiros atos se desenrolam de forma correta e harmoniosa, mostrando ao seu público a visão e ideologia de cada personagem.

Vimos o conceito de tecnologia de Wakanda e o porquê dessa tecnologia ser superior a tecnologia que já conhecemos nos últimos filmes Marvel. Além disso, temos uma grande evolução no traje do Pantera Negra, que talvez nos dê uma pista da próxima armadura do Homem de Ferro em Guerra Infinita.

Já no último ato, o longa se mostra um pouco fraco, trazendo uma trama entre vilão e herói bem previsível e com cenas que acabam por serem cansativas entre as transições das cenas de combate.

A velha história de disputa pelo trono – saudações Loki – se repete e assim, se torna um pouco clichê.

Talvez o filme tente forçar uma imagem de épico como alguns outros filmes da Marvel, no entanto, não consegue atingir seu objetivo.

 

 

Vale a pena assistir?

 

Pantera Negra é um filme diferente de todos os outros da Marvel e você sentirá isso desde o início. O filme traz à tona debates atuais como a força feminina e a luta das raças.

Cheio de frases marcantes e discursos fortes, Pantera Negra, com certeza, deixa sua marca na atual geração. Mas, será que isso é o suficiente para fazer com que seja um filme memorável? Teremos que esperar para ver.

Não podemos nos esquecer das 2 cenas pós-créditos.

Na primeira, vemos T’Challa em uma reunião com representantes da ONU e dizendo que Wakanda passará a compartilhar sua tecnologia com o resto do mundo. Nessa hora podemos ver o quanto o resto do mundo é cético com “países de 3º mundo”. Um baita tapa na cara de muitas nações.

Nessa cena, também podemos ver Everett Ross (Martin Freeman) no fundo da sala, o que indica que o personagem sobrevive à explosão do laboratório.

Na segunda cena, podemos ver Bucky Barnes acordando em uma tenda em Wakanda, ainda sem seu braço metálico. Shuri o cumprimenta e, pelo que parece, Barnes está realmente curado e pronto para a ação.

Pode-se entender que Shuri criará um novo braço feito de Vibranium para o personagem que estará em Guerra Infinita.

 

O filme é bom, mas corre o risco de não se tornar memorável.

 

 

 

 

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