Crítica | Zumbilândia: Atire Duas Vezes

Crítica | Zumbilândia: Atire Duas Vezes
 

Continuação de Zumbilândia é tão engraçado quanto o primeiro longa

Quando a Sony Pictures, anunciou o retorno do diretor Ruben Fleischer para a continuação de Zumbilândia, dez anos depois do lançamento do primeiro longa em 2009. Os fãs viram com bons olhos, já que a empresa, trouxe também a dupla de roteiristas Paul WerneckRhett Reese, que recentemente ambos trabalharam em Deadpool

Crítica sem Spoiler!

Já em Zumbilândia: Atire Duas Vezes, o trio teve a dura missão de remontar todo caos instaurado no mundo pós-apocalipse, passados dez anos dos acontecimentos da pandemia que se alastrou pelo planeta. Os roteiristas conseguiram encaixar p timing para o humor de alguns personagens na trama, deixando a continua mais engraçada que o primeiro longa.  

Não é de hoje, que nós seres humanos necessitamos de algo para nos inspirar em continuar. Talvez o grande comodismo de estar vivendo em um local sem grande perigo eminente, tal como, a Casa Branca, onde conseguiram extirpar toda ameaça zombie e viver no tão e esperado ‘lar doce lar’, seja fundamental para o ostracismo. Porém, toda tranquilidade, seja a real reviravolta para o grupo retornar a ativa. 

Zombis evoluídos? 

Os zumbis agora são separados por classes, considerando que eles evoluíram. O primeiro da lista são os Homer — o nome já diz, basta pegar a referência que tudo fará sentido. eles não sabem diferenciar um humano de uma borboleta. Os Stephen uma clara homenagem ao físico Stephen Hawking, são zumbis inteligentes capazes de infiltrar-se em locais considerados seguros. Tem também os chamados “Bolt“, outa homenagem a uma celebridade, o esportista Usain Bolt; são zumbis implacáveis, ferozes e com super velocidade. Poderá causar grande problema a grupo. 

O rumo de cada personagem na trama 

Jesse Eisenberg retoma seu papel interpretando Columbus, agora de forma mais madura, e com uma narrativa sempre explicando cada nova ação das regras que o grupo estabeleceu para preservar suas vidas — Uma espécie de Guia de Sobrevivência, seria um título ideal para descrever essas regras. 

Emma Stone (Wichita), parece ter se divertido bastante durante as filmagens, já que os momentos cômicos são quando a atriz está presente nas cenas. Ademais, sua personagem no longa, que sempre quis maior maturidade em Columbus, acaba surpreendida com sua mudança e suas atitudes podem mudar o futuro dos dois. Abigail Breslin, a Little Rock agora já crescida, ambas se tornam melhores amigas, e responsável para a mudança de ritmo, dão um rumo importante na trama, sendo um ponto fundamental para a nova jornada do grupo. Little Rock não é mais uma menininha, isso se confirmar ao encontrar Berkeley (Avan Jogia), um pseudo hippie que consegue roubar o coração da destemida Little. e vira seu par romântico. 

O que seria de Zumbilândia sem o canastrão Tallahassee, personagem de Woody Harrelson. Harrelson aparece na continuação como uma espécie de um paizão de todos. Que chega ser sufocante até mesmo para Little Rock. Entretanto, as piadas ácidas do seu personagem continuam sendo um dos pontos altos do longa. Principalmente, quando Tallahassee contracena com a hilária dupla Albuquerque (Luke Wilson) e Flagstaff (Thomas Middleditch), uma espécie de sósia de Tallhahassee e Columbus. Aliás, Flagstaff, tem até mesmo regras de sobrevivência parecida com as criadas por Columbus. 

Clichês válidos nos tempos atuais?

Mas, com um humor negro o estereótipo da loira burra. É representado no filme na personagem Madison, interpretado por Zoey Deutch (The Politician). Pode até parecer um clichê nos tempos atuais, no entanto, suas cenas com Wichita, Emma Stone, são momentos para grandes risadas e descontração para quebrar o gelo — Você fica se perguntando como ela conseguiu sobreviver por tantos anos. A incapacidade de Madison causa grande rejeição do grupo quarteto.  

Outros personagens secundários que ditam o ritmo na trama são Nevada (Rosario Dawson), apesar de pouco explorada Dawson, não compromete sua atuação, dando conta do recado e roubando coração de um personagem do quarteto. Os hippies, uma comunidade que prefere viver enclausurados, numa espécie de fortaleza de um prédio abandonado, não passam de meros coadjuvantes.

O grande problema de Zumbilândia 2 é não parecer ser uma continuação, e sim, uma descrição do que aconteceu no mundo, nesse hiato de 10 anos do primeiro filme. Por outro lado, o longa é uma boa pedida para assistir em dias de grande tédio. A cena pós-crédito é suficiente para você querer rever diversas vezes, trazendo um antigo personagem icônico de Zumbilândia.

Nota do crítico

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