Crítica - Desejo de Matar: 'Bruce Willis' estrelando o remake do clássico
Bruce Willis estrelando o remake do clássico desejo de matar.

Desejo de Matar não é um filme com uma história e roteiro inovadores, mas nos traz questões sociais muito atuais e discutidas no nosso cotidiano.

 

“Fazer Justiça com as próprias mãos é certo ou errado?”

 

É a questão que o filme deixa para seus espectadores decidirem. O filme pode ser sanguinolento, mas a questão que ele deixa justamente para nós é essa. Cada um pode sair da sala de cinema com seu pensamento sobre o que foi passado no filme.

Desejo de Matar tem a clássica história dos filmes antigos de ação e por isso se torna “fiel” ao que ele promete, já que se trata de reboot e a fidelidade ao primeiro filme é essencial, de uma séries de filmes estrelados pelo já falecido ator Charles Bronson. É importante observar que mesmo com uma violência exagerada e pesada em alguns momentos, ela é dosada, não é algo grotesco. Na real o roteiro é bem pé no chão, sendo bem equilibrado no que quer passar. Existem até mesmo alívios cômicos no filme, fazendo com que o espectador consiga relaxar no meio de tanta tensão.

 

 

Bruce Willis interpreta Paul Kersey, aquele típico personagem de filme de ação que o ator parece adorar – sua marca “Bruce Willis” em cada personagem trabalhado é interessante e, nesse caso, é divertido para quem gosta e está acostumado com esse gênero de filme.

Outro ponto importante que o roteiro trabalha e satiriza é o porte de armas nos Estados Unidos, fazendo com que o espectador pense: “Será que o porte de armas para qualquer pessoa é algo bom?”.

O roteiro tenta ser implacável na história que quer passar e ele consegue, mas possui algumas falhas. Em alguns momentos

o roteiro faz com que os eventos ocorram muito rápido, o que não deixa espaço para o desenvolvimento do personagem e de algumas cenas que exigiam mais desenvolvimento emocional. O longa tem direção de Eli Roth de (Bata Antes de Entrar, estrelado por Keanu Reeves).

 

Do lado esquerdo Bruce Willis repetindo o gesto do Ator Charles Bronson.

As cenas de ação com toda certeza deram a característica do filme, não são massivas e desenfreadas. A fotografia do filme conseguiu passar a essência necessária, que é algo frio, propicio para o que o filme quer tratar.
Desejo de Matar não é um marco dos filmes de ação, mas é um ótimo filme para reflexão e também é ótimo para quem gosta de bons filmes de ação.

 

O Desejo de Matar entra em cartaz dia 10 de maio nos cinemas brasileiros.

 

Assistiu ao remake do longa? Qual foi o seu preferido,  a versão clássica com Bronson ou remake com Willis? Deixe nos comentários.

 

 

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