Passaram-se quase seis anos desde que foi anunciado o live-action de Metal Gear Solid para os cinemas, um dos grandes marcos da indústria dos games. Após quase 40 anos de franquia e com o recente remake Metal Gear Delta: Snake Eater (2025), estava na hora de novidades na produção do filme — que inicialmente contava com o roteirista Derek Connolly (Kong: A Ilha da Caveira) escrevendo a adaptação; e produção de Avi Arad (Venom). Ambos deram lugar, segundo a Sony Pictures, à dupla Zach Lipovsky e Adam B. Stein, que assumem agora a direção do projeto. Vale destacar que a mudança não foi só nos diretores, com a entrada da dupla, o roteiro original de Connolly também ficou para trás.
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Foi tanto tempo de poucas informações que eu havia esquecido da matéria que escrevi em 2020. Na ocasião, informei aos leitores que o ator Oscar Isaac, conhecido por dar vida ao piloto Poe Dameron na trilogia sequencial de Star Wars, iria viver o próprio Snake. Com o longo atraso da produção, tudo indica que o ator deixou oficialmente o elenco; já que seu nome não foi mencionado em nenhum momento na nova atualização da Sony Pictures.
A série de ação furtiva da Konami, apesar de ter um público mais nichado, possui um apelo instigante. Afinal, é uma história sobre um espião tentando adentrar em locais quase inacessíveis, o que lembra filmes como Rambo, 007 e até Missão Impossível.
Lipovsky e Stein chegam com um currículo que justifica a confiança. Juntos foram eles que ressuscitaram a franquia Final Destination com Premonição 6: Laços de Sangue (2025), primeiro filme da saga em quase 14 anos; que arrecadou US$ 317 milhões mundialmente com orçamento de apenas US$ 50 milhões. Antes disso, a dupla já havia chamado atenção com Freaks, ficção científica independente que foi um dos maiores destaques de vendas no Festival de Toronto — e cuja sequência está atualmente em pós-produção.
Em declaração ao The Hollywood Reporter, a dupla não escondeu o entusiasmo: afirmaram que Metal Gear Solid foi uma obra revolucionária que transformou os videogames para sempre; e que estão honrados em trazer os personagens icônicos de Hideo Kojima à vida.

Hideo Kojima, como desenvolvedor e visionário — hoje à frente de seu próprio estúdio, a Kojima Productions —, deveria fazer um cameo no filme mesmo fora dos trabalhos atuais da franquia. Provavelmente terá créditos, mas aparecer como personagem, ainda que coadjuvante e passando de relance, seria uma grande homenagem ao criador.
Com certeza, o filme terá que ser único para evitar comparações com produções já existentes e conquistar a aceitação do público. O caminho mais inteligente talvez seja o mesmo que se discute na adaptação de Mass Effect: quando o novo CEO de TV da Amazon MGM Studios pediu que o roteiro não fosse um fanservice puro. Um filme acessível a quem nunca jogou atrai curiosos e aumenta a lucratividade — e nisso eu concordo.
Por fim, o filme inspirado no universo de Metal Gear Solid, incluindo todas as versões de Snake, ainda não possui uma data de lançamento oficial.
