O nosso “mão santa” Oscar Schmidt, histórico jogador brasileiro de basquete e exemplo de atleta para muitos, influenciou gerações a escolherem este esporte. Recentemente, ele faleceu no dia 17 de abril de 2026, aos 68 anos em decorrência de complicações no tratamento do câncer no cérebro.
Draftado na sexta rodada do Draft da NBA de 1984 pelo New Jersey Nets, hoje conhecido como Brooklyn Nets, Schmidt optou por não seguir seu sonho na maior liga de basquete do mundo para defender a Seleção Brasileira. Essa decisão ficou marcada na história quando o Brasil venceu os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987. O feito obrigou o comitê norte-americano a revogar a proibição que impedia jogadores da NBA de representarem seus países.
Na safra de 1984, considerada uma das mais talentosas da história do basquete, o atleta dividiu espaço com nomes que marcaram época, como Michael Jordan, Hakeem Olajuwon, Charles Barkley e John Stockton. Ou seja, jogadores de nível extremamente competitivo daquela geração e o peso dos talentos que estavam em disputa direta naquele cenário.
O Maior do Basquete Brasileiro Merece Estar no Jogo
Naquela final histórica, nosso “mão santa” marcou 46 pontos em um desempenho épico. Mais uma vez, Oscar Schmidt mostrou sua importância para o basquete mundial.
Apesar de a 2K Games não incluir jogadores que nunca atuaram na NBA, sabemos dos esforços da liga para se tornar popular no Brasil. Eventos anuais e produtos licenciados da National Basketball Association estão em grande ascensão no país. Um exemplo é a NBA House 2026, que ocorrerá em São Paulo, no Shopping Eldorado, de 3 a 21 de junho. A edição deste ano celebra 10 anos de eventos da liga no Brasil.
A participação do Orlando Magic e do Charlotte Hornets no Brazil Night, realizado no Kia Center, em Orlando (Flórida), no dia 22 de janeiro de 2026, reforça esses esforços. O próprio Clube de Regatas do Flamengo, última equipe profissional de Oscar Schmidt, disputou amistosos com franquias da NBA, com grande repercussão em território nacional. Iniciativas como essa ajudam a difundir ainda mais essa modalidade por aqui.
A NBA considera o Brasil um dos seus principais mercados internacionais fora da China. Isso mostra que a liga aposta no público brasileiro — e a 2K pode crescer junto com esse movimento. No último ano, a franquia marcou presença oficial com um estande na CCXP25, o maior evento de cultura pop da América Latina e um dos maiores do mundo. Isso demonstra que o marketing sabe que conquistar o mercado nacional pode render bons dividendos.
Por Que a 2K Não Pode Ignorar Oscar Schmidt
O Brasil possui uma tradição consolidada no basquete mundial, tendo revelado mais de 18 jogadores que já atuaram oficialmente na NBA. Entre eles estão Nenê Hilário, Leandro Barbosa, Anderson Varejão, Tiago Splitter, Bruno Caboclo, Raul Neto, Cristiano Felício, Vitor Faverani, Lucas Nogueira e o atual Gui Santos. Recentemente, o país também começou a marcar presença nos bancos técnicos. Tiago Splitter se tornou o primeiro técnico brasileiro da história da NBA como head coach do Portland Trail Blazers. Vitor Galvani, por sua vez, foi eleito o melhor treinador da temporada 2025/26 da NBA G-League.
Homenagear Oscar Schmidt, maior ídolo da história do basquete brasileiro e um dos maiores pontuadores de todos os tempos, seria não apenas um reconhecimento justo a uma lenda mundial. Seria também uma forma poderosa de conectar a 2K com o público brasileiro, que já compra os jogos da franquia mesmo sem tradução oficial e acompanha com paixão o crescimento da NBA no país. Mesmo que como DLC ou no modo MyTeam, a inclusão seria importante e agradaria os fãs que consomem a franquia na indústria dos games.
Em 2013, Oscar foi incluído no Hall da Fama do basquete mundial, localizado nos Estados Unidos, em Massachusetts. Além disso, recebeu convite especial para o Jogo das Estrelas de 2017, durante o fim de semana do tradicional All-Star Game. São reconhecimentos que apenas os grandes atletas com papéis decisivos no esporte costumam receber.

Esses são alguns dos motivos para a Take-Two ter um olhar diferenciado para a nossa estrela e adicionar o jogador como conteúdo adicional ao game. Sabemos que os acordos envolvendo jogadores que não passaram pela NBA funcionam de forma totalmente diferente, envolvendo família e associações, sem um contrato pré-estabelecido com a liga. Mas o legado e a importância de Oscar Schmidt tornam esses detalhes superáveis, caso o estúdio realmente deseje incluí-lo no NBA 2K27, cuja edição deste ano ainda será lançada para consoles e PC.
Sentiremos sua falta. Tive a oportunidade de conhecê-lo durante minhas coberturas no jornalismo. Esta é a minha homenagem ao nosso eterno camisa 14 da Seleção Brasileira.
