A apresentação exibida durante o State of Play de agosto aprofundou a história de Soul, protagonista de Phantom Blade Zero. Após ser acusado pela morte de seu líder e traído por antigos companheiros, ele é atingido no coração durante um duelo contra Zhang, seu irmão de sangue. Soul sobrevive graças ao misterioso curandeiro conhecido como Flesh Sculptor, mas recebe uma condição fatal: ele terá apenas 66 dias de vida para encontrar uma cura.
A jornada leva Soul até Pongchen, uma região marcada pelo conflito entre diferentes facções, segredos e ameaças. O protagonista encontrará antigos guardiões que sucumbiram à escuridão, guerreiros presos a códigos quebrados e inimigos que não podem ser derrotados apenas pela espada. As escolhas feitas durante a aventura também terão impacto no caminho seguido pelo personagem.
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O jogo também apresentou melhor a construção de seu mundo. A aventura passa por vilarejos, vales, lagos e territórios dominados por bandidos, além de locais como um armazém abandonado repleto de marionetes, uma torre movida a vapor e uma área que pode ser atravessada com uma embarcação de alta velocidade.
Apesar da escala apresentada, a S-Game esclareceu que Phantom Blade Zero não será um jogo de mundo aberto nem uma experiência completamente linear. O mapa é dividido em regiões conectadas, representadas por oito mapas chineses pintados à mão. Eles servem como uma orientação inicial para o jogador, que poderá explorar os ambientes em busca de inimigos ocultos, missões secundárias, tesouros raros e pistas importantes para a história.

O combate continua sendo um dos principais elementos da experiência. Soul terá acesso a 30 armas principais e outras 25 armas secundárias chamadas de Phantom Edges. Cada equipamento possui características próprias, como a espada de estilo bêbado, que aumenta a capacidade de evasão do personagem, e as lâminas White Serpent e Crimson Viper, que podem ser utilizadas em conjunto para ataques de diferentes alcances.
A variedade também aparece contra inimigos protegidos por escudos ou grupos numerosos. Nesses casos, o jogador poderá recorrer a armas como punhos de ferro, martelos e o Tiger Cannon, capaz de atingir inimigos à distância. Outra possibilidade apresentada foi o uso de armas capazes de lançar chamas contra grupos de adversários.
Progressão em Phantom Blade Zero
O sistema de progressão vai além dos atributos básicos. Melhorar uma arma libera novas formas e técnicas de combate, permitindo que cada equipamento desenvolva um estilo próprio e imersivo. Também será possível utilizar o Reforging Talisman para redefinir o nível de uma arma, recuperar os materiais investidos nela e transferi-los para outro equipamento.

Além disso, a S-Game também apresentou diferentes opções de dificuldade. O Wayfarer oferece uma experiência mais acessível e cinematográfica, enquanto o Hellwalker aumenta o desafio e faz com que os chefes reajam ao posicionamento e aos hábitos do jogador em tempo real, em vez de dependerem apenas de padrões fixos.
Já o modo 66 Days transforma a limitação de tempo da história em uma mecânica de gameplay. Cada derrota consome parte dos 66 dias disponíveis para Soul, e, quando o contador chega ao fim, ocorre a morte permanente. A proposta coloca ainda mais pressão sobre o jogador durante sua jornada.

Para encerrar a apresentação, a S-Game mostrou um longo confronto contra um dos chefes do jogo, destacando a velocidade dos combates, a variedade de movimentos e a necessidade de alternar entre ataques, bloqueios e esquivas. A batalha reforçou a proposta de Phantom Blade Zero de combinar artes marciais chinesas tradicionais com a estética que o estúdio chama de Kung Fu Punk.
Por fim, o jogo será lançado oficialmente em 29 de outubro de 2026 para PlayStation 5 e PC Windows via Steam.
