Retrospectiva 2025: Os Fatos que Marcaram Games, Filmes, Séries e Tecnologia

Os principais acontecimentos noticiados pelo MeUGamer no ano de 2025

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O ano de 2025 foi marcado por extremos, e esta retrospectiva reúne alguns dos acontecimentos que mais geraram debates ao longo do período. Entre sucessos estrondosos, frustrações inesperadas, avanços tecnológicos e despedidas que abalaram a indústria do entretenimento, games, cinema, séries e tecnologia viveram um período de intensa transformação. A seguir, os principais acontecimentos que ajudaram a definir o ano.

Um fenômeno chamado Minecraft no cinema

A estreia de Um Filme Minecraft se transformou em um dos maiores eventos culturais do ano. A adaptação do jogo mais vendido da história não apenas dominou as bilheteiras, como também virou um fenômeno social, com sessões lotadas e reações espontâneas do público. O sucesso consolidou de vez a força das adaptações de videogames no cinema. Além de centenas de produtos licenciados em diversos países, inclusive o Brasil.

Também Stranger Things 5 foi um campeão de licenciamento de marcas dos mais diversos setores. A série da Netflix novamente trouxe bons dividendos para gigante do streaming com sua temporada final.

Um novo jogo do ano muda o debate nos games

Clair Obscur: Expedition 33 surpreendeu o mercado ao se tornar o grande destaque do ano. O RPG recebeu múltiplas premiações e chamou atenção por apostar em narrativa autoral, identidade visual forte e mecânicas pouco convencionais, reforçando o espaço de jogos fora do circuito tradicional de grandes franquias. Eleito jogo do ano durante o The Game Awards 2025. Contudo, gerou polêmica como seus desenvolvedores confirmaram utilização de inteligência artificial.

Cena em Clair Obscur: Expedition 33
Cena do jogo caputura

A frustração em torno de GTA 6

Mesmo sem ser lançado, Grand Theft Auto 6 voltou ao centro das discussões em 2025 por conta de novos adiamentos. A decisão da Rockstar reacendeu debates sobre ciclos de desenvolvimento cada vez mais longos e o peso das expectativas em torno de grandes produções. A empresa demitiu alguns desenvolvedores que estavam participando de um sindicato com alegação de vazamento de informações.

O avanço da inteligência artificial nos jogos

A IA deixou de ser apenas uma ferramenta de bastidores e passou a influenciar diretamente jogabilidade, narrativa e produção de conteúdo. NPCs mais reativos, sistemas dinâmicos e até vozes sintéticas geraram entusiasmo, mas também preocupação entre profissionais e jogadores. Os navegadores de internet de busca passam ter como prioridade IA nas respostas quando o usuário efetua alguma pesquisa.

MeUGamer no Google Gemini
Imagem do Google

Greves e debates sobre direitos criativos

Após meses de paralisações, atores de voz e profissionais de captura de movimento chegaram a acordos que estabeleceram limites mais claros para o uso de IA em produções digitais. O movimento expôs tensões antigas da indústria e marcou um avanço importante na discussão sobre direitos autorais e trabalho criativo.

The Last of Us divide opiniões com sua segunda temporada do live-action

A segunda temporada da série ampliou ainda mais o alcance da franquia, entretanto, sua audiência e engajamento foram menores. Fãs e jogadores criticaram como foi conduzida e se distanciou e muito da trama original.

Flops que também marcaram o ano

Nem tudo funcionou como esperado. Séries e jogos com grandes orçamentos falharam em conquistar público e crítica, seja por problemas técnicos, roteiros fracos ou decisões criativas mal recebidas. MindsEye, jogo que deveria ser um GTA futurista, acabou entregando um título com problemas técnicos e alguns momentos quase impossível de jogar. Assim sendo, o título é considerado “Flop do Ano“. Call of Duty: Black Ops 7 acabou não superando as expectativas dos fãs, trazendo uma trama confusa e desagradando sua base. Esses fracassos serviram como alerta para um mercado cada vez mais exigente.

A tecnologia em crise e em evolução

2025 também ficou marcado por falhas em grandes serviços digitais, instabilidades em plataformas e críticas a decisões corporativas. Ao mesmo tempo, novos dispositivos e soluções baseadas em IA avançaram rapidamente, mostrando um setor em constante tensão entre inovação e confiabilidade. Servidores como os do Cloudflare derrubaram milhões de sites globalmente devido sua instalabilidade, inclusive o X (antigo Twitter).

A cultura pop dominada por continuações e nostalgia

Reboots, sequências e universos compartilhados seguiram dominando o cinema e as séries. A aposta em marcas conhecidas mostrou força comercial, mas também levantou questionamentos sobre originalidade e risco criativo.

Eventos redefinem o calendário do entretenimento

Feiras, premiações e convenções ganharam ainda mais relevância, com transmissões globais e anúncios pensados diretamente para o público digital. O modelo híbrido se consolidou como padrão. The Game Awards 2025, Summer Game Fest, Tokyo Game Show, BGS, CCXP, gamescom, são alguns dos eventos que receberam maior atenção neste ano.

The Town 2025 logo
Imagem reprodução

O impacto dos preços e modelos de monetização

Aumentos em jogos, assinaturas e microtransações geraram debates acalorados. Este ano, consumidores passaram a questionar com mais força o custo real de experiências digitais. Serviços do Xbox Game Pass, console do Nintendo Switch 2 e PlayStation 5, adicionaram incertas na indústria dos games. Também para periféricos como Placa de Vídeo, Armazenamento de disco tiveram um aumento considerável.

Xbox e o risco de colapso, o que eles estão pretendendo.
Imagem reprodução/Jefão Calheiro

IA e ética no centro das discussões

Casos envolvendo deepfakes, personagens virtuais e uso indevido de tecnologia ampliaram o debate sobre limites éticos. O tema deixou de ser técnico e passou a fazer parte do debate público. Publicações virais como inspirações ao Studio Ghibli atiçou o debate sobre propriedade intelectual.

Streaming segue moldando hábitos e monopólio de gigantes

Plataformas continuaram ditando tendências, influenciando formatos de narrativa, duração de episódios e estratégias de lançamento. O consumo sob demanda se manteve como eixo central do entretenimento. Gigantes do entretenimento entrando em disputa direta por monopólio, como Netflix e Paramount Skydance com propostas agressivas para aquisição da Warner Bros Discovery.

Outro detalhe é sobre a Electronic Arts adquirida por um grupo de investimento saudita, algo que poucos imaginariam.

A hipótese do blefe: Netflix mirando 2,8 bilhões da Warner
Imagem reprodução

O crescimento dos jogos como serviço

Modelos live service mostraram força, mas também desgaste. Alguns títulos prosperaram com atualizações constantes, enquanto outros perderam relevância rapidamente. No entanto, Marvel Rivals superou todas as expectativas e ARC Raiders uma surpresa agradável, juntos entraram para o top 25 da plataforma Steam dos jogos mais jogadores de todos os tempos.

Os jogos independentes também foram os grandes deste ano. Hollow Night: Silksong, conseguiu uma façanha de ter quase 600mil usuários simultâneos na plataforma Steam. Sem mensurar todas as demais plataformas de consoles que o título foi lançado. Outro indie controverso é Schedule I, atraindo mais de 459 mil usuários para seu universo de contrabando.

Perdas que abalaram a indústria

O ano também foi marcado por despedidas importantes. A morte de Vince Zampella, um dos nomes mais influentes da história dos games, simbolizou o impacto humano por trás de uma indústria frequentemente associada apenas à tecnologia e ao lucro. Seu legado permanece vivo em franquias que definiram gerações. Responsável por trabalhos míticos na indústria com Call of Duty, Medal of Honor, Titanfall, Apex Legends, Star Wars Jedi e o mais recente Battlefield 6, considerado o maior sucesso da franquia. Essa perda é um grande para seus parentes e colegas que trabalhavam diretamente com o diretor de jogos.

Vince Zampella faleceu em 2025
(Divulgação)

A consolidação do Brasil no cenário global

O cinema nacional viveu um de seus momentos mais simbólicos com a vitória de Ainda Estou Aqui no Oscar, consolidando o filme como um marco histórico para o Brasil. A produção, que já vinha sendo amplamente discutida e elogiada desde sua estreia, levou a estatueta e colocou novamente o país no centro do cinema mundial.

A conquista representou o reconhecimento internacional de uma obra profundamente ligada à memória, à identidade e à história brasileira. O impacto foi imediato: o filme voltou a ser debatido nas redes, impulsionou sessões especiais nos cinemas.

"Ainda Estou Aqui" faz história ao vencer o Oscar 2025 de Melhor Filme Internacional
Imagem reprodução

A força das comunidades

Fóruns, redes sociais e plataformas de vídeo continuaram sendo espaços centrais de debate, crítica e mobilização. As comunidades tiveram papel decisivo no sucesso — ou fracasso — de diversos projetos. Com isto, obrigaram estúdios planejar seus lançamentos, é o caso de Marathon da Bungie e atém mesmo o lançamento de Assassin’s Creed Shadows da Ubisoft. O apelo foi observado também no surpreendente Dispatch, jogo narrativo dos veteranos da ex-telltale Games, agora Adhoc Studios.

Artistas internacionais retornam ao Brasil e grandes eventos colocam o país no centro da música

O Brasil voltou a figurar com força no circuito internacional da música. Artistas como Mariah Carey, Katy Perry, Jessie J, Camila Cabello e Bruce Dickinson retornaram ao país após longos períodos sem se apresentar por aqui, enquanto o Sex Pistols, agora com Frank Carter nos vocais, protagonizou um dos reencontros mais comentados do período.

Os shows, muitos deles integrados a grandes eventos e festivais, registraram alta demanda de público e ampla repercussão fora do país, mostrando o Brasil como um mercado estratégico para turnês internacionais e ampliando a visibilidade do país no cenário da música ao vivo.

A tensão entre processos criativos humanos e soluções automatizadas se tornou um dos grandes dilemas do ano, especialmente em jogos e audiovisual.

Lemon Game Awards

O MeUGamer trouxe seu tradicional Lemon Game Awards, transmitido através do YouTube, ao qual diversas categorias premiaram os mais diversos jogos, com Black Myth Wokong como o grande vencedor.

O que fica para 2026

Ao encerrar 2025, fica claro que o entretenimento e a tecnologia seguem em transformação acelerada. As decisões tomadas neste ano devem moldar os rumos de jogos, filmes e séries pelos próximos ciclos.


Esta retrospectiva de 2025 não tem caráter crítico, mas comparativo, ao reunir algumas das transformações observadas nas mais diversas áreas da indústria do entretenimento, tecnologia e games. O objetivo é contribuir para reflexões e melhorias, entendendo que indicações, debates e controvérsias fazem parte de um ambiente saudável e plural. Que 2026 seja um ano positivo, marcado por transformações, novas ideias e diálogo, sem polarização.

Gamernéfilos, comentem aqui!

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