Windrose mostra por que o acesso antecipado é o melhor caminho para jogos independentes

Jogo inspirado em piratas estreia no acesso antecipado e mostra o modelo ideal para indies sobreviverem ao mercado

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Recentemente, comentei sobre o jogo SAMSON, que deveria ter sido lançado no acesso antecipado para receber o feedback da comunidade. Assim, conseguiria um valor para financiar e melhorar os detalhes finais do jogo, podendo ser lançado com a satisfação do público. Quando comentei isso, parecia ser algo de outro mundo, mas novamente um estúdio independente prova que o acesso antecipado é sinônimo de construir uma comunidade que apoia o título antes mesmo do lançamento.

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Vista em primeira pessoa do deck de um navio pirata em Windrose, com canhões posicionados nas laterais e tripulação ao fundo durante navegação em mar aberto
Deck do navio — Reprodução

Sei que vão alegar que a Pocketpair, responsável por Palworld, é uma das distribuidoras do jogo. Contudo, ela está envolvida na publicação e não diretamente no desenvolvimento. Além disso, a Pocketpair ficou mundialmente conhecida por sua franquia inspirada em personagens de outras franquias, furando a bolha. Em outras palavras, se não fosse isso, continuaria sendo apenas uma pacata desenvolvedora buscando oportunidade com seus projetos.

Vale lembrar que esse modelo já provou seu valor no mercado. Palworld ultrapassou 25 milhões de jogadores no primeiro mês de acesso antecipado. Hades II acumulou críticas extremamente positivas antes mesmo de chegar à versão final. Enshrouded alcançou mais de 3 milhões de jogadores nos primeiros meses. Manor Lords, desenvolvido por apenas uma pessoa, quebrou recordes de wishlists na Steam. Schedule I explodiu em popularidade só no boca a boca, sem publisher grande por trás.

Windrose conseguiu trazer mais de 100 mil usuários nas primeiras horas de lançamento e bateu, no primeiro fim de semana, mais de 135 mil jogadores na plataforma Steam.

Personagens jogadores explorando uma área de mercado em Windrose, com interface de inventário visível e ambiente de porto pirata iluminado ao fundo
Área de mercado/porto — Reprodução

O álibi que protege e o compromisso que obriga

Dito isso, podemos retomar o foco em Windrose. Esse período de desenvolvimento com sua lucratividade dará um fôlego ainda maior ao jogo final. O título possui inspirações em jogos que conhecemos, mas com identidade própria. Poderia ter sido lançado como versão final e claramente geraria uma enchurrada de reclamações. Com os usuários sabendo que estão em um acesso antecipado, cada problema é visto como um novo feedback para correções, evidenciando qualquer reclamação. Pois, seus devs possuem um álibi — um problema que seus responsáveis têm que resolver antes do lançamento, para evitar massacres de críticas.

Utilizando o Unreal Engine 5 da Epic Games, o jogo traz detalhes instigantes. Como o título ainda está em desenvolvimento, existirão locais que precisam de melhor polimento. Quedas de frames podem ser uma causa, por isso os hotfixes dos patches de correção vão atualizando esses problemas.

Uma aventura de sobrevivência jogador versus ambiente, o famoso PvE, na Era dos Piratas. Visto que é uma temática onde trouxe sucessos em jogos como Sea of Thieves. Nesse o usuário pode criar e construir locais únicos e jogar com os amigos, o que é interessante nos jogos atuais. Eles [Kraken Express] intitulam o jogo como um soulslikes em um mundo de piratas que só os mais astutos podem sobreviver.

Apesar de ter um longo caminho pela frente até o lançamento oficial, o sucesso nas vendas, com um preço acessível para os brasileiros por menos de R$ 100 e com legendas e interface em português do Brasil, só mostra que publicações nesse nível podem trazer um resultado satisfatório quando o título oficialmente ficar disponível para todos os jogadores.

Por fim, Windrose está disponível no acesso antecipado na plataforma Steam para PC Windows desde 14 de abril de 2026. Marujos estejam prontos para o próximo posto de caça ao tesouro!

Jefão Calheiro
Jefão Calheiro
Apaixonado por games, filmes de ficção científica, séries e tudo que envolve tecnologia e inovação, com mais de 15 anos de experiência comentando e analisando esses temas. Além disso, sou curioso por astronomia e, nas horas vagas, tento observar o cosmos como um astrônomo amador. Acredito no poder das opiniões e no respeito à diversidade de pensamentos. Em minhas análises, busco compartilhar conhecimento de maneira clara e acessível, ajudando o público a se conectar com as novidades do mundo do entretenimento e da tecnologia. Ah, e como bom flamenguista, vibro junto com o maior clube brasileiro, o Flamengo! Vamos, gamernéfilos, porque todo dia tem novidade nesse universo em constante expansão. =)

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