Se tem algo que eu preciso destacar em Marvel’s Wolverine, mesmo diante de todas as críticas que o jogo vem recebendo, é a sua trilha sonora original.
A música ficou sob responsabilidade do compositor David Fleming, que pode não ser um nome tão conhecido do grande público, mas já possui trabalhos em grandes produções de cinema e televisão. Entre seus créditos estão Superman (2025), Duna: Parte Dois, Top Gun: Maverick e a série The Last of Us. No caso de Marvel’s Wolverine, essa é a primeira vez que Fleming trabalha em um projeto de videogame.
E dá para perceber isso durante a campanha.

A trilha sonora original conta com 21 faixas, lançadas oficialmente em 28 de agosto, antes mesmo da chegada do jogo ao PlayStation 5. Ao todo, são cerca de 80 minutos de música composta para acompanhar Logan em diferentes momentos da aventura.
Sua intensidade é instigante, é como a música consegue acompanhar o movimento de Logan, suas ações e também aqueles momentos em que o personagem precisa simplesmente parar e contracenar com outros personagens. Durante uma luta, a trilha ganha outro carisma. Em momentos mais emocionais, ela muda de comportamento. Quando o jogo precisa colocar Logan em uma situação de tensão, novamente a música entra para conduzir aquele momento.
É uma coisa que pode parecer pequena enquanto você está jogando, mas quando você presta atenção, percebe o quanto ela ajuda a construir a cena. Adentramos na questão que considero importante; isso faz Marvel’s Wolverine ser um jogo excelente apenas por causa da trilha sonora? Não.
Mas faz com que o jogo tenha uma identidade musical muito bem definida.
Para mim, uma boa trilha sonora é aquela em que você consegue ouvir alguns segundos e imediatamente associar à produção. Não precisa necessariamente ser uma música que você vai colocar para tocar todos os dias, mas precisa carregar alguma identidade. Pois, Marvel’s Wolverine consegue isso.
A faixa “Logan”, por exemplo, funciona como uma espécie de porta de entrada para essa identidade musical. Ao longo das outras composições, Fleming trabalha diferentes momentos do enredo, passando por músicas mais tensas, momentos de ação e partes em que o jogo precisa diminuir o ritmo para deixar a narrativa respirar.
Isso também ajuda a entender por que a escolha do compositor funcionou tão bem para o personagem.
Wolverine não é um personagem que vive apenas de pancadaria. Existe toda uma construção envolvendo Logan, seus conflitos, suas relações e aquilo que ele representa dentro desse universo. A música precisa acompanhar essas mudanças sem parecer que está apenas preenchendo o silêncio. E é nesse ponto que, na minha visão, David Fleming acertou.
Mesmo que você tenha críticas ao gameplay ou à história de Marvel’s Wolverine, é difícil não reconhecer o trabalho feito na parte musical quando começa a prestar atenção nos detalhes.
A trilha consegue acompanhar a brutalidade das ações de Logan, como também encontra espaço para momentos mais emocionais e contemplativos.
No fim, são 21 faixas que somam pouco mais de uma hora de música, e você pode ouvir a trilha sonora original nas principais plataformas digitais. O álbum foi lançado pela Hollywood Records em 28 de agosto, algumas semanas antes da chegada do jogo, em 15 de setembro.
Eu, particularmente, colocaria a trilha sonora entre os pontos que mais me agradaram em Marvel’s Wolverine. Não porque ela consiga apagar os problemas que encontrei no jogo, mas porque, quando a música entra em cena, existe uma identidade.
E isso é algo que eu valorizo bastante.
Você consegue ouvir uma faixa depois e lembrar daquele momento do jogo, daquela situação ou daquele personagem. Quando uma trilha consegue chegar nesse ponto, para mim, ela cumpriu muito bem o seu papel.
Então fica aqui uma recomendação para quem já jogou Marvel’s Wolverine: dê uma chance para a trilha sonora original separadamente. Coloque os fones, aumente um pouco o volume e ouça as 21 faixas com calma.
Talvez você perceba detalhes que, durante a pancadaria com Logan, acabaram passando despercebidos. O X-men de adamantium possui uma trilha sonora musical única para chamar de sua.
Por fim, o jogo da Insomniac Games publicado pela Sony Interactive Entertainment (sob o selo da PlayStation Studios) está disponível exclusivamente no PS5 desde 15 de setembro de 2026.
Nota editorial: Este artigo não é patrocinado e o MeUGamer não possui vínculo comercial com as empresas citadas. A análise da trilha sonora de Marvel’s Wolverine é um conteúdo autoral, baseado na experiência e opinião do próprio autor.
