Pesquisa Game Brasil (PGB) 8ª Edição

Nesta quarta-feira (07 de Abril) saiu a 8ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), o mais importante levantamento anual sobre o consumo de games eletrônicos no país. Devido a atual situação que o mundo se encontra, com a pandemia de Covid-19, podemos ver o grande impacto que o consumo de games eletrônicos teve no país. Segundo a pesquisa, 75,8% dos gamers brasileiros afirmam jogar mais durante este período difícil.

Confira as Imagens abaixo:

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O estudo ainda mostra a ascensão das classes C, D e E no consumo de games no país; o Smartphone como plataforma preferida para jogar; além de outros indicadores sobre o perfil dos gamers no Brasil, como sexo, etnia, idade e mais.

O estudo é fruto de uma parceria entre Sioux Group, Go Gamers, Blend New Research e ESPM, a PGB 2021 ouviu 12.498 pessoas em 26 estados e no distrito federal. As entrevistas foram realizadas entre os dias 7 e 22 de Fevereiro deste ano (2021):

Guilherme Camargo, Sócio-CEO do Sioux Group e professor na pós-graduação da ESPM – No ano passado, fizemos a pesquisa de campo pouco antes do isolamento social, em Fevereiro de 2020. Com a leitura atual, temos o real impacto ano versus ano que a pandemia gerou na forma de consumo de games digitais e hábitos durante este período.

Estatísticas

De acordo com o estudo, 72% da população do país afirma jogar games eletrônicos. A situação imposta pela pandemia fez com que 51,5% dos jogadores realizassem mais sessões de partidas online com amigos.

Guilherme Camargo, Sócio-CEO do Sioux Group – Além disso, 60,9% do público afirma ter consumido mais conteúdo relacionados a games, e 42,2% disseram ter investido mais dinheiro em games durante o período de isolamento social.

  • De acordo com a 8ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), 72% da população do país jogam games eletrônicos;
  • O estudo mostra a ascensão das pessoas de classe média e da base da pirâmide social (C1, C2, D e E) no consumo de games, representando 49,7% do jogadores na soma;
  • O Smartphone é a plataforma favorita dos brasileiros, com 41,6% da preferência;
  • A maioria dos jogadores se identifica como branca (46%), enquanto pardos e pretos representam 36,7% e 13,6%, respectivamente (50,3%, na soma);
  • Mulheres continuam representando a maioria entre jogadores (51,5%); adultos são o principal público, com 41,1% dos gamers entre a faixa dos 20 aos 29 anos;

Carlos Silva, Head de Gaming na GoGamers – À medida que passamos a ficar mais tempo em casa, o hábito de jogar se tornou mais recorrente e ganhou ainda mais espaço em nosso dia a dia. O distanciamento social se reflete no aumento de interesse em torno da experiência de jogar online, já que foi uma das poucas opções viáveis em tempos de confinamento.

O Perfil do Gamer Brasileiro (sexo, classe social, etnia e idade)

Historicamente, a PGB mostra que as mulheres são maioria entre a comunidade gamer no Brasil. Na 8ª edição não foi diferente: 51,5% do público de games eletrônicos do país é feminino. Esta forte presença está relacionada ao tamanho do mercado de Smartphones, onde existe uma dominância das mulheres (62,2%).

Embora a principal classe social dos jogadores no Brasil seja a média-alta (B2), com 27,6%, com os Smartphones se consolidando cada vez mais como principal plataforma de games no Brasil, é possível identificar uma ascensão das pessoas de classes sociais baixas e médias (C1, C2, D e E) entre o público gamer, representando quase metade dos consumidores de games no país (49,7%, na soma).

A novidade desta edição é que a PGB mapeou a etnia dos jogadores brasileiros: quase metade do público se identificou como branca (46%), enquanto outra grande parcela se identificou como parda ou preta (50,3%, na soma). Em relação à faixa etária, a maioria do público é adulta, com 22,5% possuindo entre 20 a 24 anos e 18,6% entre 24 e 29 anos.

O público de 16 a 19 anos representa 10,3% dos respondentes, enquanto pessoas de 40 anos ou mais de idade constituem 18,9% dos gamers no país. Por questões de ética, o estudo não entrevista menores de 16 anos de idade. Toda essa população, no entanto, é considerada em uma seção especial (Pais, Filhos e Games), dedicada a entender o perfil de consumo desse público pela ótica de seus pais.

Smartphones em Destaque

Seguindo a tendência dos anos anteriores, a 8ª edição da PGB mostra que a maioria dos brasileiros (41,6%) ainda prefere jogar nos Smartphones. Os Consoles Domésticos ocupam a 2ª colocação, com 25,8% de preferência, seguidos pelo computador, em 3º, com 18,3%.

Além disso, quem joga no celular joga mais: 40,8% do público afirma jogar todos os dias, já nos Consoles, essa porcentagem é de 15%, enquanto nos Computadores é de 19,6%. Tal comportamento pode ser explicado por fenômenos econômicos e culturais.

Carlos Silva, Head de Gaming na GoGamers – O Smartphone oferece o melhor custo-benefício com diversas funcionalidades e portabilidade, incluindo uma grande quantidade de games gratuitos que ganharam grande destaque no ano passado, como Free Fire e Among Us. Fora isso, os gamers casuais possivelmente se identificam mais com as propostas dos games mobile, que oferecem partidas rápidas e mais acessíveis do ponto de vista de habilidades motoras, por conta da simplicidade da interface do aparelho.

Já a duração de uma sessão de jogo costuma ser de 1 a 3 horas para a maioria dos jogadores de Consoles (31,3%). No PC, a maior parte do público joga por até 1h (27,2%), embora liderem quando o assunto é ficar na frente da tela por mais de 6h, com 10,1%. A surpresa são os Smartphones, onde 35% do público joga de 1 a 3 horas, mostrando que o mobile tem ganhado maturidade e obtendo jogadores mais assíduos. Cabe destacar que o comportamento do jogador é multiplataforma. Ou seja, mesmo que ele prefira este ou aquele aparelho, consome games em duas ou três plataformas.

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