A Konami e a Annapurna Interactive lançam, em 24 de setembro de 2026, Silent Hill: Townfall para consoles e PC. Desenvolvido pela Screen Burn, o título aposta em uma nova imersão em perspectiva em primeira pessoa e na atmosfera da cidade fictícia de St. Amelia, na Escócia.
Apesar dos elogios à trama, à direção de arte e ao sound design, o jogo não escapou das críticas. Nas análises de usuários na Steam, o principal alvo é a performance.
O problema mais citado é o stuttering — engasgos e microtravamentos constantes que ocorrem mesmo com FPS alto. Jogadores relatam quedas de 70–80 FPS para 50, 40, 28, 20 e até 10 durante cutscenes e áreas abertas. Além disso, crashes frequentes: várias reviews mencionam o jogo fechando sozinho a cada 15–30 minutos, às vezes 3 ou 4 vezes no mesmo trecho.
Leia também:
- BGS 2026 terá Final Fantasy VII Revelation e Final Fantasy Resonance jogáveis
- Crítica da trilha sonora de CONTROL Resonant: Zoe’s Mixtape já me conquistou
- Persona 4 Revival: tudo que sabemos até agora sobre o remake de Persona 4
Freezes de quase um segundo ao carregar novas áreas e dessincronização de áudio também são relatados. O problema ocorre mesmo em hardware high-end, como RTX 5080, 4090, 4070 Ti e processadores i9-13900K e Ryzen 9 9950X3D. Nem DLSS, drivers atualizados ou configurações baixas resolvem em muitos casos.

A Unreal Engine 5 é apontada como a principal culpada. “UE5 e suas consequências foram um desastre para a indústria dos games”, escreveu um usuário. Outro ironizou: “Silent Crash Hill: Performance Fall”.
Além da parte técnica, o gameplay também divide. Muitos criticam o foco excessivo em stealth: “70% do jogo é esconder-se”, diz uma review. O combate é considerado fraco, com armas que quebram rápido e inimigos repetitivos — apenas quatro tipos, todos humanoides sem rosto. A IA é criticada por ver através de paredes e “acampar” perto do jogador.
O ritmo lento e as transições entre personagens também incomodam. “Esperar inimigos se moverem por minutos não é assustador, é entediante”, resume um jogador. A história, embora elogiada por alguns, é vista como previsível e derivativa de Silent Hill 2. A falta de conexão com a cidade original de Silent Hill é um ponto recorrente: “Por que isso é um Silent Hill?”, questiona uma análise.
Nos pontos positivos, a atmosfera de St. Amelia, o sound design e a trilha sonora são bem avaliados. Os puzzles também agradam, por não insultarem a inteligência do jogador. A dublagem e a ambientação são elogiadas.
No geral, Silent Hill: Townfall é descrito como um jogo irregular: bons acertos em atmosfera e som, mas problemas técnicos graves e decisões de gameplay que desagradam fãs antigos. Muitos recomendam esperar por patches e uma promoção antes de comprar.
“Queria muito gostar, mas o stuttering e os crashes tornam impossível recomendar no estado atual”, resume uma das análises.
Por outro lado, na plataforma Steam, o título possui uma métrica de “Bem positivas“, contando em 23 de setembro de 2026.
