O jogo “Banners of Ruin”, desenvolvido pelo pessoal da MonteBearo e distribuído pela Goblinz Studio, atualmente está em acesso antecipado; nós do site MeuGamer jogamos o jogo e estamos trazendo para vocês nossas impressões a respeito. 

Banners of Ruin” e Sua Jogabilidade Divertida 

Banners of Ruin é um game no estilo Rogue-Lite onde o foco é criar (construir) um baralho e enfrentar uma série de batalhas em turnos, nessas batalhas os jogadores podem ter (enfrentar) uma equipe de até 6 membros.  

O jogo tem como história de fundo, um mundo medieval dominado por animais (lobos, ursos, doninhas, lebres, ratos, castores e etc) que vivem em constantes batalhas. No centro de tudo isso se encontra a cidade Ponto do Amanhecer, onde duas casas (clãs), a casa Enders e a casa Pé Negro, travam batalhas há anos. Tudo começa quando a casa Enders ataca a casa Pé Negro, causando muitas baixas, agora os jogadores precisam percorrer as ruas da cidade Ponto do Amanhecer, enfrentando combates perigosos em busca de vingança contra a casa Enders. Uma jornada que não será nada fácil e custará a vida de muitos aliados. 

A história é um dos poucos pontos fracos presentes no game, pois, os jogadores simplesmente são jogados no meio de tudo isso sem muita explicação (explicação nenhuma). 

No entanto, a dinâmica (jogabilidade) apresentada pelo pessoal da MonteBearo (desenvolvedora do jogo) é bem divertida. Aqui os jogadores têm 15 rodadas para percorrerem as ruas da cidade Ponto do Amanhecer, independentemente das escolhas, as rodadas sempre diminuem de uma a uma, quando elas zeram os jogadores são obrigados a enfrentar o chefe da área. 

A cada rodada são apresentadas três opções (cartas) de caminho (sempre de três em três), essas opções (cartas) determinarão os eventos que ocorrerão. Essas opções de caminho também contam com um determinado número (número esse obviamente menor que o de rodadas) e se esse número zerar, a opção de caminho se perderá.  

Outro grande destaque da dinâmica do game são os eventos que mencionei à cima, existe uma variedade deles, como: batalhas, batalhas de elite, recuperar vida, encontrar equipamentos, recrutar aliados, eventos de NPC, loja de cartas e habilidades novas, emboscadas, cartas de bloqueio, eventos de descarte, eventos de customização, evento de exp, evento de Florense (moeda do game), evento de level-up, evento de cartas e outros. Então os jogadores devem ficar ligados nas opções de caminho e pensar bem antes de decidir qual rumo tomar. 

Florense (moeda do game), adquirido ao término de cada batalha ou em eventos de Florense, é um dos elementos mais importantes presentes no jogo, pois, com ele os jogadores podem ter acesso a cartas melhores nas lojas de carta. Então o uso desse elemento pode facilitar a jornada ou encerrar ela antes mesmo de começar. Muito cuidado! 

Quebra de Página 

Cartas, Batalhas e Estratégia 

Como o foco do game é montar um baralho forte para derrotar os inimigos, seria impossível não mencionar a grande variedade de cartas que o jogo possui. Existem diversos tipos de cartas, dentre elas: cartas únicas de habilidades (cada personagem possui suas cartas únicas de habilidade, divergindo de outros personagens), cartas de ataque, cartas de cura, cartas de defesa, os personagens possuem habilidades passivas (cada personagem tem um conjunto de habilidades passivas diferentes), cartas de buff (cartas que aumentam ataque ou defesa, por exemplo) e etc.  

Ainda existem alguns outros pontos que auxiliam os jogadores na hora de montar seus baralhos, são eles: Loja de cartas, o tutorial do game (que explica toda a base do jogo), os eventos de cartas (que concedem cartas gratuitas no decorrer da história) e as batalhas que após seu término, concedem algumas cartas dos inimigos. 

Banners of Ruin é um game que lembra muito “Magic The Gathering e YuGi-Oh!”

As batalhas são como em qualquer outro bom RPG, em turnos (podendo chegar no máximo em vs 6). De início são bem simples para que todos peguem a prática, porém, conforme os jogadores vão avançando no game, conforme se aproximam das rodadas finais e do chefe da área, tudo se complica, é aí que a criança chora e mãe não vê. E se por acaso o chefe for derrotado, a nova área já começa em um nível bem elevado. 

No caso de uma derrota, os jogadores terão de recomeçar desde o início, além de perder praticamente tudo, os níveis adquiridos (níveis de personagens), personagens, cartas e etc. Somente a experiência da conta não é perdida, experiência essa que permite desbloquear alguns itens (que são desbloqueados somente com um determinado nível de conta). 

Por se tratar de um game Rogue-Lite, a cada nova batalha (ou a cada nova rodada) algumas coisas alteram automaticamente, como: disposição, quantidade de inimigos e até mesmo suas habilidades. Isso é algo bem positivo, uma vez que o jogo acaba não sendo cansativo e sempre surpreende os jogadores. Esse fato também afeta diretamente na estratégia planejada pelos jogadores, uma vez que ao morrer e retornar nada será como foi antes. 

Visual Elegante 

Com relação ao visual (gráfico) do game, a MonteBearo está de parabéns, pois, por se tratar de um game de RPG de Cartas (em tese algo simples e que não requer muito), onde na maioria das vezes vemos visuais simples e mal feitos, aqui vemos um cuidado muito grande com detalhes, cores, ambientação (cenários) e personagens com animações bem legais. Isso torna o game, apesar de simples, muito agradável e gostoso de jogar.   

Pontos Fortes e Pontos Fracos 

Pontos Fortes 

  • Dinâmica (Jogabilidade) extremamente divertida 
  • Visuais (gráficos) bem trabalhados (nota-se todo o cuidado tomado) 
  • Fluidez muito boa! Em nenhum momento ouve bugs ou quedas de frames (pelo menos não no período que joguei) 
  • Apesar de o game estar em acesso antecipado, ele já possui uma grande variedade de cartas (os desenvolvedores prometeram ainda mais pra versão final do game) 
  • É um game que requer muita estratégia 

Pontos Fracos 

  • O game apesar de possuir uma história, não a apresenta de forma clara, simplesmente joga os jogadores na Gameplay sem explicações. 

Conclusão 

Banners of Ruin simplesmente foi um dos melhores games Indie que joguei no ano (pelo menos até o momento em que escrevi essas impressões), entregando horas de diversão e de raciocínio. Uma das grandes surpresas positivas de games no ano. Para aqueles que gostam de estratégia, de Magic The Gathering ou Yu-Gi-Oh!, fica aqui minha recomendação! 

Banners of Ruin: Game bem feito, divertido, agradável e que irá garantir muitas horas de raciocínio.ken_nascimento
8.5
out of 10.
2020-09-01T23:41:01-0300

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