Uma nova reimaginação trouxe um jogo mais ambicioso que a saga Plague Tale já produziu. Desenvolvida pela Asobo Studio e publicado pela Focus Entertainment, Resonance: A Plague Tale Legacy é um spin-off que, no papel, poderia facilmente passar batido, mas que entrega uma das histórias mais bem construídas da franquia. Provando que seguir por um caminho narrativo próprio, maduro, sem repetir os dois primeiros títulos da franquia pode trazer bons frutos. O título foi lançado oficialmente nos consoles e PC em 27 de agosto de 2026.
Ele é o prequela de Requiem: se passa 15 anos antes e coloca o jogador no controle da Sophia, a contrabandista que já conhecíamos. A pegada aqui é diferente do resto da saga, seu enredo mistura mitologia com a era greco-romana. Sophia acaba parando na Ilha do Minotauro, e a partir daí a história vai desenrolando, onde conseguimos desvendar os mistérios do passado dela e a ligação com a Prima Macula. E cá entre nós, para mim um bom jogo de verdade é aquele que o roteiro constrói tão bem esse universo que não apenas te prende, mas te faz querer entender os segredos por trás do vilão, porque e como a Sophia tem esses “poderes”.

O início do jogo traz uma pequena introdução da protagonista exibindo sua infância e os demais experimentos feitos na personagem. O que é tenso e todo aquela opressão que fazem o jogador compreender um pouco da sua motivação no trama.
A exploração por todo o ambiente que é apresentando, mas com foco na Ilha do Minotauro, se torna o ponto principal. Tem relíquia escondida, colecionáveis, trechos com ambientação mais aberta mostrando a dimensão da qualidade gráfica. Dá pra parar, vasculhar os cantos e realmente admirar, mesmo o jogo mantendo uma estrutura linear no decorrer da nossa progressão. A campanha fica entre 12 e 15 horas, se a ideia é platinar o total sobe pra algo entre 20 e 22 horas. Não é à toa que a própria produtora deixou evidente que esse é o Plague Tale mais longo da franquia até agora.

Visualmente, a experiência enche os olhos como havia comentado. Jogando no alto, você terá a noção dos cenários monumentais, a iluminação detalhada e as textura entregando uma estética impecável. O contraponto negativo fica nos delays e quedas de FPS em momentos da exploração, ou até mesmo das lutas que quebram a fluidez da ação. Falando em lutas que é o foco no deste jogo, ele também acaba por conta disso sofrendo uma rigidez mecânica.
Em determinadas batalhas, os comandos parecem duros, travando ações de esquiva ou movimentação que funcionavam perfeitamente em cenas anteriores. Isso faz com que você perca o ânimo por finalizar? De modo algum, mas gera uma irritação, principalmente quando você está lutando com o Boss e não quer morrer pela terceira vez risos. Mas, sinceramente, o jogo anterior ele era muito mais “scriptado”, pois, só haviam determinados locais para vasculhar e na maioria dos casos furtivamente sem uma ação corpo a corpo como Resonance.

Por outro lado, aqui está o ponto que mais me intrigou. O trabalho de áudio é irretocável. A trilha sonora é hipnotizante desde a música de abertura, traduzindo toda melancolia e desespero do universo. Quem assina a trilha é o Olivier Derivière, nome já reconhecido na franquia, e dá para sentir esse cuidado em cada cena. Sobre Derivière ele também assinou trilha sonora de South of Midnight que há uma crítica sobre as músicas no MeUGamer. Retornando aos detalhes do jogo ambientação, a tensão construída nos momentos de fuga, tudo para te fazer alcançar um nível de imersão tão alto que, a primeira coisa que fiz quando finalmente conseguir dar uma pausa foi buscar a playlist toda para deixar salva.
Gamerdito (Veredito) Vale a pena jogar Resonance: A Plague Tale Legacy?
Esse é um jogo que pode agradar aos novos usuários e causar uma certa estranheza quem estava acostumados aos dois primeiros títulos da franquia. Por se tratar de um spin-off, sempre há modificações, pois os desenvolvedores conseguem testar novas mecânicas para introduzir em futuros jogos da história principal. Que na minha opinião é válido para no futuro não terem cobranças que cada jogo pareça uma repetição do antecessor.
Agora, a pergunta é: Vale a pena jogar? Sim, especialmente para quem busca mistério, mitologia e história e vivência um período mesmo da peste, mesmo em uma trama ficcional.

Por fim, Resonance: A Plague Tale Legacy está disponível para Playstation, Xbox Series, PC Windows via Steam, Epic Games e também no Game Pass. É um jogo que funciona para quem é fã da franquia quanto pra quem nunca encostou em um pedaço da saga Plague Tale. Ele não está amarrado à história principal, então dá para jogar sem medo de se perder todo o enredo da saga.
Considerando todos os pontos apresentados nesta análise, Resonance: A Plague Tale Legacy recebe a nota final de 8/10.
Esta análise foi realizada com base na versão para PC Windows. O conteúdo é de autoria própria e foi produzido sem o recebimento de uma chave de acesso fornecida pela desenvolvedora ou por sua assessoria responsável.
Agora, a pergunta é: vale a pena jogar? Sim, especialmente para quem busca mistério, mitologia e uma história que permite vivenciar um período marcado pela peste, ainda que dentro de uma trama ficcional.
