A última semana foi bastante movimentada para os fãs de videogames. Durante o Summer Game Fest 2026, tivemos a revelação de Stellar Blade: Blood Rain, novo capítulo da franquia da Shift Up que apresenta uma nova protagonista seguindo o legado deixado por Eve. Pouco antes disso, no State of Play da PlayStation, a Santa Monica Studio surpreendeu ao anunciar God of War: Laufey, colocando Faye, a esposa falecida de Kratos e mãe de Atreus, no papel principal.
Desde então, as redes sociais entraram em ebulição. Os dois jogos passaram a ser comparados por motivos que vão muito além da gameplay. Enquanto um grupo discute a proposta narrativa dos títulos, outro prefere focar na aparência das protagonistas, gerando uma polarização que, sinceramente, me parece exagerada.
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No caso de God of War: Laufey, parte da comunidade levantou críticas sobre o visual de Faye. Muitos alegam que ela não estaria tão bonita ou tão chamativa quanto a protagonista apresentada em Stellar Blade: Blood Rain. A comparação ganhou força rapidamente, especialmente porque a personagem da franquia coreana segue uma linha visual que valoriza bastante a aparência física e os trajes das protagonistas, algo comum em produções inspiradas pela cultura oriental e pelo mercado asiático.

Mas será que essa deveria ser a principal discussão?
Na minha visão, não.
Em God of War: Laufey, estamos falando de uma personagem que aparentemente se encontra em um plano espiritual após os eventos que conhecemos da franquia. Não me incomodou em nenhum momento o visual apresentado. Além disso, o jogo ainda está em desenvolvimento, e muitos detalhes gráficos, expressões faciais e elementos visuais costumam receber ajustes até o lançamento.
O que me chamou mais atenção foi a proposta da gameplay. Pelo que foi mostrado, senti uma mistura da essência clássica de God of War com elementos que lembram Devil May Cry, além das mecânicas modernas estabelecidas na atual fase da franquia. Se a Santa Monica conseguir equilibrar esses elementos, existe um grande potencial para entregar algo interessante.
Ao mesmo tempo, entendo a preocupação de alguns fãs. Existe um receio de que Kratos acabe perdendo espaço dentro da própria série. Comparações com o que aconteceu em The Last of Us Part II surgiram rapidamente, alimentando teorias e especulações sobre o futuro da franquia. Porém, até o momento, tudo isso não passa de conjectura.
Na verdade, o que mais me interessa é descobrir quem foi Faye antes de conhecer Kratos. O jogo pode explorar momentos inéditos de sua vida, mostrar mais detalhes sobre seu passado e até apresentar aspectos do relacionamento entre os dois que nunca vimos antes. Dependendo de como esse enredo for construído, teremos a oportunidade de conhecer uma das personagens mais importantes da franquia sob uma nova perspectiva.


Já Stellar Blade: Blood Rain deve seguir um caminho diferente. A empresa ampliará a fórmula que tornou o primeiro título popular, com combates rápidos, visual impressionante e personagens com forte apelo estético. A Shift Up certamente sabe que esse é um dos atrativos da série e provavelmente continuará investindo nessa identidade.
No entanto, para mim, a verdadeira disputa entre esses dois jogos não está na aparência das protagonistas.
Ela está na qualidade da experiência oferecida ao jogador.
Se Laufey entregar uma história envolvente, personagens carismáticos e uma gameplay sólida, terá tudo para conquistar seu espaço. Da mesma forma, se Stellar Blade: Blood Rain evoluir as mecânicas do primeiro jogo e corrigir os pontos mais questionados pelos jogadores, também poderá se tornar um grande sucesso.


Por fim, enfim, quem procura uma aventura focada em narrativa, mitologia e construção de personagens talvez se identifique mais com God of War: Laufey. Já quem prefere ação frenética, combates estilizados e um visual mais extravagante provavelmente encontrará em Stellar Blade: Blood Rain exatamente o que procura.
Eu, particularmente, estou mais interessado em saber qual dos dois conseguirá me divertir mais. Aparência é algo secundário. O que realmente faz um jogo ser lembrado é seu enredo, suas mecânicas, seus personagens e a capacidade de prender o jogador do início ao fim.
E essa resposta só teremos quando ambos finalmente chegarem às nossas mãos para análise.
Até lá, vale menos discutir aparência e mais observar o que realmente importa, a qualidade dos jogos. Fique ciente que o jogo é exclusivo para o console de PlayStation 5.
