O uso do PC deixou de se limitar aos jogos. Trabalho, estudos, streaming, edição de vídeos e inteligência artificial também passaram a fazer parte da rotina de quem utiliza um computador. Em outras palavras, influenciando a escolha dos componentes e o momento de realizar um upgrade.
Durante o Intel Gamer Days, campanha que reúne ofertas de produtos de diferentes segmentos, conversei com Carlos Augusto Buarque, diretor de marketing da Intel no Brasil, sobre essas mudanças e seus impactos no mercado. O Intel Gamer Days 2026 vai de 1º a 11 de outubro de 2026.
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A conversa também aborda o papel dos processadores na execução de diferentes tarefas, a chegada de recursos de inteligência artificial aos computadores e a importância de avaliar o conjunto dos componentes antes de tomar uma decisão de compra.
Intel comenta a evolução do PC gamer e a escolha de componentes
Jefão Calheiro: O setup gamer deixou de ser pensado exclusivamente para jogar. Na visão da Intel, quais foram as principais mudanças no comportamento do consumidor nos últimos anos e como isso tem influenciado a escolha dos componentes de um PC?
Carlos Augusto Buarque: O consumidor mudou e o setup acompanhou essa transformação. O PC, que antes era pensado principalmente para jogar, hoje também está presente em atividades como criação de conteúdo, streaming, edição, estudos, trabalho e, cada vez mais, aplicações de inteligência artificial.
Isso faz com que o consumidor busque equipamentos mais versáteis e passe a olhar para o conjunto da configuração, e não apenas para o desempenho em games. Processamento, gráficos, memória, armazenamento e eficiência passam a ser avaliados de acordo com o uso que cada pessoa pretende fazer daquela máquina.
Para a Intel, essa evolução mostra que não existe mais um único perfil de gamer ou uma única configuração ideal. O mais importante é oferecer plataformas que acompanhem diferentes necessidades e momentos da jornada desse consumidor.
JC: Hoje, um mesmo PC pode ser usado para jogar, trabalhar, estudar, editar vídeos, fazer streaming e produzir conteúdo. Essa busca por versatilidade mudou a forma como o consumidor avalia um processador na hora de montar ou comprar um computador?
CB: Com certeza. Quando o PC passa a ser usado para diferentes atividades, o processador também precisa acompanhar essa diversidade de tarefas. O consumidor começa a olhar não apenas para o desempenho em jogos, mas para a capacidade da máquina de lidar com multitarefas, criação de conteúdo, produtividade e novas aplicações.
Por isso, é importante avaliar o processador dentro do conjunto da configuração e de acordo com o perfil de uso. Para quem joga e também faz streaming ou edita vídeos, por exemplo, ter uma plataforma capaz de acompanhar essas diferentes demandas pode fazer diferença na experiência.
É justamente essa evolução que temos observado no mercado: o consumidor quer um PC que faça mais e que continue acompanhando suas necessidades ao longo do tempo.
JC: Quando falamos em upgrade, existe uma mudança na percepção do consumidor sobre quando realmente vale a pena trocar um componente? Quais fatores, além do ganho de desempenho nos jogos, estão pesando nessa decisão atualmente?
CB: O upgrade continua muito relacionado à busca por mais desempenho, mas hoje existem outros fatores que entram nessa decisão. O consumidor pode querer atualizar sua máquina porque passou a produzir conteúdo, fazer streaming, utilizar novas aplicações ou simplesmente porque suas necessidades mudaram.
A chegada de novas tecnologias também influencia esse movimento. A inteligência artificial, por exemplo, cria novas possibilidades de uso do PC e faz com que alguns consumidores considerem recursos que antes não faziam parte da decisão de compra.
Por isso, o momento do upgrade está cada vez mais ligado à evolução do perfil de uso. Não é apenas uma questão de rodar um jogo mais pesado, mas de ter uma máquina que acompanhe o que o usuário passou a fazer.
JC: O mercado de PCs também passou a atender um público bastante diverso, desde quem está montando o primeiro computador até criadores de conteúdo e usuários que precisam de uma máquina para diferentes tarefas. Como a Intel enxerga essa ampliação do perfil do consumidor e quais tecnologias estão sendo desenvolvidas para acompanhar essas necessidades?
CB: Essa diversidade é um reflexo da própria evolução do PC. Hoje, temos consumidores com necessidades distintas, e a tecnologia precisa acompanhar essa realidade.
Na Intel, trabalhamos para oferecer plataformas que atendam desde quem busca desempenho para games até usuários que precisam de mais recursos para criação, produtividade e inteligência artificial. Um exemplo é a evolução da família Intel Core Ultra, que combina CPU, GPU e NPU para lidar com diferentes tipos de cargas de trabalho de IA.
A NPU é especialmente importante porque foi desenvolvida para executar determinadas tarefas de IA de forma eficiente e localmente no PC. Isso pode beneficiar recursos como efeitos em chamadas de vídeo, criação de conteúdo e outras aplicações que utilizam inteligência artificial.
JC: O Intel Gamer Days reúne ofertas e produtos de diferentes segmentos. Para quem está pensando em montar um setup ou fazer um upgrade durante a campanha, quais critérios vocês consideram mais importantes para evitar que o consumidor escolha um equipamento apenas pelo preço e consiga montar uma máquina que continue atendendo às suas necessidades nos próximos anos?
CB: O principal é entender primeiro qual é o perfil de uso. O consumidor precisa pensar no que faz hoje com o PC, mas também no que pretende fazer nos próximos anos. Se a máquina será usada apenas para games, as prioridades podem ser diferentes de quem também pretende fazer streaming, criar conteúdo, trabalhar ou utilizar aplicações de IA.
Depois disso, é importante olhar para a configuração como um todo e buscar equilíbrio entre processador, gráficos, memória, armazenamento e demais componentes. Também vale considerar eficiência e possibilidade de evolução da máquina.
O Intel Gamer Days é uma oportunidade para o consumidor pesquisar diferentes opções e encontrar uma configuração alinhada ao seu perfil. A ideia é que a escolha não seja baseada apenas no preço ou em uma especificação isolada, mas no conjunto da experiência e na capacidade de o PC acompanhar suas necessidades.

