A Capcom emitiu um apelo oficial nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026: “Por favor, não postem nem compartilhem vazamentos ou spoilers de Resident Evil Requiem. Queremos que todos vivam a história e a experiência sem surpresas arruinadas.” A empresa promete “ação firme” contra quem divulgar material pré-lançamento, incluindo vídeos do final — onde Leon e Grace têm dois desfechos possíveis, dependendo das escolhas do jogador.
O problema? Cópias físicas chegaram cedo em algumas lojas, gameplay vazou inteiro e spoilers já circulam livremente. Quem acompanhou a série sabe: isso tira a imersão de quem esperou anos por esse capítulo. E, sim, vazamentos são errados — respeitar o embargo preserva o impacto para o público real.
Mas vale lembrar, a empresa escolhe quem recebe chaves de review e acesso antecipado. Veículos como o nosso, que cobrem Resident Evil há tempos e sempre com seriedade, não entraram nessa onda inicial — nem sabemos se entraremos. Isso diz algo sobre confiança e critérios. No fim, proteger a experiência é justo, mas distribuir melhor também seria.
Imagem reprodução/Capcom(Reprodução)
Resident Evil Requiem será lançado no dia 27 de fevereiro de 2026, simultaneamente em PS5, Xbox Series X/S, PC (via Steam e Epic Games Store) e Nintendo Switch 2. Além de possuir legendas, interface e dublagem em português brasileiro. Os protagonistas principais são Leon S. Kennedy e Grace Ashcroft. A franquia é a maior do gênero survival horror da indústria dos games.
A Comix Zone iniciou a pré-venda da HQ Rio, obra escrita pela brasileira Louise Garcia e ilustrada pelo artista francês Corentin Rouge. O lançamento nacional foi anunciado durante a Rodada de Lives 2025 da editora e está previsto para março, com tradução assinada por Fernando Paz.
A publicação chega ao Brasil em edição integral, reunindo toda a narrativa originalmente lançada na França em um único volume.
Imagem: Comix Zone
Sinopse de “Rio” aborda violência e sobrevivência nas ruas
A trama acompanha Rubens e Nina, irmãos criados em uma das maiores favelas do Rio de Janeiro. A rotina dos dois é drasticamente transformada após o assassinato da mãe por Jonas, um policial corrupto com quem ela mantinha uma relação como informante e amante.
Abandonados à própria sorte, os irmãos precisam enfrentar a realidade das ruas e aprender a sobreviver em um cenário marcado por violência, injustiça e ausência de proteção.
Imagem: Comix Zone
Publicação original e edição brasileira
Rio foi publicada originalmente na França pela Glénat entre 2016 e 2019, em quatro volumes. A edição brasileira consolida toda a história em um único livro de 304 páginas.
A HQ marcou a estreia de Louise Garcia nos quadrinhos e permanece, até o momento, como sua única obra publicada. Já Corentin Rouge possui trajetória consolidada no mercado franco-belga, com trabalhos em séries de destaque como Thorgal e XIII Mystery. No Brasil, o artista também participou das coletâneas Indians! e Go West Young Man, publicadas pela QS Comics.
Com temática intensa e abordagem social, Rio chega ao mercado brasileiro como uma obra de impacto, ampliando o catálogo de quadrinhos europeus publicados no país.
O volume final de Vinland Saga já tem data para chegar ao Brasil. A Panini Comics iniciou nesta quinta-feira (19) a pré-venda do volume 29, edição que encerra oficialmente a publicação regular do mangá no país.
O lançamento está previsto para maio, período em que a obra também será concluída em outros mercados internacionais. Diferentemente de algumas regiões, a edição brasileira seguirá o formato tradicional, sem versões comemorativas ou especiais.
Imagem: Panini Comics
Criado por Makoto Yukimura, o mangá acompanha a trajetória de Thorfinn em meio a conflitos vikings, disputas políticas e reflexões profundas sobre violência, vingança e redenção. Considerada uma das representações mais marcantes da cultura nórdica nos quadrinhos, a série foi serializada na revista Afternoon, da Kodansha, entre abril de 2005 e julho de 2025, ao longo de duas décadas de publicação. O volume final foi lançado no Japão em setembro.
No Brasil, além da edição regular, a Panini também publica a versão 2 em 1 de Vinland Saga, que ainda não possui previsão para o encerramento. Como a história terminou com um número ímpar de volumes, existe a possibilidade de que a adaptação brasileira nesse formato reúna os três últimos livros em um único encadernado.
O Up!ABC 2026 já tem data confirmada e será realizado nos dias 18 e 19 de abril, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Considerado um dos eventos tradicionais do calendário geek brasileiro, o festival aposta novamente em uma programação diversificada, com atrações voltadas para cosplay, games, cultura pop e entretenimento para todas as idades.
Com múltiplas atividades acontecendo simultaneamente, o evento reúne concursos, áreas temáticas, convidados especiais, artistas independentes, lojas especializadas e praça de alimentação, consolidando-se como um dos principais encontros do segmento no país.
Evento tradicional com programação para toda a família
Criado em 2005, o Up!ABC é realizado semestralmente e recebe, em média, cerca de 15 mil visitantes por edição. A proposta do festival é oferecer um ambiente acessível e familiar, combinando entretenimento, convivência e experiências voltadas para diferentes públicos.
Crianças de até 10 anos têm entrada gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível e acompanhamento de um responsável maior de idade.
Imagem: Up!ABC
Cosplay, dubladores e interação com fãs
O cosplay permanece como um dos grandes destaques do evento, com concursos tradicionais, desfile adulto e infantil e espaços dedicados à interação entre cosplayers e o público.
A programação também inclui convidados especiais, entre eles dubladores e profissionais da área, que participam de painéis, sessões de fotos e encontros com fãs.
Área gamer, artistas independentes e lojas geek
O espaço dedicado aos games contará com fliperamas multijogos, simuladores, consoles e experiências em realidade virtual, com acesso gratuito ao público.
Já a área de artistas independentes reúne ilustradores, quadrinistas e criadores autorais, oferecendo produtos exclusivos diretamente ao público. O evento ainda contará com lojas geek focadas em animes, games e cultura pop, além de uma praça de alimentação com opções variadas, incluindo culinária oriental e alternativas vegetarianas e veganas.
Estrutura, segurança e acessibilidade
O festival contará com estrutura completa, incluindo controle de acesso, equipe médica, bombeiros, limpeza contínua, guarda-volumes e equipe de apoio em diferentes setores. O local também dispõe de rampas de acesso e banheiros adaptados, garantindo acessibilidade aos visitantes.
Imagem: Up!ABC
Local do Up!ABC 2026
O evento será realizado na Universidade de São Caetano do Sul – Campus Conceição, espaço conhecido por sua área ampla e circulação facilitada para o público.
Como chegar
O campus é acessível por transporte público. Pela Linha 10-Turquesa da CPTM, basta descer na estação São Caetano do Sul e utilizar o transporte gratuito disponibilizado pelo evento, com trajeto de ida e volta durante os dois dias. Também é possível chegar ao local por aplicativos de transporte utilizando o endereço do campus.
Serviço — Up!ABC 2026
Data: 18 e 19 de abril de 2026;
Local: Universidade de São Caetano do Sul – Campus Conceição;
Endereço: Rua Conceição, 321 – Bairro Santo Antônio – São Caetano do Sul (SP);
Entrada: gratuita para crianças até 10 anos (mediante doação de 1 kg de alimento não perecível e acompanhante);
Transporte: ônibus gratuito a partir da estação São Caetano do Sul (Linha 10-Turquesa da CPTM).
O Up!ABC 2026 promete mais uma edição completa, reunindo fãs de cultura pop, animes, games e cosplay em um dos principais eventos geeks do ABC Paulista.
Depois de trinta dias dentro do Roblox, eu já não falo mais de jogo. Falo de pessoas.
Entrei por curiosidade, para observar o que acontecia depois da história da autenticação facial, dos protestos em Brookhaven e do risco de colapso — medidas que faziam parte de um processo interno da Roblox Corporation. Ainda assim, parte dos usuários passou a relacionar essas mudanças ao criador de conteúdo Felipe Zaghetti (Felca), sem que houvesse vínculo direto com a decisão. Saí com um caderno cheio de nomes inventados e dores verdadeiras.
Logo no começo, apareceu uma mulher que dizia ter sido abandonada pela mãe e criada pela avó. Mais tarde, descobri que hoje vive com o marido, com a filha pequena nos braços. Apenas reorganizou a narrativa. O avatar carregou o sofrimento. A vida real ficou com a esperança. E ninguém desfez a troca.
(Reprodução)
Também conheci uma menina que, desde os quatro anos, via o padrasto agredir a mãe. Aos doze, começou a se cortar. Cresceu. Hoje tem vinte e um anos, mas carrega o mesmo silêncio. No Roblox, se apaixona em segundos. Quando alguém pergunta onde ela mora, desaparece. O medo de existir fora da tela é maior que a vontade de ser resgatada.
Em outra sala, uma mãe solo fazia lives todos os dias. Câmera ligada, filho no quarto ao lado. Quando um homem perguntava “como você está?”, ela já esperava a agressão. Cortava antes de ouvir. Ficava sozinha, iluminada pela tela. Chamava aquilo de liberdade. Era apenas defesa.
Havia também um garoto de dezesseis que dizia ter dezenove. Copiava frases prontas para parecer mais velho. Uma mulher de trinta entrava no chat achando que era conversa casual. Falava da vida, falava das dores. Ele acreditava. Ela saía. Ele chorava. Para ela, tinha sido só um jogo. Para ele, abandono.
Entre essas histórias, há outro garoto de dezesseis anos. A mãe foi embora, o irmão foi assassinado. Com o pai, o convívio é feito de silêncio, tensão e conflitos que nunca se resolvem. Em casa, não há conversa, só presença física. O computador vira refúgio. No Roblox, ele encontra vínculo. Tem uma namorada, ainda que virtual, próxima o suficiente para parecer real. Essa relação o mantém motivado, dá motivo para voltar, para continuar. Fora da tela, sente rejeição. Dentro do jogo, sente que existe para alguém. Ninguém percebe essa troca. Nem o pai. Nem quem olha de fora e enxerga apenas um jogo. O silêncio permanece, grande demais para ser dividido.
Além disso, há aqueles que acompanham de perto o que os filhos fazem no Roblox, acessando a plataforma junto com a criança e monitorando cada detalhe. Em alguns casos, o responsável acaba entrando na dinâmica do roleplay dentro do jogo. Em momentos de solidão — como quando o marido trabalha em outra cidade — o ambiente virtual vira válvula de escape depois de um dia cansativo. Ainda assim, tudo acontece com atenção redobrada, observando cada passo do filho.
Em outros cantos, quem tinha Robux virava referência. Carro chamativo, roupa rara nos avatares. As pessoas se aproximavam pedindo ajuda, atenção, vantagem. Quando o dinheiro acabava, o prestígio sumia. O seguidor aprendia que, ali, amizade tem custo.
Teve quem perdesse a conta e, junto, perdesse o relacionamento. Voltava do zero e não procurava ninguém do passado. “Agora sou outro.” O abandono virava método. Sumir virava prática.
Tudo isso é tratado como normal. Porque no Roblox, normal é fingir. É contar histórias que não são suas. É criar laços com ausências. É acreditar que sentimento tem botão de desligar.
O que ficou claro para mim é que o problema não é o jogo. É jogar sem avisar que aquilo ainda é jogo.
Adolescentes mentem a idade para serem ouvidos. Adultos falam demais sem saber com quem estão falando. E os pais? Acreditam que é só tela. Estão no sofá, tranquilos, olhando feeds e noticiários.
(Reprodução)
Então como acompanhar sem invadir?
É simples. Sentar ao lado. Perguntar quem é aquela pessoa. Não tomar o controle, dividir. Jogar junto. Observar o chat. Observar as reações. Quando o filho diz “é só um amigo”, perguntar se ele já viu essa pessoa fora dali.
Não é preciso gritar. É preciso presença. É preciso lembrar que, aos quinze, tudo dói mais. Que nessa idade se acredita que o amor pode começar num teclado.
É preciso ensinar limites: pode entrar, pode se divertir, mas não pode entregar o que ainda não sabe proteger. Porque o que se entrega sem cuidado raramente volta inteiro.
Os pais não são culpados por não saber. Mas são responsáveis por querer saber.
E o filho não precisa aumentar a idade para conversar. Precisa aprender a medir a verdade. Entender que quem não mostra rosto, não mostra vida, não mostra nome — é apenas sombra.
No Roblox todo mundo tem avatar. Só o mundo real tem endereço para chorar.
Esses trinta dias no Roblox me fizeram refletir sobre como a era digital tem isolado as pessoas do que é real, a ponto de preferirem o virtual. Isso não significa que tudo seja vazio. É possível construir amizades verdadeiras quando há filtro, consciência e limite. Também há quem entre apenas para passar o tempo, como em qualquer jogo casual, sem compromisso além do entretenimento.
Nota editorial: Os depoimentos mencionados são autênticos. Identidades, nomes e elementos que possam permitir reconhecimento foram alterados ou suprimidos para preservar os envolvidos. Ao expor dinâmicas que envolvem violência doméstica, sofrimento psíquico e vulnerabilidades no ambiente digital, o objetivo não é sensacionalizar, mas evidenciar fragilidades que atravessam a experiência online e exigem debate público qualificado. Eventuais semelhanças com situações ou pessoas específicas não configuram identificação deliberada. Casos de violência, abuso ou qualquer forma de violação de direitos devem ser denunciados aos canais oficiais competentes, para que sejam devidamente apurados e interrompidos.
Como o Disque 180 e o Disque 100, ou às autoridades policiais competentes. Denúncias relacionadas a crimes e violações na internet também podem ser encaminhadas à SaferNet Brasil, organização da sociedade civil que atua em cooperação com o Ministério Público.
A Disney e Pixar divulgaram o primeiro trailer dublado de Toy Story 5, antecipando o eixo temático do novo capítulo da franquia. A prévia indica que o conflito principal deixa de ser apenas o amadurecimento da criança e passa a envolver a presença dominante da tecnologia no cotidiano de Bonnie.
Logo nos primeiros minutos, o roteiro alterna humor — com o retorno de Garfinho — e a introdução de um problema do cotidiano. A redução do tempo de interação da criança com os brinquedos devido ao uso de dispositivos eletrônicos. A frase de Woody sobre estar “perdendo a Bonnie para esse aparelho” sintetiza a linha dramática apresentada.
(Reprodução)
Tecnologia como elemento narrativo
Diferentemente dos filmes anteriores, em que o foco estava na transição de fases da infância (como em Toy Story 3) ou na redefinição de propósito (Toy Story 4), o quinto filme insere um agente externo claro, telas e assistentes digitais passam a competir diretamente com os brinquedos.
O trailer também menciona o aumento de brinquedos abandonados, ampliando o escopo da narrativa para além da casa de Bonnie. A ameaça deixa de ser pontual e assume caráter mais amplo.
Dinâmica entre Woody e Buzz
A prévia exibe a retomada da tensão entre Woody e Buzz Lightyear. Há divergência de posicionamento sobre como agir diante da nova realidade, retomando uma dinâmica central dos primeiros filmes. Essa escolha sugere uma tentativa de reconectar os personagens icônicos ao núcleo clássico da franquia.
(Reprodução)
Há uma expansão do universo, com novos brinquedos e ambientes externos, além da presença constante da tecnologia dentro da casa. A ambientação sugere uma abordagem contemporânea, alinhada à experiência atual das crianças.
Segundo o vídeo, a animação estreia em 18 de junho nos cinemas brasileiros. Assista no início desta publicação ao trailer oficial dublado de Toy Story 5.
Entre a largada e a linha de chegada, existe muito mais do que alguns segundos de corrida. Em 100 Meters, o esporte serve como ponto de partida para uma reflexão sensível sobre persistência, identidade e o peso das escolhas que acompanham o tempo.
Disponível na Netflix, 100 Meters confirma o interesse do diretor Kenji Iwaisawa em usar o movimento como ferramenta para explorar conflitos humanos. Adaptado do mangá Hyakuemu, de Uoto (Orbe: Sobre Os Movimentos Da Terra), o filme parte de uma premissa simples, a corrida dos 100 metros rasos, para construir uma narrativa sobre tempo, persistência, identidade e amadurecimento.
À primeira vista, o título sugere um anime esportivo tradicional, centrado em rivalidade, intensidade e superação. No entanto, a obra subverte essa expectativa e transforma o sprint em uma jornada introspectiva que atravessa anos da vida de dois corredores. A linha de chegada permanece a mesma; o que muda é como cada personagem passa a enxergá-la.
A história acompanha Togashi, um talento natural que corre com leveza e confiança, e Komiya, seu oposto completo, movido pelo esforço e pela necessidade de provar algo a si mesmo. Assim, a relação entre os dois não se constrói em confrontos diretos constantes, mas em observações silenciosas, influências indiretas e trajetórias que se cruzam ao longo do tempo. Não há um duelo clássico entre gênio e azarão: o filme prefere mostrar como pessoas diferentes podem perseguir o mesmo objetivo por motivos igualmente legítimos.
Imagem: Rock’n Roll Mountain
Essa abordagem transforma a corrida em metáfora. Cem metros tornam-se um espaço simbólico onde expectativas, frustrações e sonhos se acumulam. O que dura poucos segundos na pista carrega o peso de anos de preparação, derrotas e escolhas pessoais. Mais do que competir, os personagens aprendem a compreender por que continuam correndo.
Visualmente, a animação se destaca pelo uso expressivo da rotoscopia e por um estilo que privilegia o corpo em movimento. Cada passada, respiração e gesto transmite emoção e desgaste físico, aproximando o espectador da experiência atlética. Não há pirotecnia visual constante; a força está na sensação de realidade e na fisicalidade das corridas.
A trilha de Hiroaki Tsutsumi acompanha essa proposta com discrição, alternando momentos de silêncio e composições melancólicas que reforçam a introspecção. O som da respiração, dos passos na pista e da tensão antes da largada torna-se parte essencial da narrativa.
Outro ponto de destaque é a atuação vocal, especialmente de Tori Matsuzaka e Shota Sometani, que acompanham o crescimento dos personagens ao longo dos anos, conferindo autenticidade às mudanças emocionais e psicológicas.
Imagem: Rock’n Roll Mountain
Dentro do panorama da animação japonesa contemporânea, o filme se aproxima de obras que usam o esporte e o movimento como linguagem para discutir identidade e passagem do tempo, dialogando com títulos como Ping Pong the Animation, The First Slam Dunk e 5 Centimeters per Second. Ao mesmo tempo, se distancia do espetáculo grandioso de produções como Demon Slayer: Infinity Castle, aproximando-se mais da sensibilidade autoral de Look Back.
O resultado é um anime esportivo que, na prática, vai além do gênero. 100 Meters não busca um clímax tradicional nem a consagração de um vencedor definitivo. Prefere observar o processo: a repetição, o cansaço, a persistência e as mudanças internas que ocorrem ao longo do caminho.
No fim, a corrida continua sendo a mesma. O que se transforma são os corredores, e, junto deles, o significado de continuar avançando. O filme sugere que a meta não é apenas chegar primeiro, mas entender por que seguimos correndo, mesmo quando o esforço parece não trazer recompensas imediatas.
Imagem: Rock’n Roll Mountain
Gamerdito: 100 Meters (A Corrida dos 100 Metros, 2025) é bom?
100 Meters demonstra que o esporte, no cinema, pode ser muito mais do que competição ou espetáculo. Ao acompanhar a trajetória de dois corredores ao longo dos anos, o filme transforma a corrida em uma metáfora sobre crescimento, identidade e a persistência necessária para continuar avançando, mesmo diante de frustrações e incertezas.
A direção de Kenji Iwaisawa aposta na contenção e na observação cuidadosa, priorizando gestos, silêncios e mudanças sutis em vez de grandes clímax. O resultado é uma narrativa que valoriza o processo acima da vitória, mostrando que o verdadeiro desafio não está apenas em cruzar a linha de chegada, mas em compreender o motivo de seguir correndo.
No fim, o filme reforça uma ideia simples e poderosa: a meta pode até permanecer a mesma, mas as pessoas mudam ao longo do caminho. E é justamente nessa transformação, construída a cada tentativa, erro e recomeço, que reside o verdadeiro significado da jornada.
O episódio 19 da terceira temporada de Fire Force teve sua prévia revelada, marcando o início de um dos momentos mais decisivos da série. A nova fase da trama destaca o começo do Grande Cataclismo e eleva o nível de tensão entre os personagens e o destino do mundo.
Segundo as informações divulgadas, o episódio vai ao ar no Japão em 21 de fevereiro, com lançamento posterior em plataformas de streaming internacionais.
Na narrativa, o Dr. Giovanni assume o controle do corpo de Yu após se tornar um Infernal e insere a chave no gerador Amaterasu, dando início ao cataclismo profetizado. Com isso, o mundo começa a se fundir com a dimensão de Adolla, enquanto incêndios massivos se espalham pelo Império de Tóquio e a população entra em desespero diante da destruição iminente.
Imagem: David Production Inc.
Sem respostas imediatas para conter o desastre, as companhias da Força Especial de Incêndio enfrentam uma situação extrema. A trama prepara o terreno para o confronto final, com Shinra e seus aliados reunindo forças para impedir a tragédia e proteger o mundo.
A terceira temporada acompanha o desfecho da história, intensificando as batalhas envolvendo os “Pilares” e aprofundando os mistérios que cercam o universo da obra. Agora, todas as unidades se unem em um esforço conjunto para impedir o avanço do Grande Cataclismo e salvar a humanidade.
Imagem: David Production Inc.
Data e horário de estreia do 19º episódio da 3ª temporada de Fire Force
A estreia do episódio 19 já está confirmada e não há previsão de atrasos.
Data de lançamento: 21 de fevereiro de 2026;
Horário: 14h30 (horário de Brasília).
A segunda parte da 3ª temporada de Fire Force está sendo exibida oficialmente no Brasil pela Crunchyroll, em formato simulcast, com os episódios disponibilizados logo após a exibição no Japão.
Aviso de transparência
Nosso site pode receber uma pequena comissão caso você assine a Crunchyroll pelos links recomendados. Ressaltamos que o objetivo desta publicação é informar sobre os canais oficiais de transmissão, assegurando acesso legal e seguro a Fire Force e a outros animes.
O episódio 7 de Sentenced to Be a Hero promete aprofundar a trama de conspiração e sobrevivência que marca a série. A prévia oficial divulgada pelo estúdio Studio KAI apresenta o capítulo intitulado “Punição: Disfarce de Férias na Cidade Portuária de Jof”, antecipando novos conflitos e estratégias perigosas.
Na história, Xylo Forbartz e Teoritta tentam recuperar as forças na cidade portuária de Jof. No entanto, o aparente descanso não passa de uma operação tática. Ambos são realocados temporariamente para a unidade de Patoche com uma missão clara: investigar a presença de heréticos do templo que se recusam a aceitar a nova Deusa.
Imagem: Studio KAI
Para cumprir o objetivo, o grupo decide simular um período de férias, usando a estratégia como isca para forçar os inimigos a se exporem. À medida que os acontecimentos avançam, fica evidente que a ameaça é maior do que o previsto, elevando o nível de tensão e colocando todos em risco constante.
Xylo, em especial, precisa agir com precisão absoluta, já que qualquer falha pode comprometer não apenas a missão, mas também sua própria liberdade, ou algo ainda mais grave. O episódio deve mostrar como essa operação impactará diretamente o destino da unidade 9004, reforçando o tom sombrio da obra e a ideia de heroísmo imposto como forma de punição.
Imagem: Studio KAI
Data e horário de estreia do episódio do episódio 07 de Sentenced To Be A Hero
A transmissão está prevista para ocorrer por volta das 11h (horário de Brasília). Como de costume, a disponibilização da legenda em português pode sofrer pequenos atrasos, variando de alguns minutos até algumas horas após a exibição original. Com transmissão oficial pela Crunchyroll.
Além de Sentenced To Be A Hero, o catálogo inclui títulos consagrados como One Piece, Jujustsu Kaisen, Naruto, Demon Slayer, Dragon Ball e várias produções asiáticas de sucesso.
Aviso de transparência
Nosso site pode receber uma pequena comissão caso você assine a Crunchyroll pelos links recomendados. Ressaltamos que o objetivo desta publicação é informar sobre os canais oficiais de transmissão, assegurando acesso legal e seguro a Sentenced To Be A Hero e a outros animes.
A nova adaptação animada de All You Need Is Kill, obra de Hiroshi Sakurazaka com ilustrações de Yoshitoshi Abe, surge como uma interpretação que equilibra dois caminhos distintos: o espetáculo visual e a introspecção emocional. Diferente de versões anteriores, incluindo o live-action hollywoodiano No Limite do Amanhã, estrelado por Tom Cruise, a animação aposta em um tom que alterna entre a grandiosidade das batalhas e a reflexão sobre o peso de reviver o mesmo dia repetidamente.
Dirigido por Kenichiro Akimoto e produzido pelo Studio 4°C, o filme acompanha Rita, que passa a viver em um loop temporal após entrar em contato com uma ameaça extraterrestre. A cada morte, ela retorna ao início do mesmo dia, retendo memórias e aprendizados, uma dinâmica que remete tanto à lógica de videogames quanto a uma metáfora sobre tentativa, erro e amadurecimento pessoal.
Imagem: Studio 4°C
Visualmente, a animação de All You Need Is Kill impressiona. Em alguns momentos, adota uma estética vibrante e energética, com cenas de ação coreografadas e dinâmicas; em outros, prefere uma abordagem mais delicada e intimista, destacando expressões, silêncios e a solidão da protagonista. Essa dualidade reforça o principal diferencial da obra: não se trata apenas de uma história de guerra contra alienígenas, mas de uma narrativa sobre repetição, aprendizado e o peso emocional de continuar tentando.
O roteiro alterna entre essas duas propostas. De um lado, enfatiza a progressão dos personagens, especialmente Rita e Keiji, em combates e estratégias cada vez mais refinadas. De outro, busca explorar o impacto psicológico do loop, sugerindo paralelos com a rotina humana e a sensação de viver dias que parecem sempre iguais. Ainda assim, nem sempre esse equilíbrio funciona plenamente: algumas ideias são introduzidas de forma promissora, mas acabam resolvidas rapidamente, deixando a impressão de que poderiam ter sido mais aprofundadas.
Imagem: Studio 4°C
A relação entre os protagonistas é um dos pontos mais eficazes do filme. A convivência entre Rita e Keiji traz humanidade à narrativa, oferecendo momentos de leveza e emoção que contrastam com o cenário de destruição. No entanto, o desenvolvimento individual dos personagens por vezes fica limitado, com o foco retornando frequentemente à ação e ao avanço da trama.
No fim, All You Need Is Kill se destaca justamente por tentar unir dois olhares sobre a mesma história. Há espaço tanto para o espetáculo visual e as batalhas intensas quanto para uma abordagem mais sensível sobre persistência, escolhas e a busca por significado dentro da repetição. O resultado é uma adaptação que não tenta superar versões anteriores, mas reinterpretá-las: menos sobre vencer inimigos e mais sobre aprender, falhar e recomeçar.
Assim, All You Need Is Kill reafirma a força de sua premissa. Seja como narrativa de ficção científica, como metáfora existencial ou como experiência audiovisual, a história continua relevante por lembrar algo simples e poderoso: mesmo quando tudo parece se repetir, sempre existe a chance de fazer diferente no próximo dia.
Imagem: Studio 4°C
Gamerdito: All You Need Is Kill (Você Só Precisa Matar, 2026) é bom?
A nova leitura animada de All You Need Is Kill mostra que a força da obra está justamente em sua capacidade de ser reinterpretada sob diferentes perspectivas. Ao equilibrar ação e introspecção, o filme se distancia de uma abordagem puramente espetacular e aposta em uma narrativa que valoriza o crescimento pessoal, a repetição como aprendizado e o peso emocional das escolhas.
Mesmo com limitações no desenvolvimento de algumas ideias e personagens, a adaptação consegue se sustentar como uma experiência envolvente e significativa. Mais do que uma história sobre batalhas contra uma ameaça extraterrestre, trata-se de um relato sobre persistência, tentativa e erro e a possibilidade constante de mudança.
No fim, a animação reforça o que sempre tornou essa história relevante: a noção de que cada recomeço carrega uma nova oportunidade. E é justamente nessa simplicidade, na chance de fazer diferente, mesmo quando tudo parece igual, que reside o impacto duradouro da narrativa.
(Reprodução)
O filme, no momento da escrita dessa crítica, está em cartaz nos cinemas e os ingressos podem ser adquiridos aqui. Mas, caso tenha perdido a chance de ver esse filme nas telonas, não deve demorar muito para que ele chegue a algum serviço de streaming.
A Capcom emitiu um apelo oficial nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026: “Por favor, não postem nem compartilhem vazamentos ou spoilers de Resident Evil Requiem. Queremos que todos vivam a história e a experiência sem surpresas arruinadas.” A empresa promete “ação firme” contra quem divulgar material pré-lançamento, incluindo vídeos do final — onde Leon e Grace têm dois desfechos possíveis, dependendo das escolhas do jogador.
O problema? Cópias físicas chegaram cedo em algumas lojas, gameplay vazou inteiro e spoilers já circulam livremente. Quem acompanhou a série sabe: isso tira a imersão de quem esperou anos por esse capítulo. E, sim, vazamentos são errados — respeitar o embargo preserva o impacto para o público real.
Mas vale lembrar, a empresa escolhe quem recebe chaves de review e acesso antecipado. Veículos como o nosso, que cobrem Resident Evil há tempos e sempre com seriedade, não entraram nessa onda inicial — nem sabemos se entraremos. Isso diz algo sobre confiança e critérios. No fim, proteger a experiência é justo, mas distribuir melhor também seria.
Imagem reprodução/Capcom(Reprodução)
Resident Evil Requiem será lançado no dia 27 de fevereiro de 2026, simultaneamente em PS5, Xbox Series X/S, PC (via Steam e Epic Games Store) e Nintendo Switch 2. Além de possuir legendas, interface e dublagem em português brasileiro. Os protagonistas principais são Leon S. Kennedy e Grace Ashcroft. A franquia é a maior do gênero survival horror da indústria dos games.
A Comix Zone iniciou a pré-venda da HQ Rio, obra escrita pela brasileira Louise Garcia e ilustrada pelo artista francês Corentin Rouge. O lançamento nacional foi anunciado durante a Rodada de Lives 2025 da editora e está previsto para março, com tradução assinada por Fernando Paz.
A publicação chega ao Brasil em edição integral, reunindo toda a narrativa originalmente lançada na França em um único volume.
Imagem: Comix Zone
Sinopse de “Rio” aborda violência e sobrevivência nas ruas
A trama acompanha Rubens e Nina, irmãos criados em uma das maiores favelas do Rio de Janeiro. A rotina dos dois é drasticamente transformada após o assassinato da mãe por Jonas, um policial corrupto com quem ela mantinha uma relação como informante e amante.
Abandonados à própria sorte, os irmãos precisam enfrentar a realidade das ruas e aprender a sobreviver em um cenário marcado por violência, injustiça e ausência de proteção.
Imagem: Comix Zone
Publicação original e edição brasileira
Rio foi publicada originalmente na França pela Glénat entre 2016 e 2019, em quatro volumes. A edição brasileira consolida toda a história em um único livro de 304 páginas.
A HQ marcou a estreia de Louise Garcia nos quadrinhos e permanece, até o momento, como sua única obra publicada. Já Corentin Rouge possui trajetória consolidada no mercado franco-belga, com trabalhos em séries de destaque como Thorgal e XIII Mystery. No Brasil, o artista também participou das coletâneas Indians! e Go West Young Man, publicadas pela QS Comics.
Com temática intensa e abordagem social, Rio chega ao mercado brasileiro como uma obra de impacto, ampliando o catálogo de quadrinhos europeus publicados no país.
O volume final de Vinland Saga já tem data para chegar ao Brasil. A Panini Comics iniciou nesta quinta-feira (19) a pré-venda do volume 29, edição que encerra oficialmente a publicação regular do mangá no país.
O lançamento está previsto para maio, período em que a obra também será concluída em outros mercados internacionais. Diferentemente de algumas regiões, a edição brasileira seguirá o formato tradicional, sem versões comemorativas ou especiais.
Imagem: Panini Comics
Criado por Makoto Yukimura, o mangá acompanha a trajetória de Thorfinn em meio a conflitos vikings, disputas políticas e reflexões profundas sobre violência, vingança e redenção. Considerada uma das representações mais marcantes da cultura nórdica nos quadrinhos, a série foi serializada na revista Afternoon, da Kodansha, entre abril de 2005 e julho de 2025, ao longo de duas décadas de publicação. O volume final foi lançado no Japão em setembro.
No Brasil, além da edição regular, a Panini também publica a versão 2 em 1 de Vinland Saga, que ainda não possui previsão para o encerramento. Como a história terminou com um número ímpar de volumes, existe a possibilidade de que a adaptação brasileira nesse formato reúna os três últimos livros em um único encadernado.
O Up!ABC 2026 já tem data confirmada e será realizado nos dias 18 e 19 de abril, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Considerado um dos eventos tradicionais do calendário geek brasileiro, o festival aposta novamente em uma programação diversificada, com atrações voltadas para cosplay, games, cultura pop e entretenimento para todas as idades.
Com múltiplas atividades acontecendo simultaneamente, o evento reúne concursos, áreas temáticas, convidados especiais, artistas independentes, lojas especializadas e praça de alimentação, consolidando-se como um dos principais encontros do segmento no país.
Evento tradicional com programação para toda a família
Criado em 2005, o Up!ABC é realizado semestralmente e recebe, em média, cerca de 15 mil visitantes por edição. A proposta do festival é oferecer um ambiente acessível e familiar, combinando entretenimento, convivência e experiências voltadas para diferentes públicos.
Crianças de até 10 anos têm entrada gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível e acompanhamento de um responsável maior de idade.
Imagem: Up!ABC
Cosplay, dubladores e interação com fãs
O cosplay permanece como um dos grandes destaques do evento, com concursos tradicionais, desfile adulto e infantil e espaços dedicados à interação entre cosplayers e o público.
A programação também inclui convidados especiais, entre eles dubladores e profissionais da área, que participam de painéis, sessões de fotos e encontros com fãs.
Área gamer, artistas independentes e lojas geek
O espaço dedicado aos games contará com fliperamas multijogos, simuladores, consoles e experiências em realidade virtual, com acesso gratuito ao público.
Já a área de artistas independentes reúne ilustradores, quadrinistas e criadores autorais, oferecendo produtos exclusivos diretamente ao público. O evento ainda contará com lojas geek focadas em animes, games e cultura pop, além de uma praça de alimentação com opções variadas, incluindo culinária oriental e alternativas vegetarianas e veganas.
Estrutura, segurança e acessibilidade
O festival contará com estrutura completa, incluindo controle de acesso, equipe médica, bombeiros, limpeza contínua, guarda-volumes e equipe de apoio em diferentes setores. O local também dispõe de rampas de acesso e banheiros adaptados, garantindo acessibilidade aos visitantes.
Imagem: Up!ABC
Local do Up!ABC 2026
O evento será realizado na Universidade de São Caetano do Sul – Campus Conceição, espaço conhecido por sua área ampla e circulação facilitada para o público.
Como chegar
O campus é acessível por transporte público. Pela Linha 10-Turquesa da CPTM, basta descer na estação São Caetano do Sul e utilizar o transporte gratuito disponibilizado pelo evento, com trajeto de ida e volta durante os dois dias. Também é possível chegar ao local por aplicativos de transporte utilizando o endereço do campus.
Serviço — Up!ABC 2026
Data: 18 e 19 de abril de 2026;
Local: Universidade de São Caetano do Sul – Campus Conceição;
Endereço: Rua Conceição, 321 – Bairro Santo Antônio – São Caetano do Sul (SP);
Entrada: gratuita para crianças até 10 anos (mediante doação de 1 kg de alimento não perecível e acompanhante);
Transporte: ônibus gratuito a partir da estação São Caetano do Sul (Linha 10-Turquesa da CPTM).
O Up!ABC 2026 promete mais uma edição completa, reunindo fãs de cultura pop, animes, games e cosplay em um dos principais eventos geeks do ABC Paulista.
Depois de trinta dias dentro do Roblox, eu já não falo mais de jogo. Falo de pessoas.
Entrei por curiosidade, para observar o que acontecia depois da história da autenticação facial, dos protestos em Brookhaven e do risco de colapso — medidas que faziam parte de um processo interno da Roblox Corporation. Ainda assim, parte dos usuários passou a relacionar essas mudanças ao criador de conteúdo Felipe Zaghetti (Felca), sem que houvesse vínculo direto com a decisão. Saí com um caderno cheio de nomes inventados e dores verdadeiras.
Logo no começo, apareceu uma mulher que dizia ter sido abandonada pela mãe e criada pela avó. Mais tarde, descobri que hoje vive com o marido, com a filha pequena nos braços. Apenas reorganizou a narrativa. O avatar carregou o sofrimento. A vida real ficou com a esperança. E ninguém desfez a troca.
(Reprodução)
Também conheci uma menina que, desde os quatro anos, via o padrasto agredir a mãe. Aos doze, começou a se cortar. Cresceu. Hoje tem vinte e um anos, mas carrega o mesmo silêncio. No Roblox, se apaixona em segundos. Quando alguém pergunta onde ela mora, desaparece. O medo de existir fora da tela é maior que a vontade de ser resgatada.
Em outra sala, uma mãe solo fazia lives todos os dias. Câmera ligada, filho no quarto ao lado. Quando um homem perguntava “como você está?”, ela já esperava a agressão. Cortava antes de ouvir. Ficava sozinha, iluminada pela tela. Chamava aquilo de liberdade. Era apenas defesa.
Havia também um garoto de dezesseis que dizia ter dezenove. Copiava frases prontas para parecer mais velho. Uma mulher de trinta entrava no chat achando que era conversa casual. Falava da vida, falava das dores. Ele acreditava. Ela saía. Ele chorava. Para ela, tinha sido só um jogo. Para ele, abandono.
Entre essas histórias, há outro garoto de dezesseis anos. A mãe foi embora, o irmão foi assassinado. Com o pai, o convívio é feito de silêncio, tensão e conflitos que nunca se resolvem. Em casa, não há conversa, só presença física. O computador vira refúgio. No Roblox, ele encontra vínculo. Tem uma namorada, ainda que virtual, próxima o suficiente para parecer real. Essa relação o mantém motivado, dá motivo para voltar, para continuar. Fora da tela, sente rejeição. Dentro do jogo, sente que existe para alguém. Ninguém percebe essa troca. Nem o pai. Nem quem olha de fora e enxerga apenas um jogo. O silêncio permanece, grande demais para ser dividido.
Além disso, há aqueles que acompanham de perto o que os filhos fazem no Roblox, acessando a plataforma junto com a criança e monitorando cada detalhe. Em alguns casos, o responsável acaba entrando na dinâmica do roleplay dentro do jogo. Em momentos de solidão — como quando o marido trabalha em outra cidade — o ambiente virtual vira válvula de escape depois de um dia cansativo. Ainda assim, tudo acontece com atenção redobrada, observando cada passo do filho.
Em outros cantos, quem tinha Robux virava referência. Carro chamativo, roupa rara nos avatares. As pessoas se aproximavam pedindo ajuda, atenção, vantagem. Quando o dinheiro acabava, o prestígio sumia. O seguidor aprendia que, ali, amizade tem custo.
Teve quem perdesse a conta e, junto, perdesse o relacionamento. Voltava do zero e não procurava ninguém do passado. “Agora sou outro.” O abandono virava método. Sumir virava prática.
Tudo isso é tratado como normal. Porque no Roblox, normal é fingir. É contar histórias que não são suas. É criar laços com ausências. É acreditar que sentimento tem botão de desligar.
O que ficou claro para mim é que o problema não é o jogo. É jogar sem avisar que aquilo ainda é jogo.
Adolescentes mentem a idade para serem ouvidos. Adultos falam demais sem saber com quem estão falando. E os pais? Acreditam que é só tela. Estão no sofá, tranquilos, olhando feeds e noticiários.
(Reprodução)
Então como acompanhar sem invadir?
É simples. Sentar ao lado. Perguntar quem é aquela pessoa. Não tomar o controle, dividir. Jogar junto. Observar o chat. Observar as reações. Quando o filho diz “é só um amigo”, perguntar se ele já viu essa pessoa fora dali.
Não é preciso gritar. É preciso presença. É preciso lembrar que, aos quinze, tudo dói mais. Que nessa idade se acredita que o amor pode começar num teclado.
É preciso ensinar limites: pode entrar, pode se divertir, mas não pode entregar o que ainda não sabe proteger. Porque o que se entrega sem cuidado raramente volta inteiro.
Os pais não são culpados por não saber. Mas são responsáveis por querer saber.
E o filho não precisa aumentar a idade para conversar. Precisa aprender a medir a verdade. Entender que quem não mostra rosto, não mostra vida, não mostra nome — é apenas sombra.
No Roblox todo mundo tem avatar. Só o mundo real tem endereço para chorar.
Esses trinta dias no Roblox me fizeram refletir sobre como a era digital tem isolado as pessoas do que é real, a ponto de preferirem o virtual. Isso não significa que tudo seja vazio. É possível construir amizades verdadeiras quando há filtro, consciência e limite. Também há quem entre apenas para passar o tempo, como em qualquer jogo casual, sem compromisso além do entretenimento.
Nota editorial: Os depoimentos mencionados são autênticos. Identidades, nomes e elementos que possam permitir reconhecimento foram alterados ou suprimidos para preservar os envolvidos. Ao expor dinâmicas que envolvem violência doméstica, sofrimento psíquico e vulnerabilidades no ambiente digital, o objetivo não é sensacionalizar, mas evidenciar fragilidades que atravessam a experiência online e exigem debate público qualificado. Eventuais semelhanças com situações ou pessoas específicas não configuram identificação deliberada. Casos de violência, abuso ou qualquer forma de violação de direitos devem ser denunciados aos canais oficiais competentes, para que sejam devidamente apurados e interrompidos.
Como o Disque 180 e o Disque 100, ou às autoridades policiais competentes. Denúncias relacionadas a crimes e violações na internet também podem ser encaminhadas à SaferNet Brasil, organização da sociedade civil que atua em cooperação com o Ministério Público.
A Disney e Pixar divulgaram o primeiro trailer dublado de Toy Story 5, antecipando o eixo temático do novo capítulo da franquia. A prévia indica que o conflito principal deixa de ser apenas o amadurecimento da criança e passa a envolver a presença dominante da tecnologia no cotidiano de Bonnie.
Logo nos primeiros minutos, o roteiro alterna humor — com o retorno de Garfinho — e a introdução de um problema do cotidiano. A redução do tempo de interação da criança com os brinquedos devido ao uso de dispositivos eletrônicos. A frase de Woody sobre estar “perdendo a Bonnie para esse aparelho” sintetiza a linha dramática apresentada.
(Reprodução)
Tecnologia como elemento narrativo
Diferentemente dos filmes anteriores, em que o foco estava na transição de fases da infância (como em Toy Story 3) ou na redefinição de propósito (Toy Story 4), o quinto filme insere um agente externo claro, telas e assistentes digitais passam a competir diretamente com os brinquedos.
O trailer também menciona o aumento de brinquedos abandonados, ampliando o escopo da narrativa para além da casa de Bonnie. A ameaça deixa de ser pontual e assume caráter mais amplo.
Dinâmica entre Woody e Buzz
A prévia exibe a retomada da tensão entre Woody e Buzz Lightyear. Há divergência de posicionamento sobre como agir diante da nova realidade, retomando uma dinâmica central dos primeiros filmes. Essa escolha sugere uma tentativa de reconectar os personagens icônicos ao núcleo clássico da franquia.
(Reprodução)
Há uma expansão do universo, com novos brinquedos e ambientes externos, além da presença constante da tecnologia dentro da casa. A ambientação sugere uma abordagem contemporânea, alinhada à experiência atual das crianças.
Segundo o vídeo, a animação estreia em 18 de junho nos cinemas brasileiros. Assista no início desta publicação ao trailer oficial dublado de Toy Story 5.
Entre a largada e a linha de chegada, existe muito mais do que alguns segundos de corrida. Em 100 Meters, o esporte serve como ponto de partida para uma reflexão sensível sobre persistência, identidade e o peso das escolhas que acompanham o tempo.
Disponível na Netflix, 100 Meters confirma o interesse do diretor Kenji Iwaisawa em usar o movimento como ferramenta para explorar conflitos humanos. Adaptado do mangá Hyakuemu, de Uoto (Orbe: Sobre Os Movimentos Da Terra), o filme parte de uma premissa simples, a corrida dos 100 metros rasos, para construir uma narrativa sobre tempo, persistência, identidade e amadurecimento.
À primeira vista, o título sugere um anime esportivo tradicional, centrado em rivalidade, intensidade e superação. No entanto, a obra subverte essa expectativa e transforma o sprint em uma jornada introspectiva que atravessa anos da vida de dois corredores. A linha de chegada permanece a mesma; o que muda é como cada personagem passa a enxergá-la.
A história acompanha Togashi, um talento natural que corre com leveza e confiança, e Komiya, seu oposto completo, movido pelo esforço e pela necessidade de provar algo a si mesmo. Assim, a relação entre os dois não se constrói em confrontos diretos constantes, mas em observações silenciosas, influências indiretas e trajetórias que se cruzam ao longo do tempo. Não há um duelo clássico entre gênio e azarão: o filme prefere mostrar como pessoas diferentes podem perseguir o mesmo objetivo por motivos igualmente legítimos.
Imagem: Rock’n Roll Mountain
Essa abordagem transforma a corrida em metáfora. Cem metros tornam-se um espaço simbólico onde expectativas, frustrações e sonhos se acumulam. O que dura poucos segundos na pista carrega o peso de anos de preparação, derrotas e escolhas pessoais. Mais do que competir, os personagens aprendem a compreender por que continuam correndo.
Visualmente, a animação se destaca pelo uso expressivo da rotoscopia e por um estilo que privilegia o corpo em movimento. Cada passada, respiração e gesto transmite emoção e desgaste físico, aproximando o espectador da experiência atlética. Não há pirotecnia visual constante; a força está na sensação de realidade e na fisicalidade das corridas.
A trilha de Hiroaki Tsutsumi acompanha essa proposta com discrição, alternando momentos de silêncio e composições melancólicas que reforçam a introspecção. O som da respiração, dos passos na pista e da tensão antes da largada torna-se parte essencial da narrativa.
Outro ponto de destaque é a atuação vocal, especialmente de Tori Matsuzaka e Shota Sometani, que acompanham o crescimento dos personagens ao longo dos anos, conferindo autenticidade às mudanças emocionais e psicológicas.
Imagem: Rock’n Roll Mountain
Dentro do panorama da animação japonesa contemporânea, o filme se aproxima de obras que usam o esporte e o movimento como linguagem para discutir identidade e passagem do tempo, dialogando com títulos como Ping Pong the Animation, The First Slam Dunk e 5 Centimeters per Second. Ao mesmo tempo, se distancia do espetáculo grandioso de produções como Demon Slayer: Infinity Castle, aproximando-se mais da sensibilidade autoral de Look Back.
O resultado é um anime esportivo que, na prática, vai além do gênero. 100 Meters não busca um clímax tradicional nem a consagração de um vencedor definitivo. Prefere observar o processo: a repetição, o cansaço, a persistência e as mudanças internas que ocorrem ao longo do caminho.
No fim, a corrida continua sendo a mesma. O que se transforma são os corredores, e, junto deles, o significado de continuar avançando. O filme sugere que a meta não é apenas chegar primeiro, mas entender por que seguimos correndo, mesmo quando o esforço parece não trazer recompensas imediatas.
Imagem: Rock’n Roll Mountain
Gamerdito: 100 Meters (A Corrida dos 100 Metros, 2025) é bom?
100 Meters demonstra que o esporte, no cinema, pode ser muito mais do que competição ou espetáculo. Ao acompanhar a trajetória de dois corredores ao longo dos anos, o filme transforma a corrida em uma metáfora sobre crescimento, identidade e a persistência necessária para continuar avançando, mesmo diante de frustrações e incertezas.
A direção de Kenji Iwaisawa aposta na contenção e na observação cuidadosa, priorizando gestos, silêncios e mudanças sutis em vez de grandes clímax. O resultado é uma narrativa que valoriza o processo acima da vitória, mostrando que o verdadeiro desafio não está apenas em cruzar a linha de chegada, mas em compreender o motivo de seguir correndo.
No fim, o filme reforça uma ideia simples e poderosa: a meta pode até permanecer a mesma, mas as pessoas mudam ao longo do caminho. E é justamente nessa transformação, construída a cada tentativa, erro e recomeço, que reside o verdadeiro significado da jornada.
O episódio 19 da terceira temporada de Fire Force teve sua prévia revelada, marcando o início de um dos momentos mais decisivos da série. A nova fase da trama destaca o começo do Grande Cataclismo e eleva o nível de tensão entre os personagens e o destino do mundo.
Segundo as informações divulgadas, o episódio vai ao ar no Japão em 21 de fevereiro, com lançamento posterior em plataformas de streaming internacionais.
Na narrativa, o Dr. Giovanni assume o controle do corpo de Yu após se tornar um Infernal e insere a chave no gerador Amaterasu, dando início ao cataclismo profetizado. Com isso, o mundo começa a se fundir com a dimensão de Adolla, enquanto incêndios massivos se espalham pelo Império de Tóquio e a população entra em desespero diante da destruição iminente.
Imagem: David Production Inc.
Sem respostas imediatas para conter o desastre, as companhias da Força Especial de Incêndio enfrentam uma situação extrema. A trama prepara o terreno para o confronto final, com Shinra e seus aliados reunindo forças para impedir a tragédia e proteger o mundo.
A terceira temporada acompanha o desfecho da história, intensificando as batalhas envolvendo os “Pilares” e aprofundando os mistérios que cercam o universo da obra. Agora, todas as unidades se unem em um esforço conjunto para impedir o avanço do Grande Cataclismo e salvar a humanidade.
Imagem: David Production Inc.
Data e horário de estreia do 19º episódio da 3ª temporada de Fire Force
A estreia do episódio 19 já está confirmada e não há previsão de atrasos.
Data de lançamento: 21 de fevereiro de 2026;
Horário: 14h30 (horário de Brasília).
A segunda parte da 3ª temporada de Fire Force está sendo exibida oficialmente no Brasil pela Crunchyroll, em formato simulcast, com os episódios disponibilizados logo após a exibição no Japão.
Aviso de transparência
Nosso site pode receber uma pequena comissão caso você assine a Crunchyroll pelos links recomendados. Ressaltamos que o objetivo desta publicação é informar sobre os canais oficiais de transmissão, assegurando acesso legal e seguro a Fire Force e a outros animes.
O episódio 7 de Sentenced to Be a Hero promete aprofundar a trama de conspiração e sobrevivência que marca a série. A prévia oficial divulgada pelo estúdio Studio KAI apresenta o capítulo intitulado “Punição: Disfarce de Férias na Cidade Portuária de Jof”, antecipando novos conflitos e estratégias perigosas.
Na história, Xylo Forbartz e Teoritta tentam recuperar as forças na cidade portuária de Jof. No entanto, o aparente descanso não passa de uma operação tática. Ambos são realocados temporariamente para a unidade de Patoche com uma missão clara: investigar a presença de heréticos do templo que se recusam a aceitar a nova Deusa.
Imagem: Studio KAI
Para cumprir o objetivo, o grupo decide simular um período de férias, usando a estratégia como isca para forçar os inimigos a se exporem. À medida que os acontecimentos avançam, fica evidente que a ameaça é maior do que o previsto, elevando o nível de tensão e colocando todos em risco constante.
Xylo, em especial, precisa agir com precisão absoluta, já que qualquer falha pode comprometer não apenas a missão, mas também sua própria liberdade, ou algo ainda mais grave. O episódio deve mostrar como essa operação impactará diretamente o destino da unidade 9004, reforçando o tom sombrio da obra e a ideia de heroísmo imposto como forma de punição.
Imagem: Studio KAI
Data e horário de estreia do episódio do episódio 07 de Sentenced To Be A Hero
A transmissão está prevista para ocorrer por volta das 11h (horário de Brasília). Como de costume, a disponibilização da legenda em português pode sofrer pequenos atrasos, variando de alguns minutos até algumas horas após a exibição original. Com transmissão oficial pela Crunchyroll.
Além de Sentenced To Be A Hero, o catálogo inclui títulos consagrados como One Piece, Jujustsu Kaisen, Naruto, Demon Slayer, Dragon Ball e várias produções asiáticas de sucesso.
Aviso de transparência
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A nova adaptação animada de All You Need Is Kill, obra de Hiroshi Sakurazaka com ilustrações de Yoshitoshi Abe, surge como uma interpretação que equilibra dois caminhos distintos: o espetáculo visual e a introspecção emocional. Diferente de versões anteriores, incluindo o live-action hollywoodiano No Limite do Amanhã, estrelado por Tom Cruise, a animação aposta em um tom que alterna entre a grandiosidade das batalhas e a reflexão sobre o peso de reviver o mesmo dia repetidamente.
Dirigido por Kenichiro Akimoto e produzido pelo Studio 4°C, o filme acompanha Rita, que passa a viver em um loop temporal após entrar em contato com uma ameaça extraterrestre. A cada morte, ela retorna ao início do mesmo dia, retendo memórias e aprendizados, uma dinâmica que remete tanto à lógica de videogames quanto a uma metáfora sobre tentativa, erro e amadurecimento pessoal.
Imagem: Studio 4°C
Visualmente, a animação de All You Need Is Kill impressiona. Em alguns momentos, adota uma estética vibrante e energética, com cenas de ação coreografadas e dinâmicas; em outros, prefere uma abordagem mais delicada e intimista, destacando expressões, silêncios e a solidão da protagonista. Essa dualidade reforça o principal diferencial da obra: não se trata apenas de uma história de guerra contra alienígenas, mas de uma narrativa sobre repetição, aprendizado e o peso emocional de continuar tentando.
O roteiro alterna entre essas duas propostas. De um lado, enfatiza a progressão dos personagens, especialmente Rita e Keiji, em combates e estratégias cada vez mais refinadas. De outro, busca explorar o impacto psicológico do loop, sugerindo paralelos com a rotina humana e a sensação de viver dias que parecem sempre iguais. Ainda assim, nem sempre esse equilíbrio funciona plenamente: algumas ideias são introduzidas de forma promissora, mas acabam resolvidas rapidamente, deixando a impressão de que poderiam ter sido mais aprofundadas.
Imagem: Studio 4°C
A relação entre os protagonistas é um dos pontos mais eficazes do filme. A convivência entre Rita e Keiji traz humanidade à narrativa, oferecendo momentos de leveza e emoção que contrastam com o cenário de destruição. No entanto, o desenvolvimento individual dos personagens por vezes fica limitado, com o foco retornando frequentemente à ação e ao avanço da trama.
No fim, All You Need Is Kill se destaca justamente por tentar unir dois olhares sobre a mesma história. Há espaço tanto para o espetáculo visual e as batalhas intensas quanto para uma abordagem mais sensível sobre persistência, escolhas e a busca por significado dentro da repetição. O resultado é uma adaptação que não tenta superar versões anteriores, mas reinterpretá-las: menos sobre vencer inimigos e mais sobre aprender, falhar e recomeçar.
Assim, All You Need Is Kill reafirma a força de sua premissa. Seja como narrativa de ficção científica, como metáfora existencial ou como experiência audiovisual, a história continua relevante por lembrar algo simples e poderoso: mesmo quando tudo parece se repetir, sempre existe a chance de fazer diferente no próximo dia.
Imagem: Studio 4°C
Gamerdito: All You Need Is Kill (Você Só Precisa Matar, 2026) é bom?
A nova leitura animada de All You Need Is Kill mostra que a força da obra está justamente em sua capacidade de ser reinterpretada sob diferentes perspectivas. Ao equilibrar ação e introspecção, o filme se distancia de uma abordagem puramente espetacular e aposta em uma narrativa que valoriza o crescimento pessoal, a repetição como aprendizado e o peso emocional das escolhas.
Mesmo com limitações no desenvolvimento de algumas ideias e personagens, a adaptação consegue se sustentar como uma experiência envolvente e significativa. Mais do que uma história sobre batalhas contra uma ameaça extraterrestre, trata-se de um relato sobre persistência, tentativa e erro e a possibilidade constante de mudança.
No fim, a animação reforça o que sempre tornou essa história relevante: a noção de que cada recomeço carrega uma nova oportunidade. E é justamente nessa simplicidade, na chance de fazer diferente, mesmo quando tudo parece igual, que reside o impacto duradouro da narrativa.
(Reprodução)
O filme, no momento da escrita dessa crítica, está em cartaz nos cinemas e os ingressos podem ser adquiridos aqui. Mas, caso tenha perdido a chance de ver esse filme nas telonas, não deve demorar muito para que ele chegue a algum serviço de streaming.