Life is Strange: True Colors – Análise

1

Que Life is Strange é um jogo que nos faz ficar presos à narrativa não é nenhuma novidade, por isso, nós aqui do Meu Gamer trouxemos para vocês a nossa opinião sobre esse jogo que já está deixando todos ansiosos.

Life is Strange: True Colors

O jogo

Life is Strange: True Colors é o terceiro jogo da franquia e, assim como seus antecessores, é sobre decisões. O jogo é bem carregado na narrativa o que faz com que o jogador precise prestar muita atenção. Logo no início da gameplay, já percebemos o quanto as decisões são importantes para a trama. Sendo assim, o jogador precisará estar sempre lendo tudo que encontra e interagindo com os objetos dos ambientes.

O jogo é bem no formato clássico dos seus antecessores, sendo contado como uma história. Para aqueles que não curtem muita falação, talvez esse não seja o seu jogo. Ele é separado por capítulos, sempre tendo algo muito importante no final de cada um.

True Colors também te dá um pouco mais de opção para explorar alguns cenários. Isso quer dizer que você pode, por exemplo, escolher andar pelo bar ou ir para o segundo andar, que é onde a Alex mora, enquanto está no seu horário de trabalho. Porém, o jogo não é um mundo aberto, pois a personagem não pode sair para a rua e ir para outro cenário, como a loja de discos, quando bem entender.

Uma das coisas mais legais que o jogo oferece são os minigames que você encontra. Na casa da Alex, por exemplo, você poderá jogar um minigame muito divertido no fliperama que a mesma possui. E esse minigame lembra um pouco o Pac Man, pois você foge de alguns fantasmas enquanto pega moedas.

Além disso, Life is Strange traz alguns puzzles. À medida que a história se passa, o jogador perceberá que pode interagir com alguns objetos e tirar informações dele. Assim, poderá interagir novamente com algum objeto anterior e tirar novas informações do mesmo, à medida que descobre mais coisas sobre a história.

A história

Em Life is Strange: True Colors acompanhamos a história de Alex Chen, uma menina que possui poderes especiais e que havia sido afastada do seu irmão pelo Serviço Social.

No começo do jogo, Alex chega à cidade de Haven Springs onde seu irmão, Gabe, mora. Os dois estão sem se ver há 8 anos e esse reencontro, no início, parece um pouco estranho. Alex possui o poder da empatia. Sendo assim, ela é capaz de acessar as emoções dos outros personagens e até manipulá-las.

Mas é importante destacar que a personagem não lê pensamentos, como alguns podem pensar ao começar a história; ela somente consegue acessar esses sentimentos quando os personagens estão passando por uma forte emoção.

Power

Aparentemente, Alex já tem conhecimento desse poder há algum tempo e não gosta nem um pouco dele. Diferentemente da Max, personagem do primeiro Life is Strange, que descobre seu poder de controlar o tempo quando ouve o tiro no banheiro da escola. Alex já convive com esse poder e faz uso do mesmo, mesmo que não goste. A personagem parece não exercer controle sobre esse poder e se sente extremamente afetada pelas emoções das pessoas ao seu redor, especialmente pela raiva.

As habilidades de Alex serão de extrema importância para resolver os mistérios que a cidade de Haven Springs traz. Vale salientar que cada tomada de decisão e cada uso dos poderes feito pelo jogador irá impactar a narrativa. A todo momento, o jogador precisa escolher o que dizer e, em alguns casos especiais, partes do jogo ficam em preto e branco, e o jogador deve tomar a decisão de qual ação fazer. Na nossa análise, essas cenas são as que mais impactam no que pode acontecer ao final do jogo.

Alex não parece gostar dos seus poderes, porém se verá forçada a utilizar os mesmos depois que seu irmão morre em um acidente suspeito.

True Colors

O nome True Colors não veio do nada, ele faz todo sentido com a trama. Como já mencionamos acima, a personagem consegue acessar as emoções das pessoas ao seu redor e influenciá-las. Por isso, Alex consegue ver uma aura colorida ao redor dos personagens e isso faz com que a mesma consiga acessar esses sentimentos.

Cores como azul, roxo e vermelho são usadas para demonstrar essas emoções. Todo esse visual multicolorido para cada emoção é extremamente importante e, é claro, traz um efeito visual muito bonito.

Outro detalhe super maneiro é que a Alex consegue também acessar os sentimentos que estão em objetos. Geralmente esses objetos pertenciam a alguém que era muito apegado à eles e dessa forma as emoções ficam “presas” ali.

Life is Strange: vale à pena jogar?

Então, se você curte jogos cheios de personagens cativantes, com uma narrativa carregada e que te faz acessar suas emoções, esse jogo é definitivamente para você.

A cidade de Haven Springs tem um ar acolhedor, a paisagem é linda e a história irá fazer com que você se emocione. Grande parte disso se dá, também, pela trilha sonora que é simplesmente sensacional. Em alguns momentos, vemos a própria Alex tocando violão e cantando, o que dá um calorzinho no coração.

Ademais, você irá se sentir parte do jogo pois as decisões são suas!

Conta pra gente o que vocês estão esperando desse jogo.

Life is Strange: True Colors chega no dia 10 de setembro para PS4, PS5, Xbox Series X, Xbox One e Pc. E o jogo contará com uma versão para Nintendo Switch que ainda não tem data confirmada.

*O jogo foi cedido caridosamente pela Square Enix para nossa análise no Playstation 4 /PS5.

Life is Strange: True Colors: Possui uma trilha sonora que mexe com as emoções, transmite a sensibilidade e deixa o coração quentinhopatyvieira
7.5
out of 10.
2021-09-08T14:14:00-0300

1 COMENTÁRIO

  1. 7.5? O Pouco que eu vi eu curti bastante! Em tempos caóticos como os atuais, um poder de empatia é uma pegada super legal! Animado para jogar, e deu uma vontade de brincar no Life is Strange original <3

Gamernéfilos, comente aqui!

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.