Outriders foi desenvolvido pela People Can Fly e publicado pela Square Enix sendo lançado nos consoles da geração passada e atual. Nossa review será baseada em performance no Playstation 4 e Playstation 5, onde testamos o jogo.

O shooter de Sci-fi e RPG contou com os desenvolvedores envolvidos nos jogos de Gears of War: Judgment e Bulletstorm. Abaixo é possível acompanhar nosso gameplay, sem comentários:

Nossa estada em Enoch

Outriders apresenta a história de um mercenário, que chega ao planeta Enoch com uma equipe, após à terra ter se tornado um deserto inóspito. Uma tempestade elétrica ocorre, conhecida como a anomalia, destruindo o habitat e matando várias pessoas. Nosso personagem é atingido pela anomalia, indicando que ele nunca mais será o mesmo… Sem saber o verdadeiro motivo de tais acontecimentos, nosso protagonista é posto pela equipe restante em uma câmara de congelamento, permanecendo no local por 30 longos anos. Ao ser desperto, precisa lidar com a descoberta de um mundo mudado, além de lidar com poderes os quais não sabia possuir.
O mundo agora está passando por uma guerra e ficou divido entre duas facções. Além dos perigos presentes na guerra, criaturas estranhas estão soltas pelo mundo, sendo outros elementos que devemos nos preocupar. Somos chamados, a partir deste momento, de Outriders.

Este é um pequeno resumo inicial da história apresentada, onde o seguimento deverá ser vivenciado pelo jogador. As cenas apresentadas no jogo são genuínas e até mesmo eficazes, efetuando uma construção de mundo natural e em ritmo uniforme. As cenas impulsionam a narrativa de uma maneira nova e com significado. Para alguns players, talvez a história soe um tanto quanto linear…

Jogabilidade

Não espere um RPG de ação que siga uma linha tradicional. É um jogo sólido, com tiros representados de forma responsiva e rápida, porém com um certo limite no que diz respeito a movimentação do personagem pelo cenário, não apresentando fluidez ou leveza. Nosso personagem pode saltar em áreas previamente determinadas pelo jogo, além do uso de cobertura, igualmente limitados.

Basicamente estamos diante de um sistema de corra, cobertura, salte, atire, volte a repetir. Outro ponto que indica uma certa limitação do jogo, é que no mundo de “Outriders” os encontros com as hordas de inimigos não são elementos surpresa, com os pontos de cobertura já previamente dispostos no cenário, indicando que ali, teremos um conflito maior. São como encontros planejados, tirando o elemento “surpresa”.

Não significa que o jogo não agrade, pelo contrário, para os fãs de Desnity, The Division, Remnant, From the Ashes e Gears of War, a sensação de que elementos desses 4 jogos estão presentes; é uma constante. Tirando Destiny, sou fã de The Division e Gears, e a associação, de elementos utilizados nesses 3 jogos, deu um frescor a jogabilidade e vida ao jogo.

Poder bélico

Existe uma variedade de armas presentes no jogo. Entre elas diversos rifles, espingardas, pistolas para serem testadas. Muitas vezes me encontrei perdida entre tantas opções, procurando testar as armas que melhor se adaptam a forma como jogo.

Contamos com um sistema de pontuação das armas, indicando a capacidade ofensiva. Pontos de anomalia são nossas habilidades e as armaduras (roupas) nossa capacidade de sobrevivência.
Os elementos de loot que coletamos a todo momento, tornam a experiência em Outriders um dos fatores-chave para o progresso. São significativos, tornam nosso personagem mais resistente, com maior poder de dano e com maiores chances nos momentos mais complicados do jogo.

Além do uso de armas, devemos escolher, no início do jogo, uma das quatro classes presentes: tecnomante, piromante, trapaceiro e devastador.

A classe tecnomante manipula a anomalia, dando vida a construções, submetendo-as a nossa vontade, ideal para atingir inimigos a distância. Piromante, incendeia inimigos, esquadrões inteiros e possui recurso de autocura. Recuperamos pontos de vida sempre que nossos inimigos são atingidos por nossas labaredas. Trapaceiro utiliza as leis do tempo e espaço, aparecendo de repente seus inimigos e manipulando o tempo. Recebemos escudo e cura por inimigos atingidos a curta distância. E, finalmente, a última classe, devastador, que causa danos no solo, recuperando a vida com inimigos que se aproximam demais.

Fiz minha gameplay baseada na classe trapaceiro e posso dizer, que ela ajuda bastante contra as hordas de inimigos, principalmente nos momentos criticos onde estamos cercados por vários em simultâneo, e contra os chefões no jogo.

Utilizar esses recursos especiais das classes oferece recuperação de vida e uma jogabilidade mais agressiva. O problema é que ao se expor para usar tais habilidades, que duram alguns segundos, você, dependendo do local, ficará exposto a inimigos que, muitas vezes, causam dano elevado. Ao sofrer um dano grave, nosso personagem cai, podendo levantar apenas uma vez sozinho, ou com a ajuda de um amigo no modo multiplayer, ao ser atingido de forma mortal novamente, somente um amigo poderá salvá-lo ou o nível estará terminado.

Isso indica aos jogadores mais afoitos, que o sistema de combate presente em “Outriders” pode ser cruel com os mais desavisados, que não utilizem os poderes de forma estratégica. É um dom que ajuda, mas que também poder ser elemento que acabará com suas hipóteses de progresso. Dito isto, teste todas as classes e seus recursos e procure administrar a forma como podem ser utilizadas em cada situação.

A Árvore de habilidades presente no jogo é enorme, possuindo uma variedade de ramificações as quais podemos seguir. Conforma aumentamos a árvore, aumentamos os poderes, principalmente úteis para o combate contra os chefes, os quais possuem habilidades e vidas muito maiores que a nossa. Utilizar um desses poderes enquanto um chefe está carregando o poder contra nosso personagem, causa uma interrupção, tornando-o vulnerável durante poucos, mas cruciais, segundos.

Performance Gŕafica e Sonora

No PS5 o jogo rodou perfeitamente bem, utilizando taxa de 60 fps, conseguindo manter-se estável a maior parte do tempo. O jogo utiliza a tecnologia Unreal Engine 4, apresentando nível gráfico bem elaborado, com muitos elementos no cenário, porém, com limitações na variedade estética dos personagens os quais podemos escolher.

Já no PS4, existiram quedas de frames, além de, visivelmente, o jogo ter sofrido um “downgrade” para que pudesse ser rodado no console. Detalhes do cenário, assim como cabelo, barba, boca, principalmente relacionados as cutscenes, eram visualmente péssimos, diferente do desempenho no PS5. Se isso compromete a diversão no jogo? Não, pelo contrário, para mim são apenas elementos estéticos e suas falhas as quais não poderia deixar de mencionar aqui. Durante minha gameplay no PS4, não tive problemas, somente relacionados a quedas constantes de conexão com o servidor. Mas isto ocorreu nos dois consoles testados e geralmente indica elevado numero de acessos quando jogos são lançados, algo que deverá ser corrigido em breve.Os loadings no PS4 são mais demorados que no PS5, tendo um atraso até que relativamente elevado entre os dois.

Problemas relacionados a mira e ao ajuste ideal do controle foram resolvidos modificando a sensibilidade do mesmo no menu. Impossível iniciar o jogo com as configurações previamente estabelecidas ao entrar pela primeira vez em Outriders, caso tenha problemas ao lidar com o controle, poderá ajustar para que o restante da jogabilidade possa fluir de forma correta. Também, pude notar, problemas constantes em relação ao “cover”, ficando o personagem agarrado ou atrasando a troca de miras e cover. Talvez um futuro patch de correção auxilie neste problema, que foi o único “persistente” durante meu processo de gameplay.

“Outsiders” impressiona visualmente. Principalmente no uso dos recursos das classes. Utilizar o poder de manipular o tempo do “trapaceiro”, onde assistimos balas ao nosso redor, bem ao estilo “Matrix”, além da caveira dos inimigos ao serem atingidos, é lindo! Tudo com tom azulado, dentro de uma área de alcance de nosso poder, mas ampla o suficiente para pegar vários elementos do cenário… impressionante….

A dublagem é um dos destaques de “Outriders”. Impressionante o trabalho apresentado na versão em português, digno de grandes jogos. Infelizmente, alguns problemas de sincronismo labial estão presentes, mas o brilho das performances apresentadas sobressaem quaisquer eventuais problemas.

Gamerdito

Outriders tem potencial. Possui uma narrativa principal um tanto quanto curta, no entanto, com informações necessárias para desenrolar da história. Tem uma ampla variedade de conteúdo a ser jogado. É inovador por implementar recursos de vários jogos, elevando o nível do jogo as alturas. Para alguns jogadores, talvez não exista inovação e sim uma cópia do que já existe. Mas Outriders tem potencial, principalmente no que diz respeito a jogabilidade e uso das classes. Diverte, instiga, e deve permanecer entre os destaques de 2021. Dê uma oportunidade ao jogo, não irá se arrepender…

Uma Key foi fornecida pela Square Enix para a review deste jogo.

Nota 8.5/10

Outriders

Outriders

Outriders: Outriders é uma nova ip que deixará seu nome marcado no mundo dos games para novas continuações. Além de fazer jus aos jogos de ficção científica.vanessaferreira
8.5
out of 10.
2021-04-05T19:11:00-0300

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