Crítica | American Horror Story: 13 – Episódios 4, 5 e 6

Os novos capítulos resgatam personagens conhecidos, mas dividem espaço com escolhas de roteiro que enfraquecem a trama

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American Horror Story: 13ª temporada segue resgatando personagens e acontecimentos de fases anteriores da antologia. Nos episódios 4, 5 e 6, a trama avança em algumas de suas principais revelações, enquanto outras escolhas de roteiro instigam sobre o desenvolvimento da história. Nesta análise, examinamos os novos capítulos, suas conexões com temporadas anteriores e o impacto dessas decisões na construção da narrativa.

Os episódios estão disponíveis para os assinantes da plataforma de streaming do Disney Plus, aqui.

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O quarto episódio é intitulado “Is That All There Is?” e tem a duração de 31 minutos. Inicialmente, temos a continuação do final do terceiro episódio, quando Adália Negra é levada para o porão do Hotel Apollyon, enquanto as cenas vão se alternando entre o preparo do ritual e Ben, ainda atordoado, indo ao encontro do Sr. Nas e tomando o misterioso líquido preto, que abre sua visão e revela a versão jovem do Sr. Nas, interpretada por Paul Anthony Kelly. Isso revela uma possível conexão entre os dois.

Dando início ao ritual, temos o retorno de Elsa Mars, que serve como uma espécie de apresentadora e narradora do momento. O ritual conta com 13 garotas consideradas más, que são lançadas em um lago de fogo e sacrificadas para cumprir o propósito do Sr. Nas. Entre as sacrificadas, temos três personagens anteriores de Sarah Paulson: Sally Hipodérmica, Mamie Eisenhower e Karen Tuberculose. Além disso, temos a revelação da quinta misteriosa personagem de Jessica Lange: Margaret Thatcher, a primeira mulher a se tornar primeira-ministra do Reino Unido.

Cena de American Horror Story: 13ª temporada
(Reprodução)

Fechando o episódio, temos uma conversa entre o Sr. Phibes e Constance, na qual ela revela como se envolveu com o Sr. Nas e, como já era imaginado, Constance fez um pacto com o Sr. Nas para trazer seus filhos, Adelaide e Tate, de volta à vida.

American Horror Story: 13 – 1×05

O quinto episódio, intitulado “Date Night”, possui 27 minutos de duração e inicia com o Sr. Nas observando Ben dormir, sugerindo mais uma vez uma conexão entre ambos. Então, Ben acorda e recebe uma mensagem de Ashley (Elle Chapman), a outra sobrevivente do voo 13.

Ben recebe Ashley em seu apartamento, e os dois começam a conversar sobre o acidente, a experiência e como suas vidas ficaram depois. Ao se sentarem para assistir a um filme, e o filme ser Ocean’s 13, Ben acaba se abrindo com Ashley e explicando sua condição, a triscaidecafobia, o medo do número treze. Ela revela ter o mesmo medo, mas que lida com isso de uma forma diferente.

Então, ela conta sobre a experiência terrível que teve em um casamento, quando o Homem-Porco (Bobby McFarlane), personagem da temporada Roanoke, assassinou 13 pessoas. Ben também conta sobre sua infância e seus traumas.

Por fim, os dois se envolvem romanticamente. Mas um fato curioso acontece: uma marca surge em Ben com o número 616, que Ashley chega a pensar ser uma tatuagem. Porém, ao perguntar a Ben, ele fica chocado ao perceber aquela marca em seu corpo.

American Horror Story: 13 – 1×06

O sexto episódio, intitulado “The Return of Devil’s Night”, possui 26 minutos de duração e inicia com James Patrick March buscando Jeffrey Dahmer (Seth Gabel) para o que James chama de “a caça às bruxas”. A sequência reúne assassinos notáveis e faz referência ao episódio “Devil’s Night”, da quinta temporada, Hotel.

Já na Miss Robichaux’s Academy, temos Cordelia, Madison e Queenie (Gabourey Sidibe) treinando as bruxas. Porém, Cordelia entra em conflito com Morwenna (Alex Consani) quando ela apresenta seu poder de regressão. Em conversa com Queenie e Madison, Cordelia explica que algo não está certo e que a magia está tentando alertá-las. No desespero para proteger o clã, Cordelia decide tentar entrar em contato com sua mãe, Fiona, através do tabuleiro Ouija.

Ao pensar que conseguiu contato com a mãe e ficar sozinha na parte de baixo da academia, Cordelia é surpreendida por James. Ophelia, que desce as escadas, é pega por Richard Ramirez (Zach Villa), Jeffrey Dahmer e o Assassino do Zodíaco (Michael Worden). Ao tentar correr, Cordelia é morta por James com uma foice.

Desenvolvimento da história

Esses três episódios desenvolveram apenas uma pequena parte do enredo. O quarto, principalmente, deixou esclarecida a conexão de Constance, Sr. Nas e a volta de seus filhos. Dá para subentender também uma conexão direta de Ben com o Sr. Nas.

Já o quinto, em um ritmo mais lento e monótono, deixa nas entrelinhas que Ben e Ashley também devem possuir uma conexão e serve para aprofundar mais o personagem de Ben e sua infância, o que confirma seu lado sobrenatural. Toda essa ligação com o número de azar e com o Sr. Nas também ganha força com a marca 616, uma variante do número da Besta.

Já o sexto episódio é mais uma bagunça. A referência ao episódio marcante de Hotel é interessante, mas a forma como foi construída, devido à curta duração, à pressa e ao pouco que é esclarecido, acaba deixando tudo confuso.

Cordelia e sua autoridade como Suprema

Como Suprema, a morte de Cordelia de uma forma tão tosca causa indignação.

Uma Suprema é a força e o poder central de seu clã, e o que Ryan tem feito com a personagem, tanto em Apocalypse quanto em 13, é diminuir sua autoridade, fazendo parecer que Cordelia não consegue comandar o clã em tempos sombrios sem a ajuda de alguém.

Isso é totalmente diferente da temporada de Coven, que mostra todo o processo de construção da autoestima e do reconhecimento da força de Cordelia. Acredito que Cordelia deve voltar à vida nos próximos episódios e que, de alguma forma, recupere seu poder, sua autoconfiança e seu lugar como Suprema.

Conexões com temporadas anteriores

Algo que os três episódios têm em comum é a aparição de diversos personagens de temporadas anteriores, o famoso fan service. Mas até onde isso faz sentido ou é apenas jogado de forma incoerente?

Em parte, é possível entender a construção da história com alguns pontos que realmente fazem sentido. Porém, as aparições do primeiro episódio, como Elsa Mars e as “aberrações”, me parecem mais forçadas e puramente feitas para entregar fan service do que para acrescentar algo à história.

Já o sacrifício de praticamente todas as personagens de Sarah Paulson também foi decepcionante. Era esperado que elas tivessem mais desenvolvimento ou alguma função maior na história.

No sexto episódio, esse fan service fica ainda mais escancarado quando matam Cordelia e reduzem a Suprema apenas a um contexto para trazer Fiona de volta. O que realmente empolga o fã é ver os personagens fazendo sentido dentro da construção da história, e não apenas aparecendo para causar impacto.

Gamerdito (Veredito)

Até o momento, essas referências estão funcionando em alguns aspectos, mas é necessário saber conectá-las com a história, ou elas não terão peso dentro do enredo e acabarão virando apenas entretenimento raso.

Os episódios 4, 5 e 6 entregam algumas respostas importantes, mas também criam ainda mais perguntas. O problema é que a curta duração dos episódios não parece suficiente para desenvolver tudo o que a temporada está tentando apresentar.

O maior exemplo disso é Cordelia. Seu retorno era uma das coisas mais esperadas pelos fãs, mas sua participação acaba sendo reduzida rapidamente a uma forma de movimentar a trama e abrir caminho para o retorno de Fiona. American Horror Story (AHS: 13) ainda tem potencial para entregar uma grande temporada, mas precisa encontrar um equilíbrio.


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Yasmine Maria
Yasmine Mariahttps://www.meugamer.com/
Estudante de Jornalismo e apaixonada pela cultura geek. O que me move é a aventura de explorar e compartilhar conhecimento por meio da escrita sobre temas que me conectam, como cinema, séries, cultura pop e lançamentos do entretenimento.

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