Crítica: O Rei da Polca | Netflix

O Rei da Polca - Crítica | Netflix
 

Queridos, Gamernéfilos.

Quando Jack Black foi anunciado para  o longa de um pilantra polaco, confesso que imaginei que o ator não precisaria de nenhum esforço para representar o personagem.

Com Black é amor ou ódio. Entretanto, considero comédias sínicas a sua especialidade, pois normalmente é onde podemos ver suas melhoras atuações no cinema.

O roteiro do filme poderia ser algo que dificilmente você engoliria ao ler todos os relatos citados e referências do filme se não fosse por um único detalhe: o longa é baseado em fatos reais e em uma obra biográfica autorizada pelo próprio e ilustre Jan Lewandowski.

“Até que ponto vale tudo pelo reconhecimento do Showbiz?”

[Aviso: essa crítica pode conter sutis Spoilers].

O Longa mostra Jan Lewandowski, um músico imigrante que reside na Pensilvânia e, sem sucesso, possui uma loja de utilidades mantida com dificuldades financeiras. Além disso, o personagem faz outros “bicos”. Entre eles, de lavador de pratos e entregador de pizza.

Como todo imigrante que chega na América, Jan busca o famoso “sonho americano” e tem a certeza de que terá o seu “Império da Polca”.

O relacionamento entre genro e sogra estão presentes no filme o que, diga-se de passagem, é até um tormento. De um lado está Maria (Jenny Slate (escalada para o filme Venom)), uma esposa apaixonada. E do outro, está uma mãe (Jacki Weaver) que reclama do genro, dizendo que a filha merecia um homem melhor ao invés de um músico fracassado.

 

 

Mickey Pizzazz (Jason Schwartzman), membro da banda de Polca e melhor amigo de Lewan, avisa que ele e outros membros estão deixando o grupo. Jan ,como um verdadeiro canastrão, tem uma sacada para levar seu negócio ao topo do sucesso e, assim, assegurar que os seus companheiros não deixem a banda.

Jan cria uma empresa de vendas de promissórias com 12% ao mês, maior que as dos bancos dá época que eram apenas de 3% ao mês. Isso gera uma espécie de “Pirâmide Financeira” no estilo do extinto telexfree que ficou bastante conhecido em solo nacional. Podemos considerar como uma empresa de fachada, mas para Lewan “tudo é em função de um bem maior”.

O rei da polca ilustra bastante um cotidiano com promessas de lucro a curto prazo baseado em valores acima do investimento inicial. Essa proposta atraiu, inicialmente, muitas pessoas da terceira idade, principalmente seus fãs. Isso os levou à grande tentação do tudo ou nada, até mesmo mexer em suas aposentadorias para o ganho rápido.

 

 

Com todas as suas investidas, algumas bastante atrapalhadas, outras envolvendo subornos hilários de visitas turísticas ao Vaticano com promessas de encontro vip com o papa, que na época era o já falecido João Paulo II; o filme faz bastante referência à década de 80 e 90 que vai avançando com o decorrer do longa. Em uma dessas trapalhadas, Jan atrairia atenção da receita federal e assim, ocorreria todo o desenrolar da história do filme.

 

 

O Rei da Polca é um comédia sarcástica, com humor inteligente, bem no estilo do Jack Black, com um elenco que contribui para isso.

Posso considerar um filme que entrou na lista de filmografia de Black como algo positivo para seu vasto currículo. A trilha sonora é agradável, principalmente para pessoas que costumam ir a bailes da terceira idade – confesso que não resisti a esse comentário.

É difícil dizer ser o filme houve alguns exageros, levando em conta que o filme de fato retrata acontecimentos reais. O filme já está disponível no canal de streaming online Netflix.

 

 

 

Trailer O Rei da Polca

 

 

Amante de games e filmes de sci-fi, e nas horas vagas sonha em ser astrônomo amador, com uma pitada de Asperger.



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