O Paradoxo por trás de Cloverfield
O Paradoxo por trás de Cloverfield

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Caros gamernéfilos, como vocês bem sabem, a Netflix anunciou no SuperBowl de domingo (04) o trailer e data de estreia de The Cloverfield Paradox ; e, para surpresa de todos que assistiram ao trailer, o filme seria lançado algumas horas após o Superbowl, o que foi algo inédito.

O criativo J.J. Abrams participou novamente na produção do filme que tem direção de Julius Onah e roteiro de Oren Uziel. Como é costume da franquia, isso causou ansiedade pela busca de informações na internet no melhor estilo “easter eggs” para que se tenha uma compreensão melhor dos acontecimentos sobre a obra.

Paradox começa falando sobre os problemas da escassez dos recursos naturais de energia, uma forte referência ao filme “Sunshine: Alerta Solar” e o “O Enigma do Horizonte“. O filme inteiro é uma referência a outros filmes do gênero de ficção científica espacial, como uma cena clássica de Alien 3. Retomando ao Paradox, como todos os filmes que abordam rompimento do espaço tempo, é necessário bastante atenção aos diálogos para entender toda trama apresentada.

Quem não está muito familiarizado com o tema de um multi-verso pode ter alguma dificuldade para aceitar a teoria do filme.

Ao ativar o projeto “Shepard” (coincidência com Lost?) O seriado se passa no mesmo universo dos filmes de Cloverfield. Os acontecimentos são baseados no projeto “CERN” – um centro de acelerador de partículas do nosso mundo real.

Vou deixar claro, amigo Geek, que o multi-verso de Cloverfield é bem distinto dos que são abordados no seriado The Flash.

Pensando na teoria de que existe uma Terra onde você poderia ser qualquer coisa e uma outra Terra em que pode estar acontecendo eventos parecidos, mas com resultados diferentes, e até mesmo que você possa não existir nesse outro multi-verso. É nessa premissa que estou baseando os argumentos acima.

 

Atenção: [Spoiler superficial]

 

No paradox criado, observamos alguns eventos. Os recursos na “Terra 2” estão se esgotando e uma crise política entre as nações aumentam, o universo ao qual a astronauta Ava Hamilton (Gugu Mbatha-Raw) pertence. Na “Terra 1” de Mina Jensen (Elizabeth Debicki), eles ainda estão tentando ter sucesso na criação de Shepard. Devido à ativação do reator, Mina entrará no mesmo multi-verso dos tripulantes da Shepard da Terra 2 e isso é o que poderia interligar diretamente com os  acontecimentos de Cloverfield: Monstro.

 

É muito provável que seja essa a última que interliga Rua 10 com o paradox. Provavelmente a fenda que se abriu na utilização do Shepard nesse  entrelaçamento quântico que permite os mundos se unirem de uma única forma. Por isso observamos diversos acontecimentos bizarros na estação espacial como uma mão à lá (The Evil Dead).

Podemos compreender isso nos diálogos dos personagens questionando sobre o que está acontecendo.  Se o caos tomou conta das dimensões, podemos entender por quais motivos Howard Stambler em Rua Cloverfield 10, interceptou um sinal de comunicação pelo satélite no qual trabalhava e resolveu criar um bunker esperando por problemas futuro.

Em Paradox, conhecemos Mark Stambler – vou deduzir que é irmão de Howard – alertando sobre os problemas de usar a estação espacial para criar uma partícula que iria normalizar os problemas dos recursos naturais da Terra e autor do livro “The Cloverfield Paradox“; ou na dimensão paralela ele era o próprio Howard em sua versão alternativa.

A queda de um fragmento  ao final do primeiro longa reforça bastante o noticiário visto pelos astronautas. Interligando o sinal enviado para Terra pela  Hamilton, uma das tripulantes da equipe Shepard, é evidente a relação entre os filmes.

Mas onde entra o monstro e os alienígenas ao fim do filme?!

Como citei, o entrelaçamento quântico pode ter criado uma “fenda temporal” o que explicaria até mesmo a ilha de “Lost”. Nessa fenda o monstro poderia ter surgido por uma passagem vinda de outra dimensão. Vale lembrar que o próximo longa com o nome provisório de “Overlord, será situado na segunda guerra mundial”; não seria  uma informação que podemos considerar confiável.

Muitas informações do filme, em diversos casos, são um hoax termo utilizado para notíciais falsas. A empresa Tagruato, responsável pela extração do famoso néctar da bebida Slusho, deixou claro que extrai tudo do fundo do oceano, mas continua sem responder sobre os alienígenas.

 

Quando um paradoxo buga a nossa mente.

Como a tripulação deu um salto quântico para fora do sistema solar, em uma dimensão paralela, sua real localização só foi possível através do catálogo das constelações localizando a constelação de Cassiopeia e encontrando a nossa estrela: o Sol.

Na última transmissão da Shepard, antes de retornar a sua dimensão de origem, Ava reportou em forma de uma mensagem em vídeo para sua outra “eu” dessa dimensão o que ela deveria fazer para evitar futuros problemas pessoais. Nesse momento vamos levar em consideração que os alienígenas tenham interceptado essa informação e chegado até a terra através de uma tecnologia avançada.

Em uma segunda teoria podemos considerar que eles também habitam a Terra e, no colapso dos eventos, na verdade, não era uma invasão e sim uma defesa pelo seu território.

Ainda temos a Tagruato. Como informamos, as conversas de Howard, afirmando sobre o sinal recebido. Emitiram sinais para o espaço, por ele ter captado a mensagem de Ava anos luz da terra. Contudo, sem entender a mensagem devido a um problema de criptografia na telemetria, ele acaba informando a localização para os aliens e eles chegam à Terra exterminando a raça humana.

Como última opção,  podemos supor que todos os eventos ocorridos em 2028 essa é a ideia que temos de Paradox acontecem em sua forma naturalmente. Entretanto, essa ruptura gerou eventos unificando todas essas Terras com monstros gigantes, alienígenas e os seres humanos. Em todos os três filmes sempre acontecem apagões e tremores antecedendo o caos. Uma curiosidade é que toda vez que testam o acelerador de partículas, ele já poderia ter alterado toda estrutura conhecida.  Não podemos esquecer que em uma de suas entrevistas, J.J. Abrams afirmou que Clover era apenas um bebê assustado e confuso e que viveu por milhares de anos no fundo do oceano.

Ou a fenda se abriu nos testes da equipe Shepard ou Tagruato sabia da existência do(s) monstro(s) e criou o Slusho como uma marca fachada para esconder possíveis testes e acender esse estopim.

É um pouco prematuro para criar um veredito final, no entanto, muitas coisas ainda estão por vir com esse novo Paradoxo da partícula de DEUS em  The Cloverfield Paradox.

O filme está disponível no site da Netflix

 

The Cloverfield Paradox – EUA, 2018 (Digital Netflix)
Direção: Julius Onah
Roteiro: Oren Uziel
Elenco: Gugu Mbatha-Raw, David Oyelowo, Daniel Brühl, John Ortiz, Chris O’Dowd, Aksel Hennie, Zhang Ziyi, Elizabeth Debicki, Roger Davies, Clover Nee, Donal Logue, Simon Pegg, Greg Grunberg
Duração: 102 min.

 

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. A franquia Cloverfield pra mim é o que melhor surgiu nas últimas décadas no quesito ficção científica/mistério, a história é bastante instigante e misteriosa desde o primeiro filme e prende você na história, muitas questões ainda estão em aberto mesmo com os 3 filmes o que abre muitas possibilidades. Porém pra mim o maior ponto fraco pra mim foi este último filme no quesito roteiro, como por exemplo uma tripulação que mais parece composta por civis do que por militares que não consegue obedecer ordens sendo cada um por si, um protagonista na terra que simplesmente parece em muitos momentos estar vivendo em um planeta inabitado. Destaco que passou batido no texto porém Abrans já trabalhou muito bem a teoria dos multiversos em Fringe, aliás lanço aqui uma teoria de que ao menos as séries Lost e Fringe estariam ligadas diretamente ao universo de Cloverfield, digo ao menos pois não assisti outras séries de JJ Abrans, porém fica bastante forte a ligação deste terceiro filme com estas séries.

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