The Expanse: Osiris Reborn pode ser uma alternativa para quem sente falta de Mass Effect? Essa é uma comparação que começou a aparecer com mais força à medida que o novo RPG da Owlcat Games passou a mostrar sua gameplay. O jogo não pretende ser uma cópia da franquia da BioWare, mas apresenta características que podem despertar essa associação, principalmente pela combinação entre ficção científica, companheiros, diálogos, exploração e elementos de RPG.
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A situação de Mass Effect também contribui para essa percepção. O próximo jogo da franquia continua cercado por poucas informações, enquanto a BioWare atravessa um período de mudanças e incertezas dentro da Electronic Arts. Não há, até o momento, confirmação de que a propriedade intelectual deixará a empresa ou de qualquer mudança definitiva nesse sentido. O fato é que os fãs continuam esperando por uma nova experiência capaz de recuperar o peso narrativo que marcou a trilogia original.
Nesse espaço aparece The Expanse: Osiris Reborn.
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The Expanse tenta ocupar um espaço deixado por Mass Effect
A franquia The Expanse já possui uma trajetória bastante conhecida entre os fãs de ficção científica. Surgiu nos livros, ganhou uma adaptação para televisão e passou por diferentes plataformas de streaming, além de receber experiências em videogames.
Os jogos anteriores não conseguiram alcançar o mesmo impacto de outras grandes propriedades do gênero. Agora, a Owlcat Games tenta uma abordagem diferente com Osiris Reborn, colocando o jogador em uma experiência de RPG de ação em terceira pessoa, acompanhada por personagens que fazem parte da jornada.
A história não pretende simplesmente reproduzir os acontecimentos da série. A trama trabalha com uma narrativa paralela dentro do universo de The Expanse, utilizando elementos conhecidos da franquia sem transformar o jogo em uma adaptação direta dos acontecimentos apresentados na televisão.
Isso abre espaço para algo que considero importante: permitir que o jogador tenha a sensação de estar dentro daquele universo sem precisar seguir exatamente a história que já conhece.
A comparação com Mass Effect faz sentido?
Faz, mas precisa ser colocada no lugar correto.
Durante as primeiras demonstrações, algumas características de Osiris Reborn lembraram Mass Effect. Os diálogos, a presença dos companheiros, a maneira como o jogador interage com determinados ambientes, o uso de armas e a própria estrutura da aventura ajudam a criar essa associação.
Não vejo isso como uma tentativa de copiar a BioWare. A impressão é mais próxima de uma influência dentro de um gênero que possui algumas características recorrentes.

Quem jogou Mass Effect provavelmente reconhecerá alguns elementos familiares. A diferença está em como a desenvolvedora pretende utilizar essas ideias dentro do universo de The Expanse.
A exploração também apresenta características que podem lembrar outros RPGs de ficção científica, incluindo Starfield. Existe a possibilidade de visitar diferentes locais, entrar em bases, coletar recursos, realizar missões e descobrir o que está acontecendo ao redor do protagonista.
Nesse ponto, Osiris Reborn começa a construir sua própria identidade.
A imersão pode ser o maior diferencial
Para mim, essa é uma das partes mais importantes da jornada do jogo.
Um RPG baseado em ficção científica não precisa necessariamente ter centenas de planetas ou dezenas de espécies alienígenas para funcionar. Mass Effect construiu sua identidade em uma escala gigantesca, enquanto The Expanse trabalha com uma abordagem muito mais próxima de uma ficção científica política e humana.
Por isso, comparar diretamente os dois universos pode gerar uma expectativa errada.
O que Osiris Reborn precisa entregar é uma experiência capaz de fazer o jogador querer descobrir o que existe por trás de cada missão. Entrar em uma base, conversar com personagens, receber uma tarefa, encontrar informações e perceber que determinada escolha pode alterar o desenvolvimento da história são elementos que podem sustentar uma boa experiência de RPG.
A ambientação de The Expanse também oferece possibilidades interessantes. Marte, Ceres, a Lua e outros locais conhecidos do universo podem servir como cenários para uma história que explore conflitos, descobertas e relações entre os personagens.
Caso essas possibilidades sejam bem utilizadas, o jogo pode conseguir algo que muitos RPGs de ficção científica tentam alcançar; fazer o jogador sentir que está participando daquele universo, e não apenas atravessando mapas para cumprir objetivos.

RPG, escolhas e consequências serão fundamentais
Outro ponto que pode aproximar Osiris Reborn da experiência de Mass Effect está nas escolhas.
Ainda é cedo para afirmar até que ponto as decisões terão consequências profundas, mas esse será um dos aspectos que mais chamará atenção quando o jogo estiver disponível para uma avaliação completa.
Não basta oferecer diálogos com duas ou três respostas diferentes. O impacto precisa aparecer posteriormente na história, nos relacionamentos ou na maneira como determinadas situações serão resolvidas.
É nesse momento que um RPG consegue fazer o jogador sentir que aquela campanha pertence a ele.
A Owlcat Games também possui experiência com RPGs, especialmente por seu trabalho com Pathfinder: Wrath of the Righteous. Isso dá ao estúdio uma base importante para trabalhar com sistemas de progressão, personagens e escolhas.
O desafio está em transportar esse conhecimento para uma experiência em terceira pessoa com maior foco na ação.
O combate ainda precisa provar seu valor
As demonstrações também mostraram armas, diferentes tipos de munição, melhorias e equipamentos que podem modificar a maneira como o personagem enfrenta determinadas situações.
A troca de equipamentos e armaduras pode ajudar a construir uma progressão interessante, mas o combate precisa funcionar além da aparência.

A sensação inicial pode lembrar diferentes RPGs de ficção científica, incluindo Mass Effect e até alguns elementos de Fallout. Ainda assim, somente uma experiência mais extensa poderá mostrar se os disparos, a movimentação, as habilidades e a variedade de armas conseguem sustentar o jogo durante dezenas de horas.
Esse é um ponto que considero decisivo.
Um RPG pode ter uma ambientação excelente e personagens interessantes, mas se o combate se tornar repetitivo, parte da experiência perde força.
O jogo precisa ouvir os jogadores antes do lançamento
The Expanse: Osiris Reborn está previsto para 2027, portanto ainda existe espaço para ajustes.
Na minha visão, permitir que mais jogadores tenham contato com o jogo antes do lançamento seria uma decisão importante. Uma demonstração, beta ou outro formato de teste poderia revelar problemas que nem sempre aparecem durante apresentações controladas. O beta que eles liberaram foi tão oculto que muitos souberam quando o teste havia terminado em abril deste ano.
Até agora, não tive acesso a uma versão beta do jogo para avaliar suas mecânicas e fornecer esse tipo de retorno. Por isso, minha análise neste momento parte do material apresentado e das informações disponíveis sobre o jogo.
Para um estúdio que está entrando em um formato diferente daquele pelo qual ficou mais conhecido, receber opiniões dos jogadores pode ajudar a identificar problemas de combate, interface, diálogos, ritmo e progressão.
Isso pode fazer diferença quando chegar o momento do lançamento.

The Expanse pode preencher a ausência de Mass Effect?
Ainda não dá para dizer que The Expanse: Osiris Reborn será um novo Mass Effect.
Na realidade, considero essa comparação mais útil como uma indicação do que os jogadores estão procurando do que como uma previsão sobre o futuro do jogo.
Existe uma parcela de fãs que sente falta de RPGs de ficção científica com companheiros memoráveis, escolhas, exploração, diálogos e uma história capaz de criar vínculos.
Mass Effect: Andromeda deixou uma impressão diferente da trilogia original para muitos jogadores, especialmente em aspectos relacionados aos diálogos e à construção de seus personagens. Desde então, a expectativa por uma nova experiência da franquia continua.
Osiris Reborn aparece em um momento conveniente para ocupar parte desse espaço.
Não porque tenha de substituir Mass Effect, mas porque pode oferecer uma alternativa enquanto os fãs aguardam o próximo capítulo da BioWare.
O mais importante será descobrir se os personagens conseguem ser realmente marcantes, se os diálogos possuem qualidade, se as escolhas apresentam consequências relevantes e se o combate consegue acompanhar todo enredo.
Se a Owlcat Games conseguir acertar esses pontos, The Expanse: Osiris Reborn poderá conquistar um público que atualmente procura exatamente esse tipo de experiência.
Substituir Mass Effect é outra história.
Para isso, não basta parecer com a franquia em alguns aspectos. Será necessário criar personagens que o jogador queira acompanhar, histórias que permaneçam na memória e decisões que façam cada campanha parecer diferente.
Por enquanto, vejo The Expanse: Osiris Reborn como uma possibilidade interessante para preencher parte dessa ausência. Se conseguirá ocupar esse espaço de forma definitiva, só o jogo completo poderá responder.
O título será lançado oficilmente em algum momento do segundo trimestre de 2027, para o console de PlayStation 5, Xbox Series e PC Windiws via Steam.
