gamescom latam 2026 e seu jardim de infância

Evento reúne gerações na gamescom latam 2026 e expõe força dos jovens no consumo de games no país

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Uma percepção da gamescom latam 2026 foi interessante a diversidade de público que lotou o Distrito do Anhembi para prestigiar o evento. Essa dinâmica é o que todo evento busca, unir contrastes em torno de um único pensamento. Prestigiar o maior evento de games que traz jogos independentes para a América Latina e estúdios consagrados.

O que chama atenção é o número de pessoas com menos de 15 anos que invadiram o pavilhão do evento. E não só elas — seus responsáveis as acompanhavam. Isso demonstra que a geração atual continua gostando de tecnologia e, precisamente, de games. Diferentemente da época das locadoras como ProGames e Dimensão Games, do meu saudoso amigo Mario Camara, os usuários hoje possuem acesso em telas menores. O efeito tardio acaba se tornando precoce. Há quem acredite que crianças em contato com games seja prejudicial — tudo em demasia se torna. Mas, com o controle correto de um supervisor, tudo se ajusta. Sou suspeito para dizer, já que desde criança tinha videogame e amava jogar franquias do Super Mario Bros., Sonic e outros.

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Mas a invasão ao jardim de infância na gamescom latam não se tratava apenas de jovens querendo jogar títulos de personagens carismáticos. Era também sobre conhecer seu ídolo de perto — aquele que cria um personagem ou simplesmente coloca seu rosto para jogar Roblox, Minecraft e outros. Meu choque de realidade veio com a entrada do boy band — ops, K-pop, não errei de novo — dos criadores de conteúdo Creative Squad. Os 11 da criatividade mal conseguiam respirar, no sentido de que uma legião de fãs que acompanha seus conteúdos os cercava pedindo autógrafo, fotos, abraços. Foi um momento de se perguntar de onde saíram tantos, como que por um passe de mágica.

Creative Squad, os meninos no seu meeat and greet na gamescom latam 2026
Legião de fãs recebendo os 11 integrantes do Creative Squad na entrada do pavilhão da gamescom latam 2026, com crianças pedindo fotos e autógrafos no evento.— créditos: Rodrigo Fernandes

Isso demonstra que, em uma quinta-feira, véspera do feriado do Dia do Trabalho, os pais levavam seus filhos para conhecer de perto. Para muitos, era a primeira vez. Tanto que, ao conversar com pessoas na fila, algumas relataram ter chegado às 6h da manhã. Esperavam a abertura dos portões para garantir que a filha fosse uma das primeiras recebidas pelos meninos do Creative Squad. Esse comportamento ficou evidente nos demais estandes, como o da Lego Batman na Warner Games e no Roblox. Sem mencionar o da Nintendo, pelo qual praticamente todos os pequenos passavam para jogar os títulos da franquia dos bigodudos e seus amigos. De lá, saíam com alguns “mimos”.

Esse jardim de infância me deixou esperançoso. A nova geração ainda consome esse tipo de mídia, o que pode atrair cada vez mais investimentos. É algo interessante para ampliar o campo do desenvolvimento de jogos no país, com aportes maiores. Sabemos que, ao longo dos últimos anos, os brasileiros vêm demonstrando um grande potencial.


Errata: Nome do Creative Squad ajustado corretamente

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Jefão Calheiro
Jefão Calheiro
Apaixonado por games, filmes de ficção científica, séries e tudo que envolve tecnologia e inovação, com mais de 15 anos de experiência comentando e analisando esses temas. Além disso, sou curioso por astronomia e, nas horas vagas, tento observar o cosmos como um astrônomo amador. Acredito no poder das opiniões e no respeito à diversidade de pensamentos. Em minhas análises, busco compartilhar conhecimento de maneira clara e acessível, ajudando o público a se conectar com as novidades do mundo do entretenimento e da tecnologia. Ah, e como bom flamenguista, vibro junto com o maior clube brasileiro, o Flamengo! Vamos, gamernéfilos, porque todo dia tem novidade nesse universo em constante expansão. =)

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